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Brasil se destaca como nova fronteira para a cacauicultura irrigada e de precisão

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O Brasil está pronto para retomar seu protagonismo no mercado global de cacau, impulsionado principalmente pela irrigação de precisão. A avaliação é de Emerson Silva, gerente de Iniciativas Comerciais da Netafim, que participou do evento Cacauicultura 4.0, realizado em Barreiras (BA). Segundo ele, o país enfrenta um déficit mundial superior a 1 milhão de toneladas de cacau e possui potencial para atender essa demanda, especialmente nas regiões Norte de Minas, Oeste da Bahia e MATOPIBA.

Irrigação como diferencial para novas áreas produtivas

A irrigação localizada surge como um fator decisivo para viabilizar a cacauicultura em áreas de clima desafiador, como o MATOPIBA, que reúne cerca de 2,25 milhões de hectares cultivados por aproximadamente 1.300 produtores. Emerson destaca que a irrigação reduz riscos climáticos e otimiza o uso da água, permitindo ampliar a área cultivada sem aumento no consumo hídrico.

Experiência e presença da Netafim no Brasil

Com 60 anos de atuação global e três décadas no Brasil, a Netafim é pioneira em irrigação por gotejamento. A empresa vem desenvolvendo soluções específicas para a cacauicultura, adaptadas tanto para regiões tradicionais quanto para novas fronteiras produtivas do país.

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Desafios para o crescimento do setor

Além da irrigação, o setor enfrenta gargalos como a escassez de mão de obra. O cultivo tradicional exige um trabalhador para cada cinco ou seis hectares, algo inviável em grandes propriedades de mil hectares ou mais. Por isso, a mecanização, especialmente na poda e na colheita, é apontada como essencial para aumentar a eficiência, com o objetivo de atingir a proporção de um trabalhador para cada 10 a 12 hectares.

Workshop estratégico para expansão da tecnologia

Paralelamente ao evento, a Netafim promoveu seu primeiro workshop técnico com nove dos principais distribuidores atuantes nas regiões produtoras de cacau. O encontro marcou o início da estratégia da empresa para o setor, focando em demandas técnicas, posicionamento de mercado e planos personalizados para diferentes perfis de produtores. Os distribuidores são considerados essenciais para conectar o produtor à tecnologia e garantir o suporte necessário à implementação dos sistemas de irrigação.

Oportunidades econômicas e ambientais

O crescimento da cacauicultura irrigada traz também benefícios socioeconômicos e ambientais. O cultivo pode ser integrado a sistemas agroflorestais, promovendo a recuperação de áreas degradadas e fomentando a sustentabilidade do setor.

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Perspectivas futuras

Emerson Silva reforça a importância de investir em ciência, inovação e soluções customizadas para cada região, considerando seus diferentes perfis climáticos, de solo e produtivos. “O mercado está comprador, e o Brasil tem potencial para se consolidar como um dos grandes players globais na produção de cacau irrigado”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais avançam com tecnologia, IA e expectativa geopolítica; Ibovespa abre pressionado por petróleo e bancos

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Os mercados financeiros globais iniciaram a semana em movimento misto, mas com predominância de alta nas principais bolsas internacionais. O cenário externo segue sendo influenciado pelo avanço do setor de tecnologia, pelo otimismo em torno da inteligência artificial e pelas expectativas de redução das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã.

No Brasil, o Ibovespa abriu em queda nesta segunda-feira (25), impactado principalmente pela baixa das ações ligadas ao petróleo e pelo desempenho negativo de grandes bancos, em uma sessão marcada por liquidez reduzida devido aos feriados nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Wall Street mantém viés positivo com tecnologia e inteligência artificial

Em Nova York, os índices acionários encerraram o último pregão em território positivo, sustentados pelos papéis de tecnologia e pelos resultados corporativos ligados ao setor de inteligência artificial.

O índice S&P 500 avançou 0,37%, enquanto o Dow Jones registrou alta de 0,58%. Já o Nasdaq, concentrado em empresas de tecnologia, subiu 0,19%.

