AGRONEGÓCIO

Santa Catarina projeta crescimento significativo na safra de inverno 2025/26 com destaque para a cevada

Publicado em

O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) divulgou, em 10 de junho, as primeiras estimativas para a safra de inverno 2025/26 em Santa Catarina. O levantamento foi apresentado ao público pelo canal Epagri Online no YouTube e traz dados coletados em todas as regiões do estado. A divulgação oficial ocorreu pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina.

Metodologia do levantamento

A coleta de informações envolve uma rede técnica formada por agentes de mercado, extensionistas da Epagri, cooperativas, prefeituras, sindicatos, bancos e outras entidades do setor rural. Após o levantamento, os dados passam por análise estatística que compara variações de área plantada, produção e produtividade, relacionando estimativas iniciais, finais e a safra anterior. Reuniões técnicas com pesquisadores completam o processo de validação.

Alho: expansão na área plantada e leve queda na produtividade

Santa Catarina, o quarto maior produtor nacional e reconhecido como “berço nacional do alho” — especialmente do alho roxo no planalto catarinense — deve ampliar sua área plantada em 12,7%, chegando a 743 hectares. A produção estimada é de 7,8 mil toneladas, aumento de 7,5% em relação à safra anterior. No entanto, a produtividade média deve cair 5%, reflexo da safra excepcional do ciclo anterior.

Leia Também:  Setor de máquinas agrícolas no Brasil será mapeado em estudo inédito
Cebola: liderança nacional mantida

A área plantada de cebola está prevista para crescer 1%, totalizando 19,5 mil hectares. A produtividade deve avançar 5,8%, impulsionando a produção para cerca de 594 mil toneladas, 7,5% acima da última safra. As principais regiões produtoras são Ituporanga, Tabuleiro e Joaçaba.

Trigo: redução na área e na produção

A plantação de trigo deve encolher 5,6%, para 116 mil hectares, com produtividade estável em torno de 3.500 kg por hectare. A produção prevista é de 407 mil toneladas, queda de 5,9%. Chapecó, Xanxerê, Curitibanos e Canoinhas lideram a produção do estado, que é o terceiro maior produtor nacional.

Aveia: crescimento moderado na área e na produção

A área plantada de aveia deve subir 2,4%, alcançando 33 mil hectares. A produtividade poderá avançar 13,1%, elevando a produção estimada para 50 mil toneladas, crescimento de 15,8%. Xanxerê e Chapecó são os principais polos produtores.

Cevada: salto expressivo na área plantada

Com menor participação no estado, a cevada terá aumento expressivo de 177% na área plantada, chegando a 860 hectares. A produção deve atingir 3 mil toneladas, alta de 115%. A cultura é focada na produção de malte para cerveja e recebe forte apoio técnico das indústrias locais.

Leia Também:  Grano Alimentos Fortalece a Agricultura Familiar com Parcerias Sustentáveis e Suporte Técnico

As estimativas iniciais indicam que a safra de inverno 2025/26 em Santa Catarina terá avanços significativos em diversas culturas, especialmente na cevada, que mais que dobrou sua área plantada. Enquanto algumas culturas, como o trigo, apresentam retração, outras continuam firmes na liderança nacional, consolidando a importância do estado no cenário agrícola brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

Published

on

Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

Leia Também:  Peste Suína Africana representa risco, mas Brasil se destaca em estratégias de prevenção

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Leia Também:  Goiás tem 98,53% do rebanho vacinado contra a raiva de herbívoros nos municípios de alto risco para a doença
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA