AGRONEGÓCIO

Cuiabá irá proibir uso de blocos de concreto em vias públicas

Publicado em

A Prefeitura de Cuiabá irá proibir o uso de blocos de concreto, conhecidos popularmente como “gelo baiano”, em obras de mobilidade e em vias públicas da capital. A medida, segundo o prefeito Abilio Brunini, tem como principal objetivo evitar acidentes e preservar vidas.

“Estamos regulamentando os divisores de mobilidade da nossa cidade e determinando a proibição desses blocos de concreto. Eles causam acidentes, inclusive fatais. Não podemos permitir que isso continue acontecendo”, destacou o prefeito.

Brunini citou como exemplo a obra na Avenida Miguel Sutil, onde esses blocos já teriam provocado acidentes. Segundo ele, os equipamentos ficam desalinhados e representam riscos constantes a motoristas e motociclistas. Para exemplificar, citou um carro que teria encostado em uma ponta de bloco, e que acabou destruindo o veículo. O acicente também provocou congestionamento no trânsito. “Se fosse uma moto, poderia ter resultado em morte”, relatou.

Na oportunidade o prefeito relembrou que problemas semelhantes ocorreram na Avenida da FEB, em Várzea Grande, onde o uso dos blocos contribuiu para acidentes graves. Na ocasião, após cobranças, os equipamentos foram substituídos por cones de plásticos fixados no solo, que são mais seguros e não oferecem risco de colisões fatais.

Leia Também:  Café Arábica mantém tendência de alta em Nova York enquanto Londres observa estabilidade no robusta

A decisão será normatizada pela Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá. Segundo o prefeito, a partir de agora, todos os projetos de mobilidade ou intervenções viárias precisarão ser submetidos à pasta e não poderão utilizar blocos de concreto como divisores.

“Nossa medida é orientativa ao Estado para que ele possa fazer isso e também vamos definir isso através de uma normatização dentro da própria Secretaria de Mobilidade onde os projetos de mobilidade, de intervenção, eles precisam ser aprovados pela Secretaria de Mobilidade Urbana”, frisou o prefeito.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Refis do Agro pode ser votado no Senado e surge como alternativa para aliviar crise financeira no campo

Published

on

O Senado Federal deve analisar nesta quarta-feira (10) o Projeto de Lei nº 5.122/2023, conhecido no setor como “Refis do Agro”. A proposta busca criar uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas rurais, oferecendo condições diferenciadas para produtores que enfrentam dificuldades financeiras em decorrência de eventos climáticos extremos e da volatilidade dos mercados.

A medida ganha relevância em um momento de forte pressão sobre o agronegócio brasileiro. Nos últimos anos, produtores rurais de diversas regiões do país enfrentaram perdas expressivas de produtividade provocadas por secas, enchentes e oscilações climáticas, além do aumento dos custos de produção e das dificuldades de acesso ao crédito.

Segundo o advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário e do Agronegócio, a aprovação do projeto pode representar um importante mecanismo para preservar a capacidade produtiva do setor.

“Estamos diante de uma ferramenta que busca oferecer condições para que os produtores consigam reorganizar suas finanças e manter a atividade econômica no campo, evitando o agravamento da inadimplência e das dificuldades de crédito”, afirma.

Projeto prevê juros reduzidos e longo prazo para pagamento

O texto, aprovado recentemente pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), estabelece condições especiais para a renegociação dos débitos rurais, com prazo de pagamento de até 10 anos e carência de três anos.

Leia Também:  Preços do café divergem nas bolsas internacionais com foco no clima e safra brasileira

As taxas de juros propostas variam conforme o perfil do produtor:

  • Agricultura Familiar (Pronaf): 3,5% ao ano;
  • Médios produtores (Pronamp): 5,5% ao ano;
  • Demais produtores rurais: 7,5% ao ano.

O objetivo é proporcionar maior previsibilidade financeira e permitir que os produtores retomem investimentos nas próximas safras sem comprometer sua capacidade de pagamento.

Abrangência inclui CPRs e amplia proteção à cadeia produtiva

Um dos principais diferenciais do projeto é a abrangência dos débitos passíveis de renegociação. Além das operações tradicionais de crédito rural, a proposta contempla também as Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas junto a instituições financeiras, cooperativas e fornecedores de insumos.

Na avaliação de especialistas do setor, a inclusão das CPRs amplia o alcance da medida e fortalece toda a cadeia produtiva do agronegócio, reduzindo riscos de inadimplência em diferentes segmentos ligados à produção agrícola.

Outro ponto relevante é a previsão de suspensão de medidas de cobrança durante o período de negociação, incluindo execuções judiciais e restrições cadastrais relacionadas às dívidas abrangidas pelo programa.

Debate envolve impacto fiscal e preservação da produção

Apesar do apoio de entidades ligadas ao setor produtivo, a proposta enfrenta questionamentos na área econômica do governo federal. Entre os principais pontos de debate está a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para subsidiar parte das taxas de juros previstas no programa.

Leia Também:  Setor de rações registra crescimento em 2023 e perspectiva positiva para 2024

Defensores do projeto argumentam que o custo fiscal da medida pode ser compensado pela manutenção da atividade econômica no campo, pela preservação de empregos e pela continuidade da produção agropecuária.

O tema também está relacionado à segurança alimentar e ao abastecimento interno, uma vez que o agronegócio responde por parcela significativa da produção de alimentos e das exportações brasileiras.

Setor aguarda definição do Senado

A expectativa do mercado é que a votação no Plenário do Senado avance nas próximas horas. Caso aprovado, o projeto poderá representar um dos principais instrumentos de recuperação financeira para produtores rurais afetados pelas adversidades climáticas registradas nas últimas safras.

Lideranças do agronegócio acompanham a tramitação com atenção, destacando que a disponibilidade de crédito e a reorganização das dívidas serão fatores decisivos para o planejamento da próxima temporada agrícola e para a manutenção dos investimentos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA