AGRONEGÓCIO
Tensão no Oriente Médio impulsiona petróleo e derivados, mas soja segue pressionada por aumento da oferta global
Publicado em
13 de junho de 2025por
Da Redação
O mercado internacional de commodities agrícolas e energéticas reagiu fortemente nesta sexta-feira (13) aos desdobramentos do ataque “preventivo” realizado por Israel contra o Irã. O episódio elevou a tensão geopolítica e teve reflexo imediato nos preços do petróleo, que atingiram os maiores ganhos intradiários desde março de 2022. Ao mesmo tempo, apesar do impulso temporário nos derivados da soja, o grão segue pressionado por um cenário de oferta elevada e vendas fracas nos Estados Unidos.
Petróleo dispara com ataque de Israel ao Irã
Com a escalada da tensão entre Israel e Irã, o petróleo operou em forte alta. Por volta das 8h40 (horário de Brasília), os contratos futuros do Brent e do WTI subiam mais de 7%, após atingirem picos acima de 8% ao longo do pregão. O barril do Brent, principal referência global, era negociado a US$ 74,26.
O analista Ahmad Assiri, da Pepperstone, destacou que o movimento reflete “preocupações imediatas com o fornecimento, além da sensação crescente de que novas manchetes negativas podem prolongar a escalada do conflito”.
Alta do petróleo impulsiona óleo de soja e grão reage parcialmente
O avanço do petróleo gerou reflexos positivos no mercado de óleos vegetais, especialmente no óleo de soja. Os contratos negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) registravam alta de mais de 1%, com o vencimento mais próximo sendo cotado a 48,19 centavos de dólar por libra-peso.
Esse movimento também influenciava o grão de soja, que voltou a esboçar uma reação após dias consecutivos de queda. Por volta de 8h45, os primeiros contratos operavam com ganhos entre 0,50 e 1,75 ponto, com o vencimento de julho a US$ 10,44 por bushel e o de setembro a US$ 10,20.
Soja fecha em queda na véspera em meio a fraca demanda e aumento da oferta
Apesar da leve recuperação nos contratos futuros nesta sexta, o mercado da soja encerrou a quinta-feira (12) em baixa. Segundo análise da TF Agroeconômica, o contrato de julho caiu 0,79%, ou 8,25 centavos, para US$ 10,42 por bushel, enquanto o de agosto recuou 0,43%, fechando a US$ 10,41.
A pressão veio de um cenário de maior oferta global e de dados fracos de exportação nos Estados Unidos. O USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) manteve estáveis os números da safra americana, mas elevou a estimativa de produção mundial. A falta de demanda chinesa, agravada pelas disputas tarifárias iniciadas no governo Trump, segue afetando as exportações norte-americanas.
Revisões positivas na produção sul-americana aumentam concorrência
No contexto da oferta global, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) revisou para cima a estimativa da safra brasileira de soja em 1,28 milhão de toneladas. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires também elevou a produção argentina em 300 mil toneladas. Essas atualizações reforçam a competição no mercado internacional e pressionam os preços.
Exportações dos EUA decepcionam e mantêm viés baixista
O relatório semanal de exportações do USDA, referente ao período de 30 de maio a 5 de junho, indicou vendas de apenas 61.400 toneladas para a safra 2024/2025 — uma queda de 68% em relação à semana anterior e 74% abaixo da média das últimas quatro semanas. Além disso, houve cancelamentos de 271,9 mil toneladas. Para o ciclo 2025/2026, foram vendidas 58,1 mil toneladas, número dentro das expectativas, mas insuficiente para reverter a tendência de baixa.
Mercado ainda observa impactos da legislação de biocombustíveis
Apesar da alta do petróleo ter impulsionado momentaneamente os preços do óleo de soja, o mercado ainda sente os efeitos da frustração com a participação dos biocombustíveis na legislação conhecida como “Big and Beautiful”, o que também limita o potencial de valorização dos derivados da oleaginosa.
O cenário atual do mercado de soja permanece complexo: enquanto os fatores geopolíticos oferecem algum suporte momentâneo, o peso da oferta elevada e da demanda externa enfraquecida continua predominando sobre as cotações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas
Published
3 horas agoon
5 de maio de 2026By
Da Redação
Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.
O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.
Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade
A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).
Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.
Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas
No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.
O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.
Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.
A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.
Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado
Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.
A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.
Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.
Desafios estruturais e competitividade
Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.
A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.
Cenário político e limites do acordo
Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.
Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.
Perspectivas para o agro brasileiro
A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.
A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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