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Setor de etanol elogia atuação do governo frente às tarifas dos EUA e reforça papel estratégico dos biocombustíveis

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Entidades do setor sucroenergético se posicionam sobre tarifas dos EUA

Diante da decisão formal dos Estados Unidos de impor tarifas sobre produtos brasileiros, entidades representativas do setor de biocombustíveis se manifestaram em apoio à atuação do governo federal. Em nota conjunta, a Bioenergia Brasil e a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) reafirmaram a confiança na capacidade do Brasil de defender seus interesses estratégicos, especialmente no campo dos biocombustíveis.

Brasil como referência em mobilidade sustentável

As entidades ressaltaram que o Brasil é reconhecido internacionalmente como referência em mobilidade de baixo carbono. Programas estruturantes como o RenovaBio, o Combustível do Futuro e o Mover demonstram a coerência entre a política energética nacional e os compromissos ambientais assumidos pelo país em fóruns multilaterais, como o Acordo de Paris.

Além disso, o fato de o Brasil ter sido escolhido como sede da COP30, em 2025, reforça o protagonismo do país na agenda climática global.

Etanol: solução eficaz para a descarbonização

O etanol brasileiro, de baixa intensidade de carbono e produzido de acordo com critérios rigorosos de sustentabilidade auditável, é apontado como uma das soluções mais eficazes e acessíveis para a descarbonização dos transportes.

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Segundo a nota, além de sua contribuição ambiental, o setor sucroenergético desempenha um papel crucial no desenvolvimento econômico e social do país, gerando empregos, renda e promovendo o crescimento regional em mais de mil municípios brasileiros. Isso faz com que o setor seja peça-chave tanto na transição energética quanto na consolidação de uma economia verde.

Confiança na estratégia do governo brasileiro

A Bioenergia Brasil e a UNICA também afirmaram acreditar que o governo brasileiro seguirá tratando a questão com equilíbrio e estratégia, mantendo o foco em preservar os avanços e a relevância do setor no cenário internacional.

Para as entidades, o comércio entre Brasil e Estados Unidos tem uma história consolidada de cooperação mútua, e o etanol representa um exemplo claro de como agendas conjuntas entre os dois países podem gerar benefícios para ambas as economias, suas populações e o clima global.

A manifestação das entidades reforça o papel estratégico do etanol brasileiro na luta contra as mudanças climáticas, além de ressaltar a importância do diálogo diplomático para enfrentar desafios comerciais e manter o protagonismo do Brasil no cenário energético e ambiental mundial.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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