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Solidariedade em Ação: Sistema CNA/SENAR Auxilia na Reconstrução do Agro no Rio Grande do Sul

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O Sistema CNA/SENAR (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) está lançando uma extensa ação de apoio para reconstruir e revitalizar o setor agropecuário no Rio Grande do Sul, que foi severamente afetado pelas recentes enchentes. A iniciativa, chamada de SuperAção Rio Grande do Sul, envolverá as Federações de Agricultura e Pecuária dos estados, contando com um aporte financeiro de R$ 100 milhões e a mobilização de profissionais do SENAR de diversas regiões do país.

Cerca de 300 técnicos e instrutores do SENAR, especializados em diversas áreas, serão direcionados para o Rio Grande do Sul, com o objetivo de avaliar a situação, auxiliar na recuperação das propriedades e apoiar o retorno das atividades produtivas. O presidente da CNA, João Martins, destacou a importância dessa ação, ressaltando a expertise técnica e a experiência do sistema em situações de desastres naturais.

Além da equipe nacional, técnicos e profissionais do SENAR-RS e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL) já estão atuando no auxílio aos produtores rurais locais. A equipe do SENAR irá oferecer suporte em diversas áreas, incluindo inventário de perdas, manutenção de maquinários e assistência técnica e gerencial.

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O diretor-geral do SENAR, Daniel Carrara, ressaltou a abrangência da ação, mencionando o sucesso do projeto SuperAção Brumadinho em auxiliar produtores afetados por desastres anteriores. As regiões do Sul que receberão os atendimentos estão sendo identificadas, com foco em grupos que sofreram impactos em suas produções de alimentos.

Em Santa Catarina, a FAESC mobilizou sindicatos rurais e produtores em campanhas de auxílio ao Rio Grande do Sul. Cargas de leite e maçã foram enviadas, junto com alimentos para o rebanho. O presidente da FAESC e 1º vice-presidente de finanças da CNA, José Zeferino Pedrozo, destacou os laços históricos e culturais entre os dois estados, fortalecendo o sentimento de solidariedade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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