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Cohab São Gonçalo e outros 12 bairros recebem tapa-buraco

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Com o objetivo de melhorar a trafegabilidade viária, a Prefeitura de Cuiabá iniciou, na terça-feira (17), os trabalhos de recuperação das vias do bairro Cohab São Gonçalo, por meio do mutirão tapa-buraco. A ação, que vem sendo realizada desde o início do ano, contempla bairros da capital com serviços de recuperação de avenidas principais, vias com grande fluxo de transporte coletivo e ruas adjacentes.

Coordenada e executada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, a operação atende, além da Cohab São Gonçalo, outros 12 bairros simultaneamente. São eles: CPA IV, Morada do Ouro, Jardim Universitário, Poção, Areão, Santa Cruz II, Jonas Pinheiro, Santa Amália, Residencial Nilce Paes Barreto, Parque Atalaia, Coophema e Parque Cuiabá.

O serviço tem início com o preparo das vias, que inclui a limpeza da área com motobomba. Em alguns casos, é necessário remover a umidade do solo com o apoio de caminhão-pipa. Na sequência, é aplicado o concreto betuminoso usinado a quente (CBUq), material utilizado por sua alta resistência e durabilidade. O procedimento é finalizado com o rastelamento e a compactação da massa asfáltica, utilizando rolo compactador para nivelamento e acabamento.

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Para garantir a segurança durante a execução dos serviços, os trechos em obras são devidamente sinalizados. Quando necessário, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) também coordena desvios no trânsito.

A população pode solicitar os serviços por meio do canal ZapObras, no número (65) 9 9216-0484, informando a localização do problema, como buracos em vias públicas ou demais demandas de infraestrutura, e enviando fotos. Isso facilita a análise técnica da equipe, que avalia a gravidade da ocorrência e define a prioridade do atendimento.

Outra opção é o Portal de Serviços, onde é possível protocolar solicitações relacionadas à pavimentação, recuperação asfáltica, drenagem, tapa-buraco, limpeza de bocas de lobo, entre outros. Para registrar a solicitação, o munícipe deve preencher um formulário com nome, CPF, endereço, telefone e e-mail. Também é necessário anexar fotos do problema e descrever brevemente a situação, incluindo endereço completo e pontos de referência, o que agiliza a localização e o atendimento.

#PraCegoVer

A imagem mostra as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras realizando a operação tapa-buraco no bairro Cohab São Gonçalo.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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