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Dólar sobe enquanto mercado aguarda novos dados de emprego nos EUA

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Nesta quarta-feira (4), o dólar opera em alta, com os investidores atentos à divulgação de novos dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos. As informações podem fornecer mais sinais sobre o desempenho da economia norte-americana e influenciar as decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, em relação à política monetária.

No Brasil, os destaques econômicos incluem os dados da produção industrial e os desdobramentos do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, divulgado na terça-feira (3). Paralelamente, uma pesquisa da consultoria Quaest revelou que a reprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre agentes do mercado financeiro alcançou 90%.

Reação do mercado ao pacote econômico

A avaliação negativa surge após o anúncio de um pacote de corte de gastos do governo, com previsão de economia de R$ 70 bilhões até 2026. Contudo, o pacote foi apresentado em conjunto com uma proposta de isenção do imposto de renda para pessoas que recebem até R$ 5 mil, o que pode aumentar as despesas públicas.

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De acordo com a pesquisa, 58% dos agentes consideram as medidas “nada satisfatórias”, enquanto 42% as avaliam como “pouco satisfatórias”.

Cenário do dólar e do Ibovespa

Às 9h35, o dólar apresentava leve queda de 0,21%, sendo cotado a R$ 6,0684. No dia anterior, a moeda norte-americana havia encerrado a sessão com queda de 0,21%, a R$ 6,0558. Apesar da oscilação, o dólar acumula alta de 0,92% na semana e no mês, e de 24,80% no ano.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciou as operações às 10h. Na véspera, o índice fechou em alta de 0,72%, aos 126.139 pontos, acumulando avanço de 0,38% na semana e no mês, mas com queda de 6,00% no ano.

Resultados do PIB e suas implicações

Os mercados ainda repercutem o crescimento de 0,9% no PIB brasileiro no terceiro trimestre, conforme divulgado pelo IBGE. O desempenho esteve em linha com as expectativas, embora represente uma desaceleração frente ao crescimento de 1,4% registrado no segundo trimestre.

O setor de serviços teve alta de 0,9%, enquanto a indústria avançou 0,6%. Esses resultados compensaram a queda de 0,9% na agropecuária. No consumo, as famílias registraram alta de 1,5%, o governo cresceu 0,8% e os investimentos subiram 2,1%.

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Para Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, o resultado do PIB é positivo e pode levar a revisões para cima nas projeções de crescimento do país, superando 3%. No entanto, o avanço pode intensificar pressões inflacionárias e justificar a manutenção de taxas de juros elevadas pelo Banco Central.

“Com a revisão do crescimento de 2,9% para 3,2% em 2023, o Brasil demonstra um avanço acima de sua média estrutural, o que reforça a necessidade de uma política monetária restritiva no curto prazo”, afirma Cruz.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fenagen 2026 reforça seleção genética voltada à produtividade e ganha reconhecimento de jurados

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A terceira edição da Fenagen (Feira Nacional de Genética), promovida pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), chega consolidada como uma das principais vitrines da genética bovina nacional. O evento será realizado entre os dias 1º e 4 de julho, na Associação Rural de Pelotas (RS), reunindo criadores, técnicos e especialistas em torno de um modelo de avaliação que busca aproximar a seleção genética das demandas reais da pecuária de corte.

Para os jurados responsáveis pelos julgamentos das diferentes raças, o diferencial da Fenagen está justamente na combinação entre análise fenotípica, dados genéticos e indicadores de desempenho produtivo. O formato amplia a capacidade de identificação de animais que, além de apresentarem características visuais desejáveis, possuem potencial comprovado para transmitir ganhos econômicos às futuras gerações.

Julgamento vai além da aparência dos animais

A proposta da Fenagen rompe com os modelos tradicionais de avaliação focados exclusivamente no tipo racial e na conformação dos exemplares. Na exposição, a classificação considera também informações oriundas de programas de melhoramento genético, permitindo uma leitura mais completa do potencial produtivo dos animais.

Segundo José Nei Corrêa Severo, jurado das raças Angus e Ultrablack, o método utilizado pela feira reproduz a realidade enfrentada pelos técnicos e produtores dentro das propriedades rurais.

“O trabalho realizado na pista é semelhante ao que os profissionais fazem diariamente no campo, conciliando informações genéticas e características fenotípicas para orientar decisões de seleção”, destaca.

A expectativa do avaliador é encontrar exemplares que reúnam funcionalidade, qualidade visual e desempenho produtivo, características cada vez mais valorizadas pelos sistemas modernos de produção de carne bovina.

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Evolução dos criadores fortalece qualidade da disputa

Responsável pelo julgamento das raças Hereford e Braford, Igor Saldanha de Freitas observa uma evolução significativa dos expositores em relação à compreensão dos critérios adotados pela Fenagen.

De acordo com ele, os criadores passaram a entender que o sucesso nas pistas não depende apenas da preparação dos animais, mas também de decisões estratégicas tomadas ao longo do processo de seleção genética.

“O formato desenvolvido pela ANC permite uma avaliação mais ampla, reunindo o que é observado visualmente com os dados de desempenho e o potencial produtivo que o animal poderá transmitir à sua progênie”, afirma.

Para Freitas, a integração das informações fornecidas pelo Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo) com a avaliação morfológica torna o julgamento mais alinhado às necessidades do setor pecuário.

Fenagen se destaca como modelo inovador na genética bovina

Na avaliação de Thiago de Oliveira Jacques, jurado da raça Devon, a Fenagen representa uma iniciativa pioneira ao unir programas de melhoramento genético e julgamento de fenótipo em uma mesma competição.

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Segundo ele, essa metodologia oferece aos criadores uma ferramenta mais eficiente para selecionar animais de acordo com diferentes objetivos produtivos e realidades de manejo.

A expectativa é de uma disputa altamente qualificada na pista da raça Devon, reconhecida pelo elevado padrão genético dos exemplares apresentados.

“Tradicionalmente, a raça Devon apresenta animais muito próximos em qualidade. A tendência é termos uma pista bastante equilibrada e desafiadora para o julgamento”, ressalta Jacques.

Jurados confirmados para a Fenagen 2026

A edição deste ano contará com um corpo técnico formado por especialistas reconhecidos nacionalmente:

  • José Nei Corrêa Severo – Angus e Ultrablack;
  • Igor Saldanha de Freitas – Hereford e Braford;
  • Thiago de Oliveira Jacques – Devon;
  • Alcides Pilau – Brangus;
  • Luiza Ramos Ribeiro – Charolês.
Evento fortalece a pecuária de corte brasileira

Ao integrar informações genéticas, desempenho e características fenotípicas, a Fenagen reforça seu papel como ferramenta estratégica para o avanço da pecuária nacional. O modelo adotado pela ANC contribui para direcionar a seleção de animais mais produtivos, eficientes e adaptados às exigências do mercado da carne.

A terceira edição da feira conta com patrocínio de Banrisul, Sicredi e Senar, consolidando o evento como um dos principais encontros voltados ao desenvolvimento genético da bovinocultura de corte no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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