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Dia de campo em Santos Dumont estimula produção de batata-inglesa entre agricultores familiares

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Iniciativa da Emater-MG fortalece agricultura familiar

Com o objetivo de incentivar a produção de batata-inglesa e ampliar a diversidade agrícola, a Emater-MG promove nesta sexta-feira (18/7) um dia de campo em Santos Dumont, Zona da Mata de Minas Gerais. A ação, organizada em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura, reunirá cerca de 30 agricultores familiares da região.

Potencial da batata-inglesa na região

Segundo Marco Aurélio Borba Moreira, coordenador regional da Emater-MG em Juiz de Fora, a batata-inglesa tem viabilidade na região devido ao clima e altitude favoráveis, além da oferta limitada desse alimento no mercado local.

“É um produto com alta demanda em feiras, comércios e no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), destacando-se pela versatilidade na dieta do brasileiro”, afirma.

Local do evento e perfil do produtor

O dia de campo será realizado na Fazenda da Serra, na comunidade das Perobas, escolhida por sua lavoura promissora e manejo cuidadoso. O agricultor familiar responsável, Fabiano Jovem dos Anjos Amorim, é pioneiro na produção de batata na região, cultivando a cultura há quatro anos.

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Fabiano comercializa sua produção na feira livre local, no PNAE e em mercados da região. Possui Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) e recebe assistência técnica contínua da Emater-MG.

Temas abordados e variedades recomendadas

Durante o evento, serão discutidos critérios para o início do plantio, principais pragas e doenças, além das variedades mais indicadas para pequenos produtores.

A batata-inglesa conta com diversas cultivares, com ciclos curtos, médios e longos. Algumas são recomendadas para cozimento, outras para fritura. A lavoura do produtor Fabiano, por exemplo, é da variedade ágata, de ciclo curto e apta para cozimento.

Marco Aurélio destaca que a batata-inglesa “possui bom valor comercial e custo de produção relativamente baixo, tornando-se ideal para a agricultura familiar”.

Atividades práticas no dia de campo

O evento inclui práticas como colheita com aferição de produtividade e demonstração da técnica de quebra de dormência — procedimento que transforma batatas recém-colhidas em batata-semente, pronta para plantios futuros.

A iniciativa reforça o compromisso da Emater-MG em capacitar agricultores familiares, ampliando a produção local e promovendo o desenvolvimento sustentável na agricultura da Zona da Mata mineira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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