AGRONEGÓCIO

Grano Alimentos Fortalece a Agricultura Familiar com Parcerias Sustentáveis e Suporte Técnico

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A agricultura familiar, responsável por mais de 70% dos alimentos consumidos no Brasil, desempenha um papel crucial na segurança alimentar e nutricional do país. No contexto da agricultura sustentável e da diversificação das culturas, a Grano Alimentos, líder no mercado de vegetais congelados, tem se destacado por seu compromisso com a agricultura familiar. Atualmente, a empresa mantém parcerias com mais de 100 agricultores familiares, proporcionando um modelo de negócio que combina compras recorrentes e suporte técnico contínuo.

Desde sua fundação, a Grano Alimentos tem investido na inclusão de pequenos produtores em sua cadeia de fornecimento, oferecendo-lhes contratos de compra garantidos de vegetais e assistência técnica gratuita. Essa relação comercial proporciona uma fonte de renda estável e a possibilidade de prosperar no mercado, com 60% dessas famílias dependentes da empresa para a maior parte de sua receita.

Impactos para a Renda Familiar e a Economia Local

O impacto das parcerias da Grano com agricultores familiares vai além da renda das famílias. A empresa atua diretamente na economia local, especialmente na região de Serafina Corrêa, onde os vegetais são cultivados, beneficiados e distribuídos. O apoio à agricultura familiar impulsiona não apenas a qualidade dos produtos alimentícios, mas também a geração de empregos e o fortalecimento das comunidades agrícolas.

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Essas parcerias têm efeitos multiplicadores, criando novas oportunidades de trabalho formal e incentivando o desenvolvimento social e econômico local. Ao apoiar os pequenos produtores com assistência técnica e contratos estáveis, a Grano não apenas contribui para a prosperidade financeira, mas também eleva a qualidade de vida das famílias agricultoras e fomenta práticas agrícolas mais sustentáveis.

Diversidade de Produção e Promoção de Alimentação Saudável

Michele Lopes, diretora de Sustentabilidade da Grano Alimentos, destaca que a diversidade de produção das pequenas propriedades rurais assegura um fornecimento constante de alimentos nutritivos para as comunidades. Esse modelo de produção é um aliado importante no combate à insegurança alimentar, que afeta milhões de brasileiros, promovendo uma alimentação mais equilibrada e saudável.

“Valorizar a produção familiar significa reduzir a dependência de alimentos industrializados, muitas vezes mais caros e menos saudáveis. Ao investir na agricultura familiar, estamos contribuindo para um sistema alimentar mais justo, acessível e sustentável, que prioriza a saúde e o bem-estar das populações”, afirma Michele Lopes. Ela enfatiza que a agricultura familiar é essencial para garantir a segurança alimentar e fortalecer a resiliência do país frente aos desafios globais.

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Impacto Transformador e Sustentável

Ao apoiar diretamente os pequenos agricultores, a Grano Alimentos demonstra que grandes empresas podem promover mudanças significativas na vida dessas famílias. Além disso, essas parcerias têm um efeito direto na construção de uma economia mais sustentável, incentivando práticas agrícolas mais responsáveis e acessíveis.

O modelo de negócios adotado pela Grano Alimentos vai além de uma simples relação comercial. Ele se traduz em uma contribuição vital para a promoção de uma alimentação justa, equilibrada e democrática, que beneficia tanto os produtores quanto os consumidores e as comunidades em que atuam.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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