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Gasoduto impulsiona indústria e posiciona Cuiabá como novo polo de desenvolvimento

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O gasoduto no Distrito Industrial, entregue nesta sexta-feira (25) pelo governador Mauro Mendes, representa avanços estratégicos para o desenvolvimento industrial e econômico de Cuiabá. A avaliação é do secretário municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Fernando Medeiros, que representou o prefeito Abilio Brunini no evento.

A obra, que recebeu um investimento de R$ 40 milhões do Governo de Mato Grosso, por meio de uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a MT Gás e a MT Par, permitirá a distribuição diária de até 186 mil metros cúbicos de gás natural, com capacidade para atender cerca de 260 indústrias.

Segundo o secretário Fernando Medeiros, o gasoduto é uma conquista aguardada há mais de duas décadas e que agora se concretiza como uma oportunidade de transformação econômica. Ele explicou que foram instalados mais de 39 quilômetros de rede, com alcance que vai do Distrito Industrial até o entorno do Atacadão, trazendo benefícios diretos para a indústria local.

“Esse gasoduto vai diminuir os custos operacionais da indústria instalada em Cuiabá, com uma matriz energética limpa e mais barata, o que representa uma redução de até 30% a 40% nos gastos com energia. Isso se traduz em um produto final mais barato e uma indústria mais competitiva. Ela pode atender cerca de 360 industrias em Cuiabá, preparando a capital para receber novos investimentos”, pontuou Medeiros.

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#PraCegoVer

A foto mostra o secretário municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Fernando Medeiros, o presidente da Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás) é Aécio Rodrigues e vários outros convidados no evento de inauguração.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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