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Expectativa de Safra de Pêssego Sinaliza Melhora em Relação ao Ano Anterior

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O Informativo Conjuntural, divulgado na última quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, revela que os pomares de pêssego na região administrativa de Pelotas estão apresentando condições sanitárias satisfatórias, resultado de dias secos e boa insolação. Esses fatores têm sido determinantes na recuperação das lavouras, que sofreram com os danos provocados por um inverno rigoroso e chuvas intensas durante a fase de floração. As fortes precipitações dificultaram os tratamentos fitossanitários preventivos e provocaram a lixiviação de produtos aplicados, comprometendo o desenvolvimento das plantas.

Atualmente, os pomares estão na fase de desenvolvimento dos frutos. Dados do Sistema de Alerta da Mosca-das-frutas, coletados em unidades de observação em Pelotas, Morro Redondo e Canguçu, indicam uma baixa presença dessa praga, com controle considerado estável. Em algumas áreas, foram observadas quedas de frutos, possivelmente relacionadas à fitotoxidez de herbicidas, embora ainda não exista uma conclusão definitiva sobre essa questão.

Apesar dos desafios climáticos enfrentados ao longo do ano, que incluíram excesso de chuvas, alta umidade relativa do ar e geadas em determinados pomares, as expectativas para esta safra são positivas, com projeções de superação em relação à safra anterior, considerada ruim. Nesta semana, ocorrerá a primeira reunião de negociação de preços entre produtores e indústrias da região, onde as perspectivas de produção serão discutidas.

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Na região administrativa de Passo Fundo, as cultivares mais precoces encontram-se na fase de formação do caroço e raleio. A produção deve registrar uma queda entre 15% e 30% em relação ao que havia sido inicialmente previsto, devido às geadas ocorridas em agosto, e alguns produtores já acionaram o seguro agrícola. As cultivares BRS Kampai, PS-2 e Eragil estão na fase de formação de frutos, com o segundo raleio já finalizado. Até o momento, a cultura apresenta bom potencial produtivo e está isenta de pragas e doenças significativas, com os tratamentos fitossanitários preventivos em andamento para garantir a sanidade dos pomares.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expansão de área e liderança na exportação sustentam safra de 770 mil toneladas de banana

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A produção catarinense de banana deve atingir 770 mil toneladas no ciclo 2025/2026, consolidando o Estado na liderança das exportações nacionais da fruta. O resultado representa um crescimento de 0,3% em comparação com o ciclo anterior, impulsionado por um avanço de 3,2% na área cultivada. Por outro lado, a produtividade média na lavoura aponta uma retração de 1,9%, estimada em 26.490 quilos por hectare. O desempenho da safra atua como indutor econômico no Norte do Estado e no Vale do Itajaí, regiões que concentram 84,7% do volume total colhido.

A dinâmica do mercado local permanece dividida entre o volume produtivo e o valor agregado da fruta na ponta da venda. A banana-caturra, conhecida como nanica, mantém o predomínio absoluto nos plantios, ocupando 72,6% da área e respondendo por 82,4% da colheita estimada. A variedade prata, embora represente uma fatia menor — 27,4% da área e 17,6% do volume —, ganha relevância pelo preço superior pago ao produtor no mercado físico. No recorte regional, o Sul de Santa Catarina apresenta menor eficiência técnica se comparado ao Norte: a região detém 24,4% da área destinada à cultura, mas participa com apenas 15,3% do volume final.

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No front externo, Santa Catarina responde por cerca de metade de toda a banana exportada pelo Brasil, tendo como principais destinos os parceiros comerciais do Mercosul, especialmente a Argentina e o Uruguai. Internamente, o município de Corupá lidera a engrenagem econômica do setor no Norte catarinense, ocupando o posto de terceiro maior produtor nacional.

Com um volume de 153,1 mil toneladas registrado no balanço de 2024, a atividade movimenta R$ 324 milhões anuais na economia local. O município partilha, junto com Jaraguá do Sul, Schroeder e São Bento do Sul, o selo de Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem, certificado que atesta o amadurecimento mais lento e o maior teor de açúcar natural da fruta devido às condições climáticas de relevo da região.

O resultado projetado para a safra atual ocorre após períodos de estresse nos pomares causados por eventos climáticos extremos nos últimos anos, como ciclones, ventos de grande intensidade e geadas recorrentes. A estabilização das lavouras foi garantida pela introdução de manejo especializado e ferramentas de monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

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O suporte técnico foca no controle fitossanitário da sigatoca-amarela, principal doença fúngica que atinge os bananais, e na previsão de perdas. A perspectiva para o encerramento do ciclo aponta para a manutenção da qualidade comercial da fruta diante de um clima mais ameno, sustentando o fluxo de caixa das pequenas propriedades rurais que formam a base social da atividade no campo.

Fonte: Pensar Agro

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