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Norte Pioneiro do Paraná busca ampliar número de propriedades certificadas com selo de cafés especiais

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Potencial da região e selo de Indicação Geográfica (IG)

Com cerca de 17 mil hectares cultivados e produção anual de 31 mil toneladas, o Norte Pioneiro do Paraná é referência na produção de cafés especiais reconhecidos mundialmente. A região, que conta com aproximadamente 4,8 mil cafeicultores, deseja expandir o número de propriedades habilitadas a utilizar o selo de Indicação Geográfica (IG) por Indicação de Procedência — certificação obtida em 2012 com o apoio do Sebrae/PR.

A certificação IG abrange 45 municípios e contribui para valorizar o café local, abrindo portas para novos mercados.

Incentivo e divulgação do selo

O Sebrae/PR tem promovido palestras em toda a região para mostrar as vantagens do uso da IG, como o aumento do valor agregado do produto e maiores oportunidades de exportação. O trabalho é realizado em parceria com a Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (ACENPP), que também destaca a importância do associativismo para fortalecer as propriedades, ampliar a participação em eventos nacionais e internacionais e facilitar o acesso a novos mercados.

Segundo Odemir Capello, consultor do Sebrae/PR:

“O selo diferencia o produto e agrega valor, pois representa um trabalho e uma história por trás da certificação. Antes, os produtores recebiam pela qualidade, mas não necessariamente pelo selo IG.”

Uma novidade para 2025 será o Concurso de Cafés Especiais do Norte Pioneiro, durante a Ficafé e Feira Sabores em Jacarezinho, que vai incluir a categoria “Café com IG”, incentivando a adesão ao selo.

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Associação de Cafés Especiais: apoio e expansão

A ACENPP é responsável pela certificação e promoção das propriedades que utilizam o selo IG no Norte Pioneiro. Sob a gestão do cafeicultor Jonas Aparecido da Silva, a associação busca ampliar o número de associados e intensificar a participação em feiras nacionais e internacionais. Só em 2024, a ACENPP marcou presença em seis eventos, incluindo um no Chile.

Jonas destaca que novos associados não têm custo para ingressar e os principais requisitos para usar o selo são: estar com a propriedade em conformidade social, econômica e ambiental, além de seguir o caderno de campo acompanhado por engenheiro agrônomo.

Participação feminina e valorização do trabalho

A associação tem como meta aumentar a participação feminina no setor e valorizar o trabalho das mulheres, muitas das quais já possuem suas próprias marcas de café.

Entre os benefícios de ser associado estão a participação em eventos, apoio em marketing e auxílio para a adequação da propriedade às normas do selo IG, cujo custo é acessível. As propriedades certificadas passam por auditorias anuais para renovação do selo, que é concedido conforme o lote produzido.

Experiências de produtores com o selo IG

Maristela de Fátima da Silva Souza, cafeicultora do Matão, em Tomazina, é uma das associadas que começou a usar a certificação IG em fevereiro de 2024. Ela destaca que a principal vantagem é a valorização do produto, especialmente do café torrado, que teve grande aceitação durante a ExpoLondrina, vendendo 40 pacotes em quatro dias, mesmo com preço acima da concorrência.

“Desde que começamos a usar o selo, as encomendas aumentam todo mês. O selo traz confiança ao consumidor pela garantia de qualidade”, comemora Maristela.

Crescimento na produção e incentivo à inovação

Também do Matão, o cafeicultor e diretor financeiro da ACENPP, Agnaldo Peres, é associado desde o início do projeto e acompanhou o processo de certificação das propriedades. Em sua propriedade de 10 hectares, aumentou a produção de 20 para 35 sacas bianuais por hectare, com 70% da safra composta por cafés especiais no ano passado.

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Para Peres, o selo IG e o trabalho com cafés especiais foram decisivos para continuar na atividade, mantendo a tradição familiar que já soma mais de cem anos no cultivo do café.

Qualidade reconhecida do Norte Pioneiro

O Norte Pioneiro do Paraná se destaca pela qualidade dos cafés especiais, resultado dos solos de origem vulcânica e do clima subtropical. Essas condições garantem cafés com alta doçura, equilíbrio perfeito entre acidez cítrica e corpo cremoso. Essa excelência é confirmada por premiações em concursos nacionais e internacionais.

A ampliação do uso do selo de Indicação Geográfica no Norte Pioneiro do Paraná é uma estratégia para fortalecer a cadeia produtiva do café especial na região, valorizando o produto, incentivando a inovação, e ampliando mercados com apoio do Sebrae/PR e da ACENPP.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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