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Semob realizará leilão de carros em Cuiabá no dia 26

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), realizará, no dia 26 de agosto, um leilão para a venda de veículos apreendidos, removidos ou recolhidos há mais de 60 dias e não retirados por seus proprietários.

A licitação será na modalidade leilão, do tipo maior lance por lote, exclusivamente online, por meio do site https://eblonline.com.br, a partir das 9h. A Empresa Brasileira de Leilões é responsável pela plataforma digital, cabendo a ela apenas as obrigações relativas à realização do leilão online e presencial.

O cadastro prévio do usuário é requisito fundamental para participar de forma eletrônica. Ele deve ser feito com, no mínimo, 48 horas de antecedência ao início do pregão, para análise dos dados e confirmação da participação. O arrematante que realizar a compra online receberá, no e-mail cadastrado, o boleto referente ao valor da arrematação e às taxas aplicáveis.

Os interessados poderão realizar vistoria prévia nos dias 21, 22 e 25 de agosto de 2025, das 9h às 12h e das 14h às 16h, no pátio da Translog/Semob-MT, situado na Avenida Beira Rio, s/n, Lote A01, bairro Jardim Bela Marina, em Cuiabá.

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Os lotes disponíveis são aqueles que não foram vendidos em leilões anteriores, realizados nos anos de 2023 e 2024, sendo incluídos como remanescentes neste leilão, de acordo com as condições previstas nos §§ 2º e 3º do art. 328 do Código de Trânsito Brasileiro.

É permitida apenas a avaliação visual dos lotes nos locais de exposição, sendo proibidos procedimentos como manuseio, experimentação e retirada de peças. As fotos divulgadas no site www.eblonline.com.br são meramente ilustrativas e não servem como referência para o estado real dos bens.

O edital de leilão, bem como a lista de lotes, pode ser alterado até a data do pregão. Os interessados devem acompanhar possíveis atualizações nos sites mencionados.

Para visualizar o edital na íntegra, clique no anexo: https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2025/08/08/outros/2025-08-08-18-13-edital-de-leilao-cuiaba0125-2-689676a6bce01.pdf

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Impasse entre parlamentares e governo trava socorro financeiro ao agronegócio

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou as negociações com o Ministério da Fazenda em busca de um socorro financeiro para o setor, mas esbarrou em um impasse técnico que ameaça o planejamento da próxima safra.

Ao apresentar uma contraproposta com taxas de juros mais acessíveis e prazos estendidos, a bancada ruralista tenta reverter as restrições impostas pelo governo, que, até o momento, limita o auxílio apenas aos prejuízos causados por eventos climáticos, excluindo o impacto das oscilações de mercado que também comprimiram a receita dos produtores.

O agronegócio, motor de cerca de um quarto do PIB nacional, enfrenta um cenário de crescente pressão sobre o fluxo de caixa. Entre 2019 e 2025, uma sucessão de frustrações climáticas, somada à desvalorização dos preços das commodities, gerou um passivo significativo que agora trava a capacidade de investimento para o próximo ciclo produtivo. A urgência da FPA em encontrar uma solução baseia-se no temor de que a falta de crédito provoque uma retração na área plantada e no uso de tecnologia, impactando a produtividade de um setor que é pilar da balança comercial brasileira.

Disputa de números

A divergência entre as propostas em mesa reflete a busca pelo equilíbrio entre a viabilidade do produtor e a responsabilidade fiscal do governo. A FPA defende um modelo de renegociação mais abrangente: para perdas por eventos climáticos, a sugestão é de juros de 4%, 6% e 8% ao ano. Já para perdas causadas por movimentos de mercado, a bancada propõe taxas de 5%, 7% e 9% — valores escalonados conforme o porte do produtor. A entidade pede ainda um prazo de oito anos para pagamento, com dois de carência, e a ampliação do teto de financiamento para R$ 10 milhões por CPF.

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O Ministério da Fazenda, contudo, mantém uma postura de maior rigor. A contraproposta do Executivo foca exclusivamente em perdas climáticas, com juros mais elevados — 6%, 9% e 12% ao ano — e um prazo menor de quitação: seis anos de pagamento com dois de carência. Além disso, a pasta sugere um limite de R$ 8 milhões por CPF para a renegociação.

Pontos de consenso e entraves

Embora o impasse nas taxas e na abrangência das dívidas persista, houve avanços em pontos estruturais. O governo concordou em manter o teto de R$ 50 milhões para financiamento a cooperativas, permitindo que estas atuem no repasse de crédito aos cooperados. Também houve progresso na discussão sobre um fundo garantidor e na flexibilização da regulamentação do crédito rural, permitindo que os bancos aproveitem melhor as garantias já existentes, atrelando-as à proporcionalidade da dívida.

Outro mecanismo em debate é a operação “mata-mata” para as Cédulas de Produto Rural (CPRs). A ideia é permitir que produtores emitam novos títulos para quitar dívidas anteriores, uma forma de organizar o passivo e destravar o fluxo financeiro. No entanto, o tratamento das dívidas privadas permanece como um dos pontos mais críticos; a FPA quer evitar que débitos remanescentes sejam renegociados a taxas próximas de 20%, defendendo uma trava atrelada à Selic para não inviabilizar a renegociação.

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A expectativa é que um texto de consenso surja nos próximos dias, seja para a publicação de uma Medida Provisória, com vigência imediata, ou o envio de um projeto de lei em regime de urgência. A resolução rápida é tratada pela bancada ruralista como condição indispensável para garantir que o setor mantenha o ritmo de produção que sustenta a economia nacional.

Fonte: Pensar Agro

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