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Safra de inverno avança lentamente no RS: canola já floresce, mas excesso de umidade freia plantio de trigo e outras culturas

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Chuvas constantes e solos encharcados têm retardado o plantio das culturas de inverno no Rio Grande do Sul. Em algumas lavouras é preciso replantar, e a operação de semeadura avança apenas quando o solo permite.

Canola

Mesmo com a necessidade de replantio em algumas áreas, as lavouras de canola já começam a florescer nas regiões onde a cultura está implantada. Na região de Santa Rosa, 84% da área prevista para canola foi semeada, com 90% das plantas em desenvolvimento vegetativo e 10% em florescimento. Em São Luiz Gonzaga, onde a canola é significativa, diversas empresas estão fomentando o cultivo para a instalação de uma unidade de beneficiamento com capacidade de 700 toneladas por dia. Em Frederico Westphalen, o cultivo de canola apresenta o maior crescimento esperado, com cerca de 60% da área prevista já plantada e desenvolvimento satisfatório. Já em Manoel Viana, na região de Bagé, aproximadamente 80% da área total de 7.300 hectares está semeada, mas muitos produtores precisaram realizar o replantio. Na safra 2024, a área cultivada com canola no RS foi de 1.331.013 hectares, com produtividade média de 2.781 kg por hectare, segundo o IBGE. A Emater/RS-Ascar está finalizando o levantamento da intenção de plantio e estimativa de produtividade para a safra 2025, que será apresentada no dia 16 de junho, em Porto Alegre, com transmissão pelo YouTube da instituição.

Trigo

O excesso de umidade no solo e as chuvas frequentes têm atrasado o plantio do trigo em várias regiões do estado, causando até erosão em algumas áreas. Estima-se que apenas 12% da área total foi implantada, enquanto os agricultores aguardam condições climáticas melhores para avançar. Na região administrativa de Ijuí, o plantio ocorreu apenas em locais onde choveu menos na semana anterior, com semeadura em solo ainda úmido, cerca de 8%. As lavouras semeadas no final de abril apresentam emergência uniforme em solos com boa infiltração da água, mas em áreas mais compactadas a emergência é irregular, com erosão e assoreamento causados pelas chuvas. Em Pelotas, o trigo está no início da semeadura, com áreas sendo preparadas e produtores negociando e adquirindo insumos para a safra.

Aveia branca

Na região de Erechim, o plantio da aveia branca foi concluído, apesar do período prolongado de alta nebulosidade e umidade, que dificultou um avanço mais rápido. Em Frederico Westphalen, cerca de 45% da área estimada está estabelecida, com as lavouras em desenvolvimento vegetativo. Nessa região, os produtores aplicam fungicidas e fazem a adubação nitrogenada em cobertura. Em Ijuí, a semeadura está avançada em pequenas áreas, totalizando cerca de 70% do previsto, apesar do solo muito úmido. As lavouras plantadas em abril apresentam desenvolvimento adequado, embora a baixa luminosidade tenha causado uma coloração verde-amarelada nas plantas.

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Cevada

O predomínio de tempo nublado e alta umidade no início de junho dificultou o andamento do plantio da cevada em diversas regiões. Em Erechim, produtores esperam que o solo seque para retomar a semeadura; a saca de 60 kg está cotada a R$ 84. Na região de Ijuí, o plantio não avançou e o índice de semeadura segue em 52%.

Culturas de verão

Na soja, restam apenas algumas lavouras para colher no estado. Produtores de alguns municípios já estão negociando dívidas com agentes financeiros e cerealistas devido à queda de produtividade da safra. A colheita do milho está praticamente concluída, restando poucas áreas que dependem de condições climáticas favoráveis. Nas áreas colhidas, é realizado manejo de entressafra com plantas de cobertura. A colheita do milho para silagem também está quase finalizada, com leve queda na produtividade, mas qualidade geral considerada satisfatória. A silagem tem sido fundamental para a alimentação dos rebanhos, devido à baixa oferta de forragens. A colheita do arroz foi encerrada e os agricultores realizam manejo de entressafra. Na região de Bagé, o tempo seco possibilitou retomar o manejo das restevas e o preparo da área para a próxima safra. Porém, a comercialização do arroz enfrenta dificuldades pela alta oferta decorrente das grandes áreas cultivadas e da boa produtividade no RS, Brasil e países do Mercosul. Os preços abaixo dos custos de produção trazem risco de redução da área plantada na próxima safra. No feijão da segunda safra, a colheita atingiu 95% em Frederico Westphalen. Em Ijuí, a colheita está em 51%, porém as plantas já amadureceram e começam a apresentar sinais de deterioração devido à demora na colheita.

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Fruticultura

Na citricultura da região de São Gabriel (Bagé), há excelente produtividade e qualidade nas variedades bergamota Ponkan e Do Céu, comercializadas a R$ 60 por caixa de 22 kg. A colheita de laranja para suco avança, com preço de R$ 80 por caixa de 25 kg. As fortes chuvas no final de maio dificultaram a colheita e o escoamento, além de favorecerem a mosca-branca em pomares que não receberam inseticidas. A recente sequência de dias secos tem permitido a continuidade dos tratos culturais e da colheita do limão, prevista para terminar em agosto.

No Vale do Caí, especialmente em Lajeado, as chuvas recuperaram a umidade do solo, mas a queda nos preços tem deixado os produtores insatisfeitos. A colheita da bergamota Caí está avançada, com 75% concluída em Montenegro e 85% em São José do Sul, onde os preços variam de R$ 20 a R$ 45 por caixa de 25 kg, dependendo do canal de venda. A sanidade geral dos pomares é considerada satisfatória, embora haja relatos pontuais de problemas com mosca-branca e podridões causadas pelo excesso de umidade.

Na região de Santa Maria, em São Vicente do Sul, a maioria dos pomares está em fase de desenvolvimento reprodutivo e maturação, com destaque para a laranja Navelina e o aumento da oferta da bergamota Ponkan. Alguns produtores já iniciaram os tratamentos de inverno para controle de cochonilha.

Em Santa Rosa, temperaturas amenas favoreceram a floração e frutificação fora de época em algumas frutíferas de primavera. Porém, houve aumento da incidência da mosca-das-frutas em laranja e bergamota, prejudicando a qualidade e causando perdas. A mosca-negra-dos-citros segue presente, mas com menor intensidade. Nos pomares de bergamota, observa-se queda de frutos devido a pragas e rachaduras causadas por variações climáticas.

Perspectivas

Apesar dos desafios climáticos, as culturas já implantadas começam a se desenvolver, e a expectativa é que o plantio acelere assim que as condições do solo melhorarem. O acompanhamento técnico da Emater/RS-Ascar e a adoção de replantios pontuais devem minimizar perdas e manter o potencial produtivo da safra de inverno no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de laranja ganha ritmo com avanço das negociações, enquanto chuvas atrasam colheita em São Paulo

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As negociações entre citricultores e a indústria de processamento da safra de laranja 2026/27 ganharam força nos últimos dias, impulsionando o mercado de citros no Brasil. De acordo com levantamentos do Cepea, as renegociações de contratos avançaram de forma mais consistente, acompanhadas pelas primeiras compras mais frequentes de frutas destinadas ao processamento industrial.

O movimento sinaliza maior dinamismo nas relações comerciais entre produtores e indústrias, em um momento estratégico para o planejamento da nova temporada.

Indústria amplia contratos e operações no mercado spot

Segundo pesquisadores do Cepea, a indústria ampliou tanto a formalização de contratos de curto prazo para a safra atual quanto as aquisições no mercado spot. Apesar do crescimento das negociações imediatas, os preços praticados nesse segmento continuam inferiores aos valores estabelecidos nos contratos previamente firmados.

Esse cenário demonstra que as indústrias buscam garantir matéria-prima para o processamento, enquanto produtores acompanham atentamente as condições de oferta antes de definir novos negócios.

Chuvas reduzem ritmo da colheita

Enquanto as negociações evoluem, as condições climáticas passaram a representar um importante desafio para a colheita da laranja.

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As chuvas registradas ao longo da semana nas principais regiões citrícolas do estado de São Paulo reduziram significativamente o ritmo das operações no campo. Além de dificultarem o acesso às áreas de produção, as precipitações podem continuar impactando os trabalhos nos próximos dias, especialmente nas localidades que receberam maiores volumes de chuva.

Oferta limitada faz produtores adiarem entregas

Outro fator que influencia o mercado é a disponibilidade restrita de frutas em condições ideais para a colheita. Conforme o Cepea, muitos produtores ainda avaliam que a parcela de laranjas aptas à colheita permanece limitada.

Diante desse cenário, parte dos citricultores tem optado por adiar tanto a colheita quanto a definição das entregas para a indústria, aguardando melhores condições climáticas e maior disponibilidade de frutos.

Perspectiva para o mercado de citros

A combinação entre avanço das negociações comerciais e limitações impostas pelo clima mantém o mercado da laranja em um momento de atenção. Caso as chuvas persistam nas principais regiões produtoras, a oferta de frutas poderá continuar restrita no curto prazo, influenciando o ritmo de abastecimento das indústrias e a evolução das negociações ao longo da safra 2026/27.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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