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Anticipação de Entrega de Arroz: Conab Adota Medida para Garantir Renda ao Produtor e Estimular a Produção

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou que os produtores de arroz terão a possibilidade de antecipar a entrega do grão negociado por meio de Contratos de Opção de Venda (COV). A partir do final de abril, os agricultores poderão vender seus produtos a preços 20% superiores ao mínimo, considerando os custos logísticos e financeiros da colheita até a entrega. A medida visa garantir uma fonte de renda para os produtores e estimular a produção para o consumo interno, além de ajudar a formar estoques públicos. O Governo Federal aprovou um crédito extraordinário para viabilizar a ação, que foi divulgada na sede da Superintendência da Conab, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, responsável por 68,6% da produção nacional de arroz.

Segundo Edegar Pretto, presidente da Conab, a decisão de antecipar os prazos de entrega se baseia nas projeções de crescimento da oferta mundial de arroz. “Quando lançamos os contratos em 2024, as perspectivas indicavam aumento na oferta mundial do produto, como no caso da Índia, que suspendeu as barreiras para exportação e deve registrar crescimento produtivo. Por isso, oferecemos aos produtores a opção de compra com um valor 20% acima do mínimo, para continuar incentivando a produção do arroz”, afirmou Pretto. A Conab disponibilizou inicialmente 500 mil toneladas do produto, mas acabou contratando cerca de 91 mil toneladas.

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Os contratos foram estabelecidos em três leilões públicos realizados em dezembro do ano passado, resultando em 3.396 acordos, com a negociação de aproximadamente 91,7 mil toneladas de arroz. O Rio Grande do Sul liderou a negociação, com 63,75% do total contratado, ou 58.455 toneladas. Os produtores gaúchos que optarem pela venda antecipada, prevista para o início de maio, receberão R$ 82,85 por saca, valor inferior ao preço inicial de R$ 87,62, devido ao desconto aplicado para cobrir os custos de transporte e financeiros.

Mato Grosso, outro estado com destaque nas operações, foi responsável por 31,54% dos lotes arrematados nos leilões, o que corresponde a aproximadamente 28,92 mil toneladas. Os produtores de arroz mato-grossenses que escolherem a venda antecipada, em junho, receberão R$ 99,98 por saca. Caso a venda ocorra até o final do contrato, o valor a ser pago será de R$ 107,84 por saca.

Perspectivas do Mercado de Arroz

A chegada da nova safra de arroz no mercado interno tem mantido a pressão de queda nos preços pagos aos produtores. Além disso, a boa colheita do cereal no Brasil e em outros países produtores tende a aumentar a oferta global do grão. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção de arroz na América do Sul pode atingir 18 milhões de toneladas na safra 2024/25, alcançando um recorde histórico. Na Índia, outro importante produtor, a previsão é de um aumento de 5,2% na safra.

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O fortalecimento das exportações asiáticas, especialmente após a suspensão das barreiras de exportação de arroz branco não-basmati pela Índia, também contribui para uma possível ampliação da oferta no mercado internacional.

Contratos de Opção de Venda (COV)

O Contrato de Opção de Venda (COV) é uma das ferramentas da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e funciona como um seguro de preço para datas futuras. Esse instrumento garante ao agricultor um valor fixo para a comercialização do produto, mas sem a obrigação de entregar o produto caso ele decida não exercer a opção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja sustentável gera R$ 6 milhões em bônus e impulsiona agricultura regenerativa em Mato Grosso

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A produção de soja sustentável em Mato Grosso vem ganhando força e gerando retorno direto ao produtor. Na safra 2024/2025, agricultores vinculados à Associação Clube Amigos da Terra devem receber cerca de R$ 6 milhões em bônus pela comercialização de créditos de soja certificada, consolidando o avanço da agricultura regenerativa no estado.

A certificação da Round Table on Responsible Soy assegura que a produção segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, agregando valor ao produto brasileiro no mercado global.

Certificação exige alto padrão de sustentabilidade

Para obter o selo RTRS, os produtores precisam atender a 108 critérios, que incluem:

  • Cumprimento da legislação ambiental
  • Preservação de áreas sensíveis
  • Condições adequadas de trabalho
  • Relacionamento com comunidades
  • Uso responsável de insumos
  • Rastreabilidade total da produção

Cada tonelada de soja certificada gera um crédito negociado internacionalmente. Na última safra, os associados ao CAT Sorriso produziram 686 mil toneladas de soja responsável, com créditos comercializados para empresas da Europa e da América do Sul.

Prêmio financeiro amplia acesso a mercados

Segundo a coordenação da entidade, o principal diferencial está na conexão com compradores que valorizam cadeias sustentáveis e remuneram melhor o produtor.

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A bonificação é definida pelo próprio mercado internacional, que reconhece práticas produtivas alinhadas a padrões ESG, fortalecendo a competitividade da soja brasileira.

Recursos são revertidos em melhorias nas propriedades

Parte significativa dos valores obtidos com a certificação tem sido reinvestida nas fazendas, especialmente em ações voltadas ao bem-estar dos trabalhadores rurais.

Entre os investimentos estão:

  • Melhoria em alojamentos e estruturas de convivência
  • Modernização de cantinas
  • Aquisição de uniformes e equipamentos
  • Condições mais seguras e adequadas de trabalho

Além disso, a certificação contribui para aprimorar a gestão das propriedades, promovendo maior organização e controle das atividades.

Número de fazendas certificadas cresce quase seis vezes

O avanço da soja sustentável é refletido no crescimento das propriedades certificadas. Em dez anos, o número de fazendas vinculadas ao CAT Sorriso com selo RTRS saltou de 9 para 53.

Esse crescimento é sustentado por suporte técnico contínuo, que inclui:

  • Consultoria especializada
  • Organização documental
  • Monitoramento de práticas agrícolas
  • Apoio na comercialização dos créditos

O acompanhamento é permanente, com registros detalhados das operações realizadas nas propriedades ao longo da safra.

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Agricultura regenerativa ganha espaço no campo

As fazendas certificadas adotam práticas de agricultura regenerativa, com foco na sustentabilidade e na eficiência produtiva. Entre as principais técnicas estão:

  • Plantio direto
  • Rotação de culturas
  • Sistemas agroflorestais
  • Uso racional de insumos
  • Essas práticas contribuem para:
  • Melhoria da saúde do solo
  • Maior retenção de água
  • Redução da erosão
  • Sequestro de carbono
Sustentabilidade se consolida como estratégia de crescimento

O avanço da certificação RTRS reforça o papel de Mato Grosso como referência global na produção de soja sustentável. A expectativa do setor é ampliar o número de produtores participantes, consolidando um modelo produtivo que alia rentabilidade, responsabilidade ambiental e acesso a mercados premium.

Com isso, a agricultura brasileira avança na direção de sistemas mais resilientes, eficientes e alinhados às exigências do consumidor global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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