O desempenho foi impulsionado especialmente pelo entusiasmo do mercado com os resultados da NVIDIA e pela continuidade dos investimentos globais em inteligência artificial, fator que segue movimentando empresas de chips, semicondutores e infraestrutura tecnológica.

Bolsas europeias sobem com expectativa de acordo entre EUA e Irã

Na Europa, os mercados também fecharam em alta, refletindo maior apetite ao risco diante da possibilidade de um entendimento diplomático entre Estados Unidos e Irã, movimento que pode reduzir tensões no mercado internacional de energia.

Em Londres, o índice FTSE 100 avançou 0,22%, encerrando aos 10.466 pontos. O DAX, de Frankfurt, liderou os ganhos europeus com alta de 1,15%, aos 24.888 pontos.

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Na França, o CAC 40 subiu 0,37%, aos 8.115 pontos, enquanto o FTSE MIB, da Itália, avançou 0,70%, fechando aos 49.510 pontos.

O setor de tecnologia foi novamente destaque positivo no continente europeu, acompanhando o movimento global de valorização das empresas ligadas à inteligência artificial.

Ásia reage com força puxada por chips e carvão

Os mercados asiáticos encerraram o pregão majoritariamente em alta, recuperando parte das perdas recentes. Na China, os investidores voltaram às compras em ações ligadas aos setores de carvão, semicondutores e corretoras financeiras.

O índice de Xangai subiu 0,96%, aos 4.152 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,58%, aos 4.921 pontos.

O setor de carvão ganhou força após um grave acidente em minas chinesas elevar a expectativa de fiscalização mais rígida e possível restrição de oferta no país, o que impulsionou os preços da commodity.

Já o segmento de semicondutores disparou após declarações da Huawei Technologies sobre o desenvolvimento de chips avançados até 2031 com tecnologia equivalente a 1,4 nanômetro. O subíndice de semicondutores chineses avançou 7,1%, enquanto o índice STAR50, focado em tecnologia, saltou 5,9%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng permaneceu fechado devido a feriado, mas no último pregão havia avançado 0,86%, impulsionado pelo forte desempenho das empresas de tecnologia. A Lenovo chegou a disparar 20%, atingindo o maior valor de mercado em 26 anos.

Outros mercados asiáticos também registraram desempenho positivo:

  • Em Tóquio, o Nikkei subiu 2,87%;
  • Em Taiwan, o Taiex avançou 3,26%;
  • Em Sydney, o S&P/ASX 200 teve alta de 0,40%;
  • Em Singapura, o Straits Times avançou 0,05%.
Ibovespa abre em queda pressionado por petróleo e bancos

No Brasil, o Ibovespa iniciou o pregão desta segunda-feira em baixa, refletindo principalmente o recuo das commodities energéticas no exterior e o desempenho negativo de ações de peso na composição do índice.

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As ações da Petrobras abriram pressionadas pela queda do petróleo internacional, diante da perspectiva de aumento da oferta global caso haja avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Além disso, papéis do setor financeiro também contribuíram para o movimento negativo, com destaque para a queda das ações do Bradesco.

Por outro lado, os ativos da B3 apresentaram forte valorização na abertura do pregão, em movimento de recuperação e ajuste técnico.

Dólar opera próximo de R$ 5,03

O dólar comercial iniciou o dia em leve alta frente ao real, sendo negociado na faixa de R$ 5,028 nos primeiros negócios.

O comportamento da moeda norte-americana acompanha a cautela global dos investidores, que seguem monitorando dados econômicos internacionais, decisões de política monetária e o cenário geopolítico envolvendo Oriente Médio, China e Estados Unidos.

Mercado segue atento ao petróleo, juros e cenário geopolítico

Os investidores continuam acompanhando com atenção três fatores principais que devem direcionar os mercados nos próximos dias:

  • evolução das negociações entre Estados Unidos e Irã;
  • perspectivas para os juros norte-americanos;
  • continuidade do rali global das empresas ligadas à inteligência artificial.

Além disso, o mercado monitora o comportamento do petróleo internacional, que segue influenciando diretamente moedas emergentes, ações de energia e o desempenho das bolsas globais, incluindo o mercado brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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