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Seminário em Xanxerê fortalece produção artesanal de vinho e cachaça no oeste catarinense

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Valorização dos produtos regionais é destaque em seminário

Com forte apelo cultural, raízes familiares e aromas característicos, o vinho e a cachaça artesanal vêm conquistando cada vez mais espaço na economia e no turismo do oeste de Santa Catarina. Esse potencial foi o foco central do Seminário do Vinho e da Cachaça, realizado recentemente na Associação Vêneta, no Parque de Eventos da Femi, em Xanxerê.

Evento reuniu produtores, empreendedores e especialistas

Promovido pela Epagri, Cidasc, Sebrae/SC, Associação Vêneta e Prefeitura de Xanxerê, o evento teve como público-alvo produtores já legalizados, empreendedores em fase de formalização, além de profissionais ligados ao turismo, gastronomia e setor de restaurantes.

Durante a programação, especialistas e técnicos abordaram a importância da legalização como ferramenta estratégica para o crescimento dos empreendimentos, além de orientações sobre os procedimentos legais e acesso a novos mercados.

Região já conta com empreendimentos regularizados

O analista técnico do Sebrae/SC, Thiago Dalla Rosa, destacou que o oeste catarinense possui cerca de 15 empreendimentos legalizados, entre eles duas destilarias e uma vinícola localizadas em Xanxerê.

“Esses dados demonstram o potencial da região em transformar tradição em geração de renda, profissionalização e atração de turistas. Atuamos com consultorias técnicas desde a legalização até o desenvolvimento dos produtos, incluindo e-commerce e redes sociais, o que tem ampliado significativamente o alcance das marcas”, afirmou.

Legalização como caminho para crescimento e visibilidade

Durante o seminário, o consultor do Sebrae/SC, Fábio Ecco, apresentou informações práticas sobre adesão ao Sistema de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SISBI-POV), regularização junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e os impactos positivos da legalização.

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Entre os benefícios citados estão a ampliação de mercados, acesso a canais de venda institucional, maior visibilidade das marcas e inserção no turismo rural.

Produto artesanal como expressão da cultura local

O extensionista da Epagri, Thiago Marchi, ressaltou que a produção de vinhos e cachaças vai além da economia: “É parte essencial da nossa identidade cultural, com raízes na história das famílias imigrantes. É um patrimônio que precisa ser valorizado, legalizado e promovido com orgulho”.

Segundo ele, os produtos locais representam oportunidades de geração de renda, valorização da agricultura familiar, permanência das famílias no campo e incentivo ao turismo rural.

Encerramento com degustação e confraternização

O evento foi finalizado com uma confraternização entre os participantes, que puderam degustar e adquirir produtos regionais, reforçando o potencial da produção local como atrativo turístico e fonte de desenvolvimento para o oeste catarinense.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo de Santa Catarina lança projeto de R$ 10,1 milhões para ampliar uso de sementes certificadas de arroz

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O Governo de Santa Catarina lançou nesta quinta-feira (14) o Projeto Sementes Certificadas de Arroz, uma nova ação voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva do arroz irrigado no estado. A iniciativa foi apresentada durante o Seminário Sul Catarinense de Arroz Irrigado, realizado em Turvo, e integra o Programa Terra Boa, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape).

A proposta busca ampliar o uso de sementes certificadas nas lavouras catarinenses, elevando os índices de produtividade, qualidade e sustentabilidade da produção de arroz. O projeto também pretende reduzir os riscos associados ao uso de sementes irregulares, conhecidas como “piratas”, que ainda são utilizadas por parte dos produtores.

Aprovado pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural (Cederural), o programa prevê investimento de R$ 10,1 milhões para a safra 2026/2027. O apoio financeiro contempla a aquisição de até 77 mil sacas de sementes certificadas, com limite de até 40 sacas de 50 quilos por produtor e subsídio máximo de R$ 4,8 mil por beneficiário.

A expectativa do governo estadual é beneficiar mais de 2 mil agricultores familiares e produtores rurais em diferentes regiões produtoras de arroz de Santa Catarina.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, a iniciativa reforça o compromisso do governo com o fortalecimento do setor orizícola catarinense.

“O Projeto Sementes Certificadas de Arroz amplia o apoio ao produtor rural, incentivando o uso de sementes de qualidade para garantir mais segurança, produtividade e competitividade no campo. Trata-se de uma cadeia estratégica para Santa Catarina, especialmente pela forte presença da agricultura familiar”, destacou o secretário.

Projeto prioriza qualidade, rastreabilidade e segurança na produção

As sementes contempladas pelo programa deverão ser de variedades desenvolvidas pela Epagri e produzidas por associados da Associação Catarinense de Produtores de Sementes de Arroz Irrigado (Acapsa). Além disso, os materiais precisarão possuir registro regular junto à Cidasc e ao Ministério da Agricultura, assegurando rastreabilidade, qualidade genética e segurança ao produtor rural.

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A operacionalização do projeto ficará sob responsabilidade da Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro), por meio de acordo de cooperação com a Sape. A iniciativa também conta com parceria da Epagri, Acapsa, cooperativas e casas agropecuárias credenciadas.

Santa Catarina registra safra recorde de arroz

Santa Catarina consolidou sua posição entre os principais polos produtores de arroz do Brasil após alcançar produção recorde de 1,3 milhão de toneladas na safra 2024/2025. O cultivo ocupou área de aproximadamente 145 mil hectares, colocando o estado como o segundo maior produtor nacional do grão.

A orizicultura possui forte peso econômico no agronegócio catarinense, movimentando mais de R$ 2,3 bilhões em Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP).

Outro destaque do setor é a predominância da agricultura familiar. Dos 5.916 estabelecimentos produtores de arroz existentes no estado, cerca de 82% pertencem a agricultores familiares, reforçando a importância social da atividade para geração de renda e manutenção das economias regionais.

Uso de sementes “piratas” preocupa setor produtivo

Apesar dos bons resultados produtivos, o setor enfrenta desafios relacionados à elevação dos custos de produção. Entre as preocupações está o avanço do uso de sementes não certificadas, prática adotada por alguns produtores na tentativa de reduzir despesas.

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De acordo com informações da Epagri, sementes irregulares apresentam menor qualidade, reduzem o potencial produtivo das lavouras e aumentam significativamente os riscos de contaminação por arroz vermelho, considerada uma das principais plantas daninhas da cultura.

O diretor de Cooperativismo e Desenvolvimento Rural da Sape, Léo Kroth, alerta que o uso desse tipo de material também pode gerar problemas jurídicos e financeiros aos produtores.

“Além dos prejuízos produtivos, sementes sem certificação podem comprometer o acesso a seguros agrícolas e gerar insegurança em casos de perdas nas lavouras”, enfatizou Kroth.

Com a nova política de incentivo, o governo catarinense aposta no fortalecimento da cadeia produtiva do arroz irrigado, buscando elevar a competitividade do setor e garantir maior sustentabilidade econômica aos produtores rurais do estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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