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Colheita do feijão no Paraná se aproxima do fim, e demanda aquecida pode impulsionar preços

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O mercado do feijão carioca atravessou uma semana de baixa liquidez, com demanda seletiva e preços sustentados para lotes de melhor qualidade. De acordo com Evandro Oliveira, analista e consultor da Safras & Mercado, a oferta de feijão extra (nota 9,5) foi escassa, sem lotes disponíveis para embarque. Já o feijão extra (nota 9) foi negociado a R$ 245,00 por saca de 60 kg.

O feijão nota 8,5 encontrou dificuldades para escoamento, com tentativas de venda a R$ 220,00 por saca, mas sem concretização de negócios. O maior volume de transações ocorreu no feijão padrão 8, especialmente da variedade Sabiá, comercializado a R$ 170,00 por saca.

“A concorrência entre corretores e agentes de outros estados intensificou a pressão sobre os preços, dificultando as negociações para lotes de qualidade inferior. A oferta reduzida de feijão extra manteve a demanda firme e contribuiu para a sustentação dos preços. No pós-pregão, houve uma diminuição nas sobras da madrugada seguinte, enquanto alguns corretores buscaram transações fora da Bolsa do Brás, reduzindo a oferta no pregão”, explicou Oliveira.

A colheita da primeira safra 2024/25 está próxima da conclusão no Paraná, restando apenas algumas áreas pontuais. No cenário nacional, mais de 50% da produção já foi colhida, o que pode fragmentar a oferta e favorecer uma valorização gradual do produto.

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Os preços permaneceram firmes nas principais regiões produtoras. Em Minas Gerais, os valores oscilaram entre R$ 210 e R$ 220 por saca FOB, enquanto em São Paulo, lotes acima de nota 9 foram cotados entre R$ 230 e R$ 235 por saca FOB. No varejo, feijões comerciais seguem próximos de R$ 6,00 por quilo, enquanto as marcas premium operam acima de R$ 7,00 por quilo. Para março, a expectativa é de estabilidade, com ajustes graduais até abril, conforme o varejo repõe estoques e a dinâmica da oferta se reequilibra.

Feijão preto enfrenta mercado travado e preços pressionados

O mercado do feijão preto segue travado, com ampla oferta de produto comercial e escassez de feijão nobre. Apesar dos preços atrativos no varejo sustentarem a demanda, o desalinhamento ao longo da cadeia produtiva tem pressionado as margens da indústria e dificultado reajustes de preço.

Segundo Oliveira, produtores pedem valores acima de R$ 200,00 por saca FOB no Paraná, enquanto compradores oferecem até R$ 180,00 por saca, gerando um impasse nas negociações. Lotes preparados em sacaria de 30 kg a granel têm pedidos de R$ 230,00 por saca, mas as vendas seguem limitadas na Zona Cerealista de São Paulo. O feijão preto extra maquinado permanece cotado a R$ 230,00 por saca CIF São Paulo, sem grandes variações.

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“No varejo, atacadistas continuam recebendo feijões comerciais de empacotadores nacionais, mantendo preços entre R$ 5,00 e R$ 6,00 por quilo, o que favorece o consumo, mas ainda sem uma recuperação consistente na origem”, destacou Oliveira.

A recente desvalorização do câmbio ainda não impactou as importações, beneficiando o mercado interno diante da concorrência argentina. O feijão nobre segue cotado entre R$ 190,00 e R$ 210,00 por saca FOB no Paraná e até R$ 220,00 por saca FOB em São Paulo. Já os feijões comerciais continuam abaixo de R$ 180,00 por saca. Em Santa Catarina, os preços variam entre R$ 180,00 e R$ 190,00 por saca FOB.

No campo, a colheita da segunda safra 2024/25 ainda cobre menos de 1% da área prevista, enquanto o plantio já alcança 71% da área estimada, contra 51% na semana anterior. Com 96% das lavouras em boas condições e 74% na fase vegetativa, espera-se uma valorização nos preços nas próximas semanas, especialmente para os grãos de melhor qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais operam com cautela, Ibovespa busca realização de lucros e investidores acompanham tecnologia, commodities e agenda econômica

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Os mercados financeiros iniciaram a semana em clima de cautela. As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira (6) sem uma direção definida, enquanto os mercados europeus operam com oscilações moderadas e os índices futuros norte-americanos apontam leve recuperação após o feriado da Independência dos Estados Unidos.

No Brasil, o mercado acompanha uma abertura marcada por realização de lucros após a forte valorização registrada na última sexta-feira, em um ambiente ainda influenciado pelo comportamento das commodities, pela expectativa em relação aos próximos indicadores econômicos e pelas perspectivas para a política monetária global.

