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Dólar recua com tensões entre Israel e Irã e expectativa sobre juros no Brasil

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Dólar em queda nesta terça-feira (24)

O dólar registrava queda de 0,21% por volta das 9h40, sendo cotado a R$ 5,4912. Na véspera, a moeda já havia recuado 0,40%, fechando o dia a R$ 5,5026.

Enquanto isso, o Ibovespa abriu suas negociações às 10h, depois de ter fechado o dia anterior com baixa de 0,41%, aos 136.550 pontos. O mercado permanece atento ao cenário internacional, especialmente às novas tensões entre Israel e Irã, e também à política monetária brasileira.

Tensões no Oriente Médio reacendem cautela global

Após a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um suposto cessar-fogo entre Israel e Irã, os dois países voltaram a se acusar mutuamente de violar o acordo nesta terça-feira. O anúncio da trégua havia sido feito na noite de segunda-feira (23), após negociações com o emir do Catar.

Contudo, o clima voltou a se deteriorar com novas hostilidades e ameaças. Trump, em mensagens publicadas nas redes sociais, criticou duramente os dois países e alertou Israel que um novo bombardeio ao Irã seria uma “grande violação”.

Desde 13 de junho, Israel tem realizado ataques a instalações nucleares iranianas. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra cidades israelenses como Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. O conflito já contabiliza mais de 240 mortos e milhares de feridos, de acordo com números oficiais, embora estimativas independentes apontem para números ainda maiores.

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Mercado de petróleo reage com alívio parcial

Apesar da escalada do conflito no fim de semana, os preços do petróleo recuaram após uma resposta mais controlada por parte do Irã. Especialistas avaliam que a ausência de ações diretas contra a circulação de petroleiros no Estreito de Ormuz sugere que o país não pretende usar o petróleo como principal arma de retaliação.

O Parlamento iraniano chegou a aprovar o fechamento da importante rota marítima como represália aos ataques norte-americanos. No entanto, a medida ainda precisa ser sancionada pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e pelo aiatolá Ali Khamenei.

Trump, por sua vez, reafirmou sua intenção de manter os preços da commodity sob controle, temendo os impactos econômicos de uma nova escalada do conflito.

Ata do Copom reforça tom cauteloso do Banco Central

No Brasil, o foco do mercado também se volta à ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça. O documento reforça a decisão do colegiado de interromper o ciclo de alta de juros para avaliar seus impactos sobre a economia.

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Analistas interpretaram a ata como “dovish”, ou seja, com uma postura mais branda. O BC reconhece melhora na inflação de curto prazo, mas mantém o alerta quanto às projeções futuras e ao cenário internacional incerto.

Na última reunião, o Copom elevou a taxa Selic para 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% no governo Lula. A política de juros altos visa conter a inflação ao desestimular o consumo e desacelerar a economia.

Desempenho dos mercados até o momento:

  • Dólar:
    • Semana: -0,40%
    • Mês: -3,77%
    • Ano: -10,96%
  • Ibovespa:
    • Semana: -0,41%
    • Mês: -0,35%
    • Ano: +13,52%

O cenário internacional, marcado pela instabilidade no Oriente Médio, segue no radar dos investidores, ao lado dos desdobramentos da política monetária brasileira. A cautela continua sendo a tônica dos mercados, com atenção redobrada ao possível impacto geopolítico sobre o petróleo e às decisões do Banco Central quanto aos juros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado do cavalo Crioulo cresce com novas modalidades e maior participação de proprietários

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O mercado do cavalo Crioulo segue em trajetória de crescimento no Brasil e em outros países da América Latina, impulsionado principalmente pela ampliação das modalidades esportivas e pela maior participação de proprietários nas competições da raça.

A avaliação é do leiloeiro Marcelo Silva, diretor da Trajano Silva Remates, que observa uma expansão consistente do setor, ainda que em ritmo mais moderado nos próximos anos devido ao cenário econômico e político.

Novas modalidades ampliam participação no cavalo Crioulo

Segundo Silva, provas como Freio do Proprietário, Freio Jovem e outras modalidades voltadas a diferentes perfis de competidores têm desempenhado papel importante na expansão do mercado.

Na avaliação do leiloeiro, a diversificação das disputas permitiu maior aproximação de criadores, investidores e apaixonados pela raça, ampliando a base de participantes e fortalecendo toda a cadeia econômica ligada ao cavalo Crioulo.

“As provas mais voltadas aos proprietários fizeram com que a raça tivesse uma pulverização muito importante. Isso aproxima mais pessoas, aumenta o envolvimento com os animais e amplia o mercado em torno da raça”, afirma Marcelo Silva.

Internacionalização amplia oportunidades de negócios

O crescimento também é percebido fora do Brasil. Durante a realização da FICCC, em Montevidéu, Silva observou maior presença de participantes de países como Chile, Paraguai, Argentina, México e Brasil, além dos tradicionais criadores uruguaios.

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Segundo ele, o mercado do cavalo Crioulo deixou de estar concentrado apenas nos três principais polos históricos da raça — Brasil, Argentina e Uruguai — e passou a despertar interesse em novos mercados internacionais.

“Hoje já vemos negócios com o Paraguai e interesse de outros países. A raça não está mais limitada apenas a Uruguai, Argentina e Brasil. Esse é um sinal claro de que o mercado ganhou outra dimensão”, destaca.

Cenário econômico pode desacelerar ritmo de crescimento

Apesar do cenário positivo, Marcelo Silva avalia que fatores econômicos e políticos podem reduzir temporariamente a velocidade dos negócios até meados de 2027.

Entre os pontos de atenção estão o ambiente macroeconômico, o calendário eleitoral e a proximidade de grandes eventos esportivos internacionais, fatores que podem influenciar decisões de compra e investimentos no curto prazo.

“A raça continua e continuará crescendo. Talvez em um ritmo um pouco mais lento, principalmente até meados de 2027, por causa do ambiente econômico, das eleições e de outros fatores que acabam interferindo nas decisões de compra”, explica.

Calendário de eventos fortalece mercado e liquidez

Outro fator apontado como decisivo para o fortalecimento do setor é a ampliação do calendário de eventos ligados ao cavalo Crioulo.

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Segundo Silva, o mercado passou por forte descentralização nos últimos anos. Antes, os principais negócios estavam concentrados em cidades tradicionais como Bagé, Uruguaiana, Jaguarão, Pelotas e na Expointer.

Hoje, a multiplicação de provas, exposições e remates contribui para aumentar a circulação de animais, criadores e investidores em diferentes regiões, ampliando as oportunidades comerciais.

“A associação vem fazendo uma gestão muito positiva, e a multiplicação dos eventos ajudou a dar mais movimento ao mercado. Antes eram poucos pontos de concentração. Agora, a raça anda em um ritmo muito mais amplo”, ressalta.

Esporte e negócios sustentam expansão da raça

Nos próximos meses, a agenda de leilões e competições deve seguir aquecendo o mercado do cavalo Crioulo. Para o setor, a combinação entre esporte, internacionalização, calendário de eventos e liquidez em pista continuará sendo o principal motor de crescimento da raça nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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