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Exportação de Ovos Brasileira Registra Crescimento Expressivo em Abril, Impulsionada pela Demanda dos EUA

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O principal motor desse aumento tem sido a crescente demanda dos Estados Unidos, que continua a ser o maior destino das exportações brasileiras de ovos. Segundo dados do Cepea, o aumento nas vendas externas de ovos foi substancial, com destaque para o crescimento de 271% em relação a abril de 2024.

Crescimento nas exportações de ovos

Em abril de 2025, o Brasil exportou 4,34 mil toneladas de ovos, entre produtos in natura e processados, o que representou um aumento de 15% em relação a março de 2025. Esse desempenho reflete uma continuidade no avanço das exportações observado nos meses anteriores. O volume registrado em abril foi 271% superior ao total exportado no mesmo período do ano passado, destacando a expressiva recuperação do mercado externo.

EUA seguem como principal destino das exportações brasileiras

Os Estados Unidos permaneceram como o principal destino dos ovos brasileiros, sendo responsáveis por 65% do volume total exportado em abril. O país norte-americano recebeu 2,86 mil toneladas de ovos, o que representa um crescimento de 45% em comparação com março de 2025. Esse forte aumento reflete uma demanda constante, consolidando os Estados Unidos como o principal mercado para os ovos produzidos no Brasil.

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O mercado internacional e os desafios da exportação

O aumento nas exportações de ovos não se limita apenas aos Estados Unidos. Outros mercados também têm apresentado crescimento, mas a robusta demanda norte-americana tem sido o fator chave para o desempenho positivo do setor. O Brasil tem se consolidado como um fornecedor de ovos para diversos mercados internacionais, mas a continuidade desse crescimento dependerá de fatores como o ambiente econômico global e as políticas de comércio internacional.

Expectativas para os próximos meses

Com o desempenho de abril e os dados apontando uma tendência de crescimento, as perspectivas para os próximos meses são otimistas. O Cepea e outros órgãos de pesquisa do setor agropecuário indicam que, se a demanda dos Estados Unidos e de outros mercados se mantiver estável, o Brasil pode continuar ampliando suas exportações de ovos, consolidando sua posição de destaque no comércio internacional de produtos avícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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