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Safra de algodão em Mato Grosso sofre impacto climático; primeira safra registra perdas

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Oscilações climáticas impactam lavouras de algodão em Mato Grosso

A safra de algodão em Mato Grosso tem enfrentado oscilações climáticas que afetaram de forma diferente as lavouras da primeira e segunda safra, segundo o último Boletim da Safra de Grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na quinta-feira (10).

Umidade elevada prejudica a primeira safra

De acordo com o relatório da Conab, as variações na intensidade das chuvas ao longo do ciclo produtivo influenciaram diretamente o desempenho das culturas. O órgão ressaltou que o padrão climático teve papel decisivo no potencial produtivo de cada safra.

A colheita da primeira safra já está em andamento, porém a umidade excessiva na fase final causou perdas significativas. A Conab destacou que a alta umidade resultou em danos aos capulhos e à pluma no terço inferior das plantas, que já estavam abertas, o que deve levar a uma produtividade inferior às expectativas iniciais.

Segunda safra é beneficiada por chuvas

Em contrapartida, a segunda safra, que se encontra em estágios mais sensíveis à demanda hídrica, foi favorecida pelo volume adicional de chuvas. O desenvolvimento vegetativo e reprodutivo dessas lavouras tem sido satisfatório, permitindo projeções de produtividade ligeiramente superiores à primeira safra.

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Controle fitossanitário é desafio constante

Além das questões climáticas, o boletim da Conab reforça a importância do monitoramento de pragas na cultura do algodão. O complexo de lagartas e o bicudo-do-algodoeiro permanecem como os principais desafios fitossanitários.

A entidade informou que as intervenções para controlar o bicudo-do-algodoeiro estão sendo realizadas regularmente, buscando minimizar perdas. As aplicações de fungicidas também seguem o cronograma técnico definido para a cultura.

Perspectivas para a safra

Diante desse cenário, produtores e técnicos permanecem atentos aos fatores climáticos e fitossanitários que influenciam a produtividade da safra de algodão em Mato Grosso, buscando equilibrar os impactos negativos e aproveitar as condições favoráveis para garantir a qualidade e o volume da produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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