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Chuvas intensas no Rio Grande do Sul preocupam produtores de arroz

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As chuvas intensas no Rio Grande do Sul têm gerado grande preocupação entre os produtores de arroz do estado. De acordo com pesquisadores do Cepea, a colheita, que já estava atrasada em relação a anos anteriores, pode ser ainda mais comprometida devido às condições climáticas.

Colaboradores consultados pelo Cepea relatam que a tempestade que ocorreu na noite da última segunda-feira deixou lavouras submersas, impedindo o avanço das atividades de colheita. Além disso, as chuvas provocaram interdições em estradas, complicando ainda mais o transporte do arroz já colhido. Esse quadro contribui para incertezas sobre a produtividade da safra 2023/24, aumentando a pressão sobre os produtores.

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou dados em 22 de abril que mostravam uma produtividade média de 8.612 quilos por hectare no estado. No entanto, com as fortes chuvas recentes, os agricultores agora se perguntam como isso pode impactar a produção total deste ano.

O cenário no Rio Grande do Sul reflete as dificuldades enfrentadas pelo setor do arroz, já que as condições climáticas adversas não só afetam a colheita, mas também a logística de transporte, criando desafios adicionais para os produtores. A expectativa agora é de que as chuvas diminuam para que os agricultores possam retomar suas atividades e evitar maiores prejuízos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia nutricional no hortifruti reduz perdas pós-colheita e melhora qualidade dos alimentos, aponta especialista

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O setor de hortifruti enfrenta um desafio crescente para equilibrar produtividade e qualidade, ao mesmo tempo em que busca reduzir perdas ao longo de toda a cadeia, do campo até o consumidor final. Por serem altamente sensíveis a fatores como clima, manejo nutricional, logística e armazenamento, frutas e hortaliças podem ter seu valor comercial comprometido por desequilíbrios ao longo do ciclo produtivo.

Especialistas apontam que parte significativa dessas perdas tem origem ainda na fase de cultivo, o que reforça a importância de um manejo nutricional mais preciso e tecnificado desde o início da produção.

Perdas começam no campo e impactam toda a cadeia produtiva

De acordo com a engenheira agrônoma Fernanda Dantas, especialista em Desenvolvimento Técnico de Mercado da Nitro, muitas perdas atribuídas ao pós-colheita têm origem no campo.

Segundo a especialista, falhas no manejo nutricional comprometem a resistência, a uniformidade e a vida útil dos produtos, afetando diretamente a qualidade final.

“Embora as perdas sejam mais visíveis no transporte, armazenamento e varejo, grande parte delas começa no campo, com desequilíbrios nutricionais que reduzem a qualidade dos frutos e hortaliças”, explica.

Esse cenário impacta diretamente a rentabilidade do produtor, aumenta custos operacionais, reduz a eficiência da cadeia produtiva e contribui para o desperdício de alimentos, além de pressionar os preços ao consumidor.

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Nutrição vegetal avança com tecnologias mais precisas

Nos últimos anos, o setor de nutrição vegetal passou por uma evolução significativa, com o desenvolvimento de soluções mais específicas e eficientes para o manejo de hortifruti.

Entre as principais inovações estão fertilizantes especiais, bioestimulantes, aminoácidos e tecnologias de nutrição foliar de alta eficiência, que contribuem para maior tolerância ao estresse e melhor aproveitamento dos nutrientes pelas plantas.

Segundo Fernanda Dantas, erros comuns no manejo ainda comprometem o desempenho das lavouras.

“Aplicações desbalanceadas de nutrientes, excesso de nitrogênio, deficiência de cálcio e micronutrientes, além do uso de programas genéricos sem considerar solo, clima e estágio da cultura, estão entre os principais problemas observados no campo”, destaca.

Manejo adequado melhora qualidade e reduz perdas pós-colheita

Um manejo nutricional equilibrado tem impacto direto nos principais atributos valorizados pelo mercado, como coloração, firmeza, uniformidade e desenvolvimento adequado dos frutos.

Nutrientes como cálcio, potássio e micronutrientes desempenham papel fundamental na formação estrutural das plantas e na conservação pós-colheita, aumentando a resistência dos produtos durante transporte e armazenamento.

Como resultado, alimentos com melhor padrão de qualidade apresentam maior aceitação no mercado, melhor valorização comercial, redução de perdas e maior competitividade para o produtor.

Além disso, práticas nutricionais mais eficientes contribuem para a sustentabilidade da produção, com melhor aproveitamento de insumos e redução de perdas por lixiviação, permitindo produzir mais com menor uso de recursos naturais.

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Monitoramento e agricultura de precisão são fundamentais

Para alcançar melhores resultados, especialistas recomendam que o produtor adote um acompanhamento constante da lavoura, com base em análises de solo e foliares, além de observação técnica no campo.

Sinais como desuniformidade, queda de vigor, frutos deformados, baixa produtividade e perda de firmeza podem indicar desequilíbrios nutricionais e necessidade de ajuste imediato no manejo.

“A base técnica é semelhante entre os produtores, mas a estratégia deve ser ajustada conforme estrutura, tecnologia disponível e nível de investimento. Hoje existem soluções acessíveis para diferentes perfis de produção, permitindo ganhos de produtividade e qualidade em todas as escalas”, afirma Fernanda Dantas.

Tecnologia nutricional fortalece competitividade do hortifruti brasileiro

Com o avanço das tecnologias nutricionais e a adoção de práticas mais precisas de manejo, o setor de hortifruti tende a reduzir perdas ao longo da cadeia e elevar o padrão de qualidade exigido pelo mercado.

A tendência é de maior profissionalização da produção, com integração entre tecnologia, monitoramento e sustentabilidade, fortalecendo a competitividade do produtor e contribuindo para um sistema alimentar mais eficiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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