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Mulheres finalizam curso de marketing digital oferecido pela Prefeitura de Cuiabá

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Um grupo de mulheres foi capacitado em marketing digital, por meio de curso promovido pela Secretaria Municipal da Mulher de Cuiabá, em parceria com o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial). O encerramento do curso aconteceu na terça-feira (27), na própria Secretaria, e foi marcada por emoção, incentivo ao protagonismo feminino e enfrentamento da violência.

O curso incluiu aulas práticas sobre criação de conteúdo e redes sociais, conduzidas pelo instrutor Cacildo Nascimento. Durante as atividades, foram abordadas técnicas de marketing digital e estratégias para o uso eficaz das mídias sociais. As participantes aprenderam a tornar suas postagens mais atrativas e impactantes, com foco em aprimorar o conteúdo que já produzem. A proposta foi mostrar como um simples post pode transformar a percepção sobre um produto.

Mércia de Oliveira, moradora do bairro Paiaguás, demonstrou entusiasmo com o conteúdo das aulas e sugeriu a ampliação da iniciativa: “aprendi a mexer com o Canva, fazer vídeos, vender produtos, criar ideias. Achei muito interessante. Gostaria que o curso tivesse continuidade, para avançar mais no aprendizado. Sugerimos aqui o curso de tráfego pago”.

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Durante a cerimônia de encerramento, a secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, destacou a importância da formação. “A qualificação é uma das metas que nosso prefeito nos deu: qualificar as mulheres de Cuiabá. Hoje estamos cumprindo essa missão. A Secretaria da Mulher está de portas abertas, à disposição de vocês. A vinda de vocês aqui nos traz novas ideias. Queremos sempre ser assertivos naquilo que entregamos para nossas mulheres. E isso só é possível graças à parceria com o Senac”.

Além da capacitação, as participantes foram informadas sobre as ações desenvolvidas pela Secretaria da Mulher para a proteção das vítimas de violência doméstica. “Temos uma rede de apoio em funcionamento, atendimento psicossocial e jurídico, e políticas públicas que protegem e acolhem”, pontuou Hadassah.

A secretária-adjunta da Mulher, Stefanya Paiva, reforçou o pedido para que as mulheres disseminem as informações. “Eu peço a vocês que falem da nossa Secretaria. Falem para os moradores do bairro, no local de trabalho, levem nossos cursos e ações. É uma conquista termos a primeira Secretaria da Mulher do Estado de Mato Grosso. Temos aqui outras ações, como o feirão de empregos e outros cursos disponíveis”.

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Também participou da cerimônia de encerramento a orientadora pedagógica Clara Ângela de Souza, do Senac Quantum, que destacou a importância da qualificação como ferramenta de transformação.

#PraCegoVer

A imagem mostra todas as mulheres envolvidas no curso de marketing digital realizado na Secretaria Municipal da Mulher de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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