Ásia fecha mista com investidores atentos ao setor de tecnologia

Na Ásia, os investidores reduziram a exposição às empresas de tecnologia, principalmente aquelas ligadas à infraestrutura de inteligência artificial, diante das dúvidas sobre o retorno dos elevados investimentos realizados pelo setor.

Na China, o índice de Xangai (SSEC) encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,06%, enquanto o CSI 300 permaneceu inalterado. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,14%, impulsionado por medidas regulatórias destinadas a facilitar o refinanciamento das empresas listadas e estimular o mercado de capitais.

O governo chinês também colocou em vigor novas regras para negociação de ações no mercado ChiNext, de Shenzhen, fortalecendo mecanismos de formação de mercado e ampliando a liquidez.

O movimento favoreceu principalmente ações dos setores de energia, agricultura, bancos, materiais básicos e bens de consumo, enquanto empresas de tecnologia, robótica, baterias e satélites passaram por uma realização de lucros após meses de forte valorização.

Entre os principais índices asiáticos:

  • Japão (Nikkei): -0,01%;
  • China (Xangai): -0,06%;
  • CSI 300: estável;
  • Hong Kong (Hang Seng): +1,14%;
  • Coreia do Sul (Kospi): -0,46%;
  • Taiwan (Taiex): -0,48%;
  • Singapura (Straits Times): +0,30%;
  • Austrália (S&P/ASX 200): -0,15%.
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Europa inicia semana com variações moderadas

Na Europa, os principais índices operam próximos da estabilidade, refletindo a expectativa pela temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos, além do acompanhamento das perspectivas para os juros americanos e da queda dos preços internacionais do petróleo após o aumento da produção anunciado pela Opep+.

O mercado europeu também monitora indicadores econômicos da Zona do Euro, especialmente dados de atividade e inflação, que poderão influenciar as próximas decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Wall Street retorna do feriado com foco em dados econômicos

Após o feriado prolongado da Independência, os investidores voltam suas atenções para os Estados Unidos acompanhando indicadores de atividade econômica, mercado de trabalho e serviços, além do início da temporada de divulgação dos resultados corporativos do segundo trimestre.

O mercado também observa atentamente qualquer sinal do Federal Reserve (Fed) sobre o ritmo dos próximos cortes nas taxas de juros, fator que continua sendo um dos principais direcionadores dos ativos globais.

Ibovespa inicia semana em realização de lucros

No mercado brasileiro, o Ibovespa Futuro abriu em queda, refletindo um movimento natural de realização de lucros após o índice à vista alcançar o maior fechamento em aproximadamente um mês no encerramento da última semana.

O ambiente continua sendo influenciado pelo comportamento das commodities, especialmente minério de ferro e petróleo, além das expectativas em torno da trajetória da taxa Selic e dos indicadores econômicos previstos para os próximos dias.

Entre os destaques da agenda estão:

  • Relatório Focus;
  • Balança comercial brasileira;
  • Indicadores de atividade na Europa;
  • PMI de serviços dos Estados Unidos.

O dólar comercial iniciou o dia em leve valorização frente ao real, enquanto a curva de juros apresenta comportamento relativamente estável, com pequenas oscilações nos vencimentos mais longos.

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Vale, Petrobras e bancos seguem concentrando atenções

Na B3, os investidores continuam concentrando o maior volume financeiro em ações de empresas de grande peso no índice, como Vale, Petrobras e Itaú Unibanco.

O setor de infraestrutura permanece em destaque após os recentes leilões de transmissão de energia, enquanto empresas do varejo seguem reagindo ao cenário de expectativa por redução dos juros.

Papéis como Magazine Luiza e Embraer permanecem entre os ativos com maior liquidez, refletindo o interesse dos investidores por empresas ligadas ao consumo doméstico e à indústria exportadora.

Commodities continuam determinando o humor dos mercados

Para o mercado brasileiro e para o agronegócio, o comportamento das commodities segue sendo o principal vetor de curto prazo.

A evolução dos preços do petróleo influencia diretamente o desempenho das ações da Petrobras, enquanto as oscilações do minério de ferro impactam a Vale e todo o segmento de mineração.

No agronegócio, investidores também acompanham os movimentos das commodities agrícolas, especialmente soja, milho e café, além da demanda chinesa, fator determinante para as exportações brasileiras.

Cenário permanece sensível ao ambiente internacional

Apesar do ambiente relativamente positivo observado nas últimas semanas, analistas avaliam que o mercado deve continuar operando com elevada volatilidade, diante das incertezas sobre os juros nos Estados Unidos, da temporada de resultados corporativos, da evolução da economia chinesa e do comportamento das commodities.

No Brasil, o fluxo estrangeiro, as expectativas para a política monetária e os indicadores econômicos domésticos continuam sendo os principais fatores capazes de determinar a direção do Ibovespa ao longo desta semana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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