AGRONEGÓCIO

Brangus promove Congresso Mundial da raça durante a 48ª Expointer

Publicado em

Congresso Mundial da Raça será apresentado na Expointer 2024

Durante a 48ª edição da Expointer, em Esteio (RS), a Associação Brasileira de Brangus (ABB) lançará oficialmente o Congresso Mundial Brangus, previsto para acontecer de 17 a 21 de março de 2026, no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina (PR). O evento busca destacar a qualidade genética, a evolução da raça e práticas sustentáveis na pecuária.

Segundo o diretor de marketing da ABB, João Paulo Schneider da Silva, conhecido como Kaju, o congresso será o maior evento da raça já realizado. “Branguistas de todo o país querem fazer história. O congresso vai mostrar o vigor da pecuária brasileira, com o Brangus como protagonista”, afirmou.

Sustentabilidade e tecnologia estarão no centro dos debates

O evento terá como temas centrais a sustentabilidade na produção, a aplicação de tecnologias modernas, o avanço genético da raça Brangus e a adaptabilidade do rebanho em diversos biomas. Kaju lembra que o Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo e possui uma vasta diversidade climática, o que favorece a difusão da raça em diferentes regiões.

Leia Também:  Trigo: El Niño aumenta risco climático e produção brasileira pode cair 20% na safra 2026/27
Espaço exclusivo na Expointer para divulgar o congresso

Para ampliar a divulgação do Congresso Mundial, a ABB prepara um espaço exclusivo junto à Casa Brangus, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O lounge estará aberto entre os dias 30 de agosto e 7 de setembro e será destinado a receber associados, empresários e visitantes interessados em conhecer mais sobre a raça e firmar parcerias.

Reflexão sobre o futuro da raça Brangus no Brasil

O executivo da ABB, Roberto Grecellé, destacou que a participação na Expointer será uma oportunidade para refletir sobre os 45 anos da raça Brangus no Brasil e planejar seu futuro. “Queremos que a Expointer seja o palco de lançamento do congresso e que os visitantes, do Brasil e do exterior, conheçam projetos pecuários de excelência envolvendo o Brangus”, ressaltou.

Programação diversificada e foco em intercâmbio internacional

A programação do Congresso Mundial Brangus incluirá palestras, exposições, julgamentos de gado rústico e de argola, leilões e eventos gastronômicos, tendo a carne Brangus como protagonista. A proposta é valorizar o agronegócio nacional e fortalecer a troca de experiências entre criadores de diferentes países, fomentando parcerias tanto no Brasil quanto no exterior.

Leia Também:  Biossoluções e outras inovações em formulação são destaques da ADAMA em um dos principais eventos do setor sucroenergético
Tour técnico mostrará adaptabilidade da raça em diferentes biomas

A ABB também organizará um tour técnico antes e depois do congresso, com visitas a propriedades que criam Brangus em diferentes regiões do país. O objetivo é demonstrar a adaptabilidade da raça a distintos biomas, do Sul ao Norte do Brasil, evidenciando sua versatilidade e potencial produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Plano Safra 2026/27 confirma avanço do crédito privado e reduz dependência do financiamento oficial no agro

Published

on

O anúncio do Plano Safra 2026/27 trouxe um novo recorde nominal para o crédito rural empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados a médios e grandes produtores. Apesar do volume expressivo, o crescimento de apenas 1,7% em relação à safra anterior ficou abaixo da inflação acumulada e do avanço esperado para o setor, gerando questionamentos sobre a capacidade do programa de sustentar sozinho a expansão do agronegócio brasileiro.

Mais do que o valor anunciado, o que chama a atenção é a mudança estrutural que vem ocorrendo no sistema de financiamento rural. O crédito privado, impulsionado por instrumentos como CPR, Fiagro, CRA e LCA, assume papel cada vez mais relevante, reduzindo a dependência histórica dos recursos subsidiados pelo governo.

Plano Safra cresce menos e reflete cenário de maior cautela

O novo ciclo do Plano Safra foi lançado em um contexto marcado por margens mais apertadas no campo, aumento da inadimplência em algumas cadeias produtivas e maior seletividade das instituições financeiras.

