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Stonex: Brasil enfrenta desafios no mercado de fertilizantes nitrogenados

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Em 17 de abril, a Petrobras anunciou a retomada da produção de fertilizantes na fábrica Araucária Nitrogenados S/A (ANSA), sinalizando um movimento para reverter a dependência do Brasil em relação às importações de ureia. A unidade tem capacidade para produzir 720 mil toneladas de ureia por ano, além de 475 mil toneladas de amônia e 450 mil toneladas de ARLA 32.

O Brasil é um dos maiores consumidores de fertilizantes nitrogenados no mundo. Em 2022, o país consumiu cerca de 7 milhões de toneladas de ureia, tornando-se o quarto maior consumidor global, atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos. Apesar dessa demanda significativa, o Brasil produz uma quantidade relativamente pequena de ureia, resultando em uma elevada dependência das importações para suprir suas necessidades agrícolas.

Desafios Energéticos e Alta Dependência de Importações

O principal desafio para a produção nacional de fertilizantes nitrogenados é o custo do gás natural, matéria-prima essencial para a produção de amônia, base para a ureia. Enquanto grandes produtores como Rússia, EUA e países do Oriente Médio conseguem manter custos competitivos, no Brasil, os altos preços do gás natural tornam a produção local mais cara.

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Em 2022, o Brasil produziu apenas 740 mil toneladas de ureia, ocupando o 26º lugar no ranking mundial de produção, bem atrás dos principais produtores. A China lidera a produção, com 58 milhões de toneladas por ano, seguida pela Índia, com 27,6 milhões de toneladas. Esses países, apesar de serem grandes consumidores, conseguem manter uma produção significativa, reduzindo a necessidade de importações.

O Brasil, por outro lado, tem uma relação produção/consumo muito baixa. Em 2022, esse indicador era de apenas 11%, significando que 89% da ureia consumida no país foi importada. Essa dependência aumentou ao longo dos anos 2000, quando a produção nacional diminuiu enquanto o consumo crescia. A baixa capacidade produtiva levou o Brasil a importar cada vez mais ureia, com um crescimento médio de 10% ao ano nas importações, enquanto a produção nacional caiu 3% ao ano no mesmo período.

Potencial de Redução da Dependência

A retomada da produção na planta da Petrobras é um passo importante para reduzir a dependência do Brasil em relação às importações de ureia. Com uma capacidade produtiva de 720 mil toneladas por ano, a ANSA poderia aumentar a relação produção/consumo para cerca de 21%, ainda longe de uma autossuficiência, mas representando uma melhoria significativa.

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No entanto, mesmo com essa expansão na produção, o Brasil ainda precisará importar uma parte substancial da ureia que consome. Isso o torna suscetível a flutuações no mercado internacional, onde os preços podem ser voláteis e sujeitos a fatores geopolíticos e de oferta.

A produção nacional de fertilizantes nitrogenados é crucial para a segurança agrícola do Brasil, um dos maiores exportadores de produtos agropecuários do mundo. A retomada da produção na ANSA é um passo importante, mas o país ainda tem um longo caminho para alcançar uma posição mais forte e menos dependente em termos de fertilizantes nitrogenados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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