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Semana do Meio Ambiente é concluída com treinamento do Corpo de Bombeiros

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A Semana do Meio Ambiente, promovida pela Prefeitura de Cuiabá por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, foi encerrada nesta sexta-feira (06) com uma ação educativa do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), voltada à prevenção e à conscientização dos líderes comunitários sobre o risco de queimadas.

O treinamento, conduzido pelo sargento Vinícius e pelo soldado J. Correia Santos, ocorreu no Parque Jonas Pinheiro (Acrimat), em Cuiabá. Durante a atividade, foram apresentadas técnicas, equipamentos e estratégias utilizadas no combate a incêndios, incluindo uma simulação prática para demonstrar as dificuldades enfrentadas pelos profissionais durante o período crítico.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, ressaltou o papel essencial das lideranças comunitárias na prevenção às queimadas. Ele destacou que o objetivo do treinamento não é capacitar subprefeitos ou moradores para atuarem diretamente no combate ao fogo, mas sim conscientizá-los sobre a gravidade do problema e a importância de agir com responsabilidade e planejamento.

“Não é papel do subprefeito apagar incêndio, e sim informar, fiscalizar e colaborar com ações preventivas. Se a liderança sabe onde ocorrem queimadas recorrentes, essa informação precisa ser repassada à Secretaria de Meio Ambiente. O subprefeito será nosso novo fiscal”, afirmou o prefeito.

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Lamentando a morte do menino Davi Lucas Oliveira Santos, de 5 anos, vítima de um incêndio nesta semana, Abilio também alertou sobre os riscos em áreas residenciais e reforçou a importância de se evitar ocupações irregulares. “Precisamos de um trabalho conjunto entre a população e o poder público, no qual os líderes de bairro sejam a ponte para ações preventivas”, pontuou.

Durante o evento, o subprefeito da região do Grande Coxipó, Rogério Santos de Oliveira, sugeriu medidas para reduzir as queimadas. Segundo ele, é necessário responsabilizar quem insiste em não cuidar de seus terrenos. “Todos os anos, os mesmos pontos queimam: atrás do Atacadão, na Chácara dos Médicos, na região da Santa Terezinha, do Nico Baracat. Já sabemos onde ocorrem essas queimadas. Então, por que não unir esforços entre as secretarias e a Prefeitura para notificar os proprietários e obrigá-los a fazer um aceiro mínimo de 10 metros? Se mexer no bolso, conseguiremos reduzir pelo menos 50% das queimadas urbanas este ano”, afirmou.

Para o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Portocarrero, a prevenção não pode depender exclusivamente do poder público. Ele ressaltou que a sustentabilidade exige uma mudança de cultura e de comportamento por parte da população. “Temos que avançar na cultura da sustentabilidade, e isso depende de todos: da população, dos técnicos e da Prefeitura. É nosso dever cuidar da cidade. Esta gestão tem priorizado a pauta ambiental com seriedade e avanços concretos”, declarou.

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Também participaram da ação comunitária de simulação de combate a incêndios o secretário adjunto de Relações Comunitárias, Amarildo Batista; o secretário adjunto de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges Ferreira; o secretário adjunto de Agricultura, Vicente Falcão; o diretor de Agricultura, Renildo França; e representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT).

#PraCegoVer

A foto mostra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Portocarrero durante o evento da Semana do Meio Ambiente, no Parque Jonas Pinheiro.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Regularização ambiental no campo vira oportunidade de renda para produtores rurais em São Paulo

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O Governo do Estado de São Paulo tem intensificado as ações de apoio técnico voltadas à regularização ambiental no campo, criando novas oportunidades de geração de renda para produtores rurais paulistas por meio do uso sustentável de áreas de vegetação nativa, reservas legais e áreas de preservação permanente (APPs).

A iniciativa é coordenada pela Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural (CRAR), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), e busca transformar a agenda ambiental em ferramenta de valorização da propriedade rural, preservação dos recursos naturais e fortalecimento da produção agropecuária sustentável.

Regularização ambiental pode aumentar valor da propriedade rural

Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, produtores rurais podem utilizar mecanismos previstos na legislação ambiental para explorar economicamente áreas preservadas de maneira legal e sustentável.

Entre as alternativas estão:

  • manejo sustentável da vegetação nativa;
  • implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs);
  • coleta de sementes, frutos e produtos florestais;
  • aproveitamento de madeira de árvores caídas naturalmente;
  • plantio comercial de espécies nativas.

O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo, destacou que a regularização ambiental não representa perda de produtividade para o produtor rural.

“É possível preservar, produzir e gerar renda ao mesmo tempo, com orientação técnica, segurança jurídica e proteção ambiental”, afirmou.

Sistemas Agroflorestais ganham espaço na agricultura familiar

Os agricultores familiares paulistas também podem manter atividades produtivas em Áreas de Preservação Permanente (APPs) por meio dos Sistemas Agroflorestais (SAFs), modelo que combina árvores nativas com culturas agrícolas.

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A prática vem sendo incentivada como alternativa sustentável para diversificação de renda, recuperação ambiental e aumento da resiliência das propriedades rurais.

Vegetação nativa pode gerar renda extra no campo

Outro destaque das ações da CRAR é a orientação técnica para comercialização legal de produtos oriundos da vegetação nativa.

A coleta de sementes, frutos e demais produtos florestais pode ser realizada mediante comunicação prévia aos órgãos competentes, permitindo ao produtor ampliar fontes de receita sem comprometer a preservação ambiental.

Além disso, proprietários rurais podem cadastrar áreas de plantio de espécies nativas para futura exploração comercial da madeira. Após o registro oficial, a colheita e comercialização podem ocorrer sem necessidade de autorização específica para corte, desde que respeitados os critérios legais.

São Paulo lidera regularização ambiental rural no Brasil

O Estado de São Paulo já ultrapassou a marca de 200 mil Cadastros Ambientais Rurais (CARs) validados, consolidando liderança nacional na implementação do Código Florestal Brasileiro.

Os números mostram a dimensão do avanço:

  • mais de 54 mil cadastros possuem passivo ambiental identificado;
  • área superior a 2,8 milhões de hectares abrangida;
  • mais de 111 mil hectares em processo de recomposição ambiental;
  • mais de 1.050 PRADAs compromissados no estado;
  • cerca de 20 mil hectares destinados à recomposição ambiental;
  • outros 9,9 mil hectares vinculados à compensação de Reserva Legal.
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Os Programas de Regularização Ambiental (PRAs) também avançam no estado, fortalecendo a recuperação de áreas protegidas e a segurança jurídica no campo.

Governo reforça apoio técnico gratuito ao produtor rural

A equipe técnica da Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural presta orientação gratuita aos produtores sobre:

recomposição de áreas protegidas;

  • manejo sustentável;
  • uso permitido de espécies exóticas;
  • legislação ambiental rural;
  • regularização de propriedades.

Segundo a CRAR, o objetivo é aproximar o produtor das soluções ambientais disponíveis e demonstrar que preservação e produtividade podem caminhar juntas no agro paulista.

Os interessados podem buscar atendimento técnico pelo e-mail oficial da coordenadoria: [email protected].

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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