Dos R$ 525,1 bilhões anunciados, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização da produção, uma redução de 7,2% em relação à safra anterior. Já os recursos para investimentos somam R$ 140,2 bilhões, alta de 38,1%, sinalizando prioridade para projetos de modernização, tecnologia e infraestrutura.

Além disso, houve redução nas principais taxas de juros das linhas de financiamento, acompanhando o início do ciclo de queda da taxa Selic. O crédito de custeio empresarial passou de 14% para 12,5% ao ano, enquanto o Pronamp caiu de 10% para 9%.

Crédito privado ganha protagonismo no financiamento rural

Embora o Plano Safra continue sendo um importante instrumento de política agrícola, sua participação relativa no financiamento do setor vem diminuindo.

Leia Também:  GDM Inicia Integração dos Ativos de Milho da KWS na América do Sul

Nas últimas cinco safras, o crescimento do crédito rural ocorreu principalmente por meio de recursos livres, captados a mercado. Enquanto o crédito subsidiado permaneceu praticamente estável, as operações com recursos privados avançaram de forma consistente.

Esse movimento mostra que o agronegócio brasileiro está cada vez menos dependente dos subsídios governamentais e mais conectado ao sistema financeiro e ao mercado de capitais.

A participação dos recursos equalizados — aqueles em que o Tesouro Nacional subsidia parte dos juros — caiu significativamente nos últimos anos, representando atualmente cerca de 22% do total disponibilizado pelo Plano Safra.

Cooperativas ampliam presença no campo

Outro destaque da transformação do crédito rural é o avanço das cooperativas financeiras.

Nos últimos dez anos, a participação dessas instituições nas operações de crédito rural praticamente dobrou. Em diversas regiões do país, especialmente no interior, as cooperativas se tornaram a principal fonte de financiamento para produtores rurais.

Além da proximidade com o associado, essas instituições ampliaram sua capacidade de captação no mercado, fortalecendo sua atuação em um cenário de maior demanda por crédito e menor participação dos bancos tradicionais.

CPR alcança R$ 565 bilhões e lidera expansão do mercado privado

A principal evidência da mudança estrutural está no crescimento da Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento que se consolidou como a espinha dorsal do crédito privado no agronegócio.

O estoque de CPR saltou de aproximadamente R$ 170 bilhões para R$ 565 bilhões em apenas seis safras, crescimento superior a 230%. O avanço supera com folga a expansão registrada pelo próprio Plano Safra no mesmo período.

Leia Também:  Ações chinesas sobem com foco em setores apoiados pelo governo; setor imobiliário lidera ganhos

Paralelamente, outros instrumentos também ganharam espaço. O estoque de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) alcançou cerca de R$ 176 bilhões, enquanto os Fiagros já administram aproximadamente R$ 62 bilhões em ativos distribuídos em centenas de fundos.

Somados a operações de barter e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os mecanismos privados movimentam atualmente cerca de R$ 1,4 trilhão, consolidando uma nova realidade para o financiamento da produção agropecuária.

Desafio para produtores passa a ser gestão financeira

Especialistas apontam que o principal desafio para os próximos anos não será apenas acessar crédito, mas administrar diferentes fontes de financiamento de forma estratégica.

Ferramentas como CPR, barter, Fiagro e operações estruturadas passam a integrar cada vez mais o planejamento financeiro das propriedades rurais. Nesse cenário, gestão de risco, proteção de margem e eficiência operacional tornam-se fatores tão importantes quanto produtividade e tecnologia.

Nova fase do crédito rural já começou

O Plano Safra 2026/27 reforça uma tendência que vem se consolidando no agronegócio brasileiro: o financiamento da produção deixou de depender exclusivamente dos recursos oficiais.

Embora continue relevante, o programa governamental passa a atuar como parte de um sistema mais amplo, formado por cooperativas, mercado financeiro, investidores e instrumentos privados.

A mensagem para o setor é clara: o futuro do crédito rural será construído pela combinação entre recursos públicos e privados. Mais do que acompanhar o tamanho dos anúncios oficiais, produtores, empresas e investidores precisarão observar a qualidade do funding, a gestão dos riscos e a capacidade de execução dos projetos para garantir competitividade nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA