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Embrapa lança cartilha com orientações sanitárias para criação do pirarucu

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A Embrapa Pesca e Aquicultura, sediada em Palmas (TO), acaba de lançar a cartilha “Principais doenças e boas práticas sanitárias na criação do pirarucu”, uma publicação voltada para produtores, extensionistas e estudantes da área aquícola. Com linguagem simples, conteúdo direto e ilustrações explicativas, a cartilha tem 24 páginas e orienta o leitor sobre como reduzir a ocorrência de doenças no cultivo do pirarucu, espécie nativa da Amazônia e de grande importância econômica.

Cartilha está disponível gratuitamente na internet

A nova publicação pode ser acessada gratuitamente no site da Embrapa ou por meio da plataforma Ater+Digital — ferramenta digital da instituição que reúne vídeos, conteúdos técnicos e informativos sobre a agropecuária, com linguagem acessível e foco na prática no campo.

Informações atualizadas e linguagem acessível

Segundo a pesquisadora Patrícia Maciel, da Embrapa Pesca e Aquicultura, a cartilha reúne dados atualizados sobre as principais doenças que afetam o pirarucu e os manejos recomendados, com base em pesquisas realizadas nos últimos anos. Ela destaca que, embora já existissem livros técnicos sobre o tema, era necessário um material mais objetivo e direto, adequado ao formato de cartilha, para atender com agilidade os profissionais que atuam na piscicultura.

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Boas práticas sanitárias na criação do pirarucu

Entre as boas práticas de manejo destacadas na cartilha estão:

  • Monitoramento da qualidade da água, essencial para a saúde dos peixes;
  • Alimentação adequada, garantindo desenvolvimento saudável;
  • Cuidados na biometria e na repicagem (transferência de peixes entre tanques), para reduzir o estresse e evitar lesões;
  • Uso consciente de medicamentos, especialmente antibióticos, a fim de evitar o desenvolvimento de resistência antimicrobiana.
Qualidade da água é fator essencial, mesmo para espécies com respiração aérea

Patrícia Maciel chama a atenção para um erro comum entre produtores de pirarucu: negligenciar a qualidade da água por se tratar de uma espécie com respiração aérea. “Já demonstramos em estudos anteriores o quanto a manutenção da água do viveiro em boas condições influencia no crescimento e na saúde dos peixes”, reforça a pesquisadora.

Acesso ao conteúdo

A cartilha está disponível para download gratuito nos seguintes canais:

A publicação é mais uma ação da Embrapa para fortalecer a produção aquícola nacional, promovendo o desenvolvimento sustentável da criação de pirarucu com orientações práticas, seguras e de fácil aplicação no campo.

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Baixe a Cartilha

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira

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Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.

O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.

Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.

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Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.

Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:

  • Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.

  • Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.

  • Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.

Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.

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O roteiro de regularização envolve:

  1. Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.

  2. Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.

  3. Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.

Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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