AGRONEGÓCIO

Produção maior na Índia pressiona preços do açúcar nas bolsas internacionais

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Queda nos contratos futuros

Os contratos futuros de açúcar registraram queda nesta segunda-feira (2) nas principais bolsas internacionais. A pressão negativa vem das projeções de aumento na produção da Índia, que indicam maior oferta no mercado global.

Estimativa de safra na Índia

Segundo dados do Barchart, a Federação Nacional das Fábricas Cooperativas de Açúcar da Índia projeta uma safra de 35 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26. Esse volume representa um crescimento de 19% em relação à safra anterior, impulsionado pela ampliação da área plantada com cana-de-açúcar no país.

Desempenho nas bolsas internacionais

Na ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto fechou em baixa. O contrato com vencimento em julho de 2025 recuou 17 pontos, sendo negociado a 16,88 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de outubro de 2025 caiu 14 pontos, cotado a 17,09 centavos de dólar por libra-peso.

Na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco também encerrou o pregão em queda. O contrato de agosto de 2025 registrou baixa de US$ 5,20, finalizando a US$ 470,90 por tonelada. O contrato de outubro de 2025 caiu US$ 4,70, com preço de US$ 468,30 por tonelada.

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Açúcar cristal em leve alta no mercado interno

No mercado doméstico, o Indicador Cepea/Esalq da USP apontou uma leve valorização de 0,31% no preço do açúcar cristal. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 134,01.

Etanol hidratado apresenta queda

O etanol hidratado também registrou movimento de baixa. Conforme o Indicador Diário Paulínia, o preço do biocombustível caiu 0,30%, sendo comercializado pelas usinas a R$ 2.680,00 por metro cúbico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Restrição a antimicrobianos ameaça mercado de R$ 9 bilhões para proteínas animais

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O agronegócio brasileiro tem um prazo fatal de menos de 90 dias para evitar o fechamento das portas do mercado europeu e britânico. Com a oficialização de novas restrições ao uso de antimicrobianos pela União Europeia, que excluíram o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes, a partir de 3 de setembro.

O impacto econômico é significativo. Apenas em 2025, a União Europeia importou o equivalente a cerca de R$ 9 bilhões em proteínas animais brasileiras. Desse total, aproximadamente R$ 5,3 bilhões corresponderam às exportações de carne bovina e R$ 3,8 bilhões às vendas de carne de frango. Embora o bloco não esteja entre os maiores destinos em volume, é considerado um mercado estratégico por absorver produtos de maior valor agregado e remunerar melhor os exportadores brasileiros.

Além do mercado europeu, o Brasil também corre o risco de enfrentar restrições no Reino Unido. Um ofício enviado nesta semana pelo Ministério da Agricultura aos auditores fiscais federais agropecuários informou que os procedimentos adotados para atender às exigências da União Europeia também deverão ser observados para as exportações destinadas aos britânicos. As medidas abrangem carne bovina, carne de aves, carne equina, pescado, mel, ovos etc.

Segundo o documento, somente poderão ser certificados para a União Europeia e para o Reino Unido os produtos considerados elegíveis aos requisitos relacionados ao uso de antimicrobianos previstos na legislação europeia. A regra passará a valer para certificações emitidas a partir de 3 de setembro de 2026, independentemente da data de chegada da carga ao destino.

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O governo brasileiro ainda tenta reverter a decisão. No entanto, o próximo encontro do comitê técnico europeu responsável pela avaliação do tema está previsto apenas para outubro, quando as restrições já terão entrado em vigor. Integrantes do governo avaliam que a questão poderá exigir atuação política em nível mais elevado, inclusive com eventual envolvimento direto do Palácio do Planalto nas negociações com a Comissão Europeia.

Fontes ligadas às discussões classificam a medida como uma barreira comercial injustificada, especialmente após a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia, em 1º de maio. O Ministério da Agricultura afirma que o Brasil segue elevados padrões sanitários e defende o reconhecimento internacional dos controles adotados pelo país.

No ofício encaminhado aos fiscais, a área técnica da pasta determinou que os estabelecimentos habilitados para exportar aos dois mercados implementem controles auditáveis para comprovar o atendimento às exigências relacionadas aos antimicrobianos. Os procedimentos incluem rastreabilidade de animais e matérias-primas, manutenção de registros, segregação entre produtos elegíveis e não elegíveis, além de mecanismos para bloqueio de lotes que percam a condição necessária para certificação.

No caso da carne de aves, os exportadores deverão comprovar que os produtos são provenientes de animais não submetidos aos antimicrobianos proibidos pela legislação europeia. Para a carne bovina, os auditores deverão verificar certificados de transição dos lotes habilitados à exportação, além de conferir informações do Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov) e das Guias de Trânsito Animal.

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A regulamentação europeia proíbe o uso, em animais destinados à produção de alimentos exportados ao bloco, de antimicrobianos considerados essenciais para a saúde humana. A lista inclui grupos específicos de antibióticos, antivirais e antiprotozoários reservados ao tratamento de infecções em pessoas.

Segundo informações obtidas pelo governo brasileiro, o Reino Unido também solicitou que o Brasil apresente garantias formais sobre seus sistemas de controle até o dia 2 de setembro. Caso não haja avanço nas negociações, exportadores brasileiros poderão perder acesso a mercados que movimentam bilhões de reais por ano e são considerados estratégicos para as cadeias de proteína animal do país.

A decisão oficializa o entendimento já aprovado em 12 de maio pelo Comitê Permanente das Plantas, dos Animais, dos Alimentos e dos Alimentos para Animais da União Europeia. O regulamento reúne exigências anteriores e atualiza a lista de países que não apresentaram garantias consideradas suficientes para comprovar o controle do uso de antimicrobianos na produção destinada ao mercado europeu.

Fonte: Pensar Agro

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