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Café Arábica mantém tendência de alta em Nova York enquanto Londres observa estabilidade no robusta

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Café Arábica em Ascensão

Nesta sexta-feira (5), o mercado futuro do café arábica iniciou as negociações na Bolsa de Nova York (ICE Future US) com ampliação dos ganhos em seus principais contratos. Essa tendência é impulsionada pelas preocupações contínuas em relação à oferta restrita do produto, tanto na Ásia quanto devido ao monitoramento das condições climáticas no Brasil. A semana foi marcada por marcos históricos nos preços, inclusive com a diferença entre o café conilon e arábica atingindo o menor nível dos últimos anos no mercado físico.

Por volta das 09h09 (horário de Brasília), o contrato para maio/24 registrava alta de 200 pontos, sendo negociado a 208,70 cents/lbp. Enquanto isso, o contrato para julho/24 apresentava uma valorização de 170 pontos, cotado a 207,50 cents/lbp. Os contratos para setembro/24 e dezembro/24 também registravam alta, com 165 e 155 pontos, respectivamente.

Estabilidade em Londres

Na Bolsa de Londres, o café robusta iniciou o dia com estabilidade, enquanto os investidores monitoram o desenvolvimento das lavouras no Vietnã, que estão atualmente em fase de florada. O contrato para julho/24 apresentou uma queda de US$ 5 por tonelada, negociado a US$ 3693, enquanto os contratos para setembro/24 e novembro/24 variaram entre quedas e altas de US$ 1 por tonelada. O contrato para janeiro/24 registrou uma alta de US$ 8 por tonelada.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Regra que cruza desmatamento e crédito gera nova disputa no STF e acende alerta no agro

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A mudança nas regras do crédito rural, que passou a incorporar dados de monitoramento por satélite na análise de financiamento, levou o setor produtivo ao Supremo Tribunal Federal (STF) e abriu um novo flanco de disputa entre política ambiental e política agrícola.

A mudança foi publicada pelo portal Pensar Agro no último dia 9, leia aqui.

Nesta quarta-feira (15.04) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil encontrou com ação questionando resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) que determinaram o uso de informações do sistema oficial de monitoramento do desmatamento (Prodes) como filtro nas operações de crédito para imóveis rurais acima de quatro módulos fiscais.

O ponto de conflito está na forma como a regra foi desenhada. Pelas normas, instituições financeiras devem considerar a existência de supressão vegetal apontada por satélite na análise de risco das operações. Na prática, isso introduz uma nova camada de verificação antes da liberação dos recursos.

Para o setor produtivo, o problema não está no monitoramento em si, mas na forma automática como a informação passa a impactar o crédito. O argumento é que o sistema não diferencia, de forma imediata, desmatamento ilegal de intervenções autorizadas, o que pode gerar bloqueios mesmo em propriedades regulares.

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Outro aspecto que pesa é o tempo de resposta. A ausência de prazos definidos para validação das informações e análise das justificativas apresentadas pelo produtor cria, segundo a entidade, um intervalo de incerteza em que o crédito simplesmente não chega. Em um setor dependente de calendário, esse atraso pode significar perda de janela de plantio ou redução de escala.

A discussão ganha relevância em um momento de maior restrição financeira no campo. Com juros elevados e avanço do endividamento, o crédito rural já opera com maior seletividade. A introdução de um novo filtro, ainda sujeito a inconsistências técnicas, tende a ampliar esse efeito.

Na leitura de agentes do mercado, a medida altera a lógica tradicional da política de crédito, que historicamente combina análise financeira com critérios produtivos. Ao incorporar um indicador ambiental como elemento de bloqueio prévio, a regra desloca parte do risco regulatório para dentro da operação.

A CNA sustenta que o modelo atual cria uma presunção de irregularidade antes da análise individual de cada caso, o que, na prática, transfere ao produtor o ônus de comprovar sua regularidade após a negativa de crédito. Para a entidade, isso contraria princípios básicos do direito administrativo e compromete a previsibilidade necessária ao financiamento da produção.

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O governo, por sua vez, vê a medida como instrumento de alinhamento entre crédito público e compromissos ambientais, em linha com exigências de mercado e acordos internacionais. A avaliação é de que o sistema contribui para coibir irregularidades e dar maior transparência às operações.

O desfecho da disputa deve definir o alcance dessa nova lógica. Caso o STF suspenda as resoluções, o crédito tende a voltar ao modelo anterior. Se mantidas, as regras devem consolidar um novo padrão, em que variáveis ambientais passam a ter peso direto na liberação de financiamento.

Para o produtor, o efeito é imediato: mais do que custo, o crédito passa a depender também da leitura de dados remotos e da capacidade de comprovar regularidade em tempo hábil. Em um setor guiado por janela de plantio e fluxo de caixa, essa variável pode fazer diferença entre produzir ou reduzir área na próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

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