AGRONEGÓCIO

Mulheres permissionárias do Mercado do Porto recebem qualificação

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Começou nesta segunda-feira (19) o projeto Aprenda e Empreenda, uma capacitação voltada às mulheres empreendedoras permissionárias do Mercado do Porto, promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, em parceria com o Instituto Inca (Inclusão, Cidadania e Ação).

A ação será realizada ao longo de cinco segundas-feiras consecutivas e visa fortalecer o empreendedorismo feminino por meio de orientações sobre gestão, performance nos negócios e visão de crescimento.

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Fernando Medeiros, a proposta oferece acesso gratuito a conteúdos relevantes, como uso de tecnologias, redes sociais, apresentação de produtos, atendimento a turistas e estratégias de crescimento.

“Iniciamos com mais de 50 mulheres presentes aqui hoje. Queremos fazer com que essas mulheres se tornem empresárias de sucesso e passem a enxergar todas as possibilidades que o ato de empreender proporciona”, afirmou.

O projeto, realizado também com o apoio da Secretaria da Mulher para alcançar o público-alvo, prevê consultorias individualizadas nos boxes das participantes após o ciclo de capacitações.

A secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, também acompanhou a abertura da capacitação. Ela destacou as parcerias com os demais secretários, para que cada um, dentro da sua pasta, tenha um olhar voltado para a mulher, promovendo qualificação e oportunidades.

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“Parabenizo o secretário Fernando pela iniciativa, que traz uma qualificação de primeira linha para as nossas mulheres”, destacou.

A presidente do Instituto Inca, Cybele Bussiki, também esteve presente e participou das atividades, reafirmando o compromisso da instituição com o desenvolvimento da cidadania e da inclusão por meio da capacitação profissional.

A abertura contou ainda com a presença da consultora empresarial, mentora e palestrante Ediane Dalbosco, que ministrou o primeiro encontro.

“Hoje, queremos mostrar para essas empreendedoras a força que elas têm, não só para trabalhar, mas para levantar a família e a comunidade. Vamos ajudá-las a identificar os principais pilares que um negócio precisa ter para crescer com sustentabilidade e profissionalismo”, explicou Ediane.

Durante o evento, a representante do deputado federal Dr. Leonardo, Cris Borges, destacou que a realização da ação só foi possível por meio de uma emenda parlamentar destinada pelo então deputado.

“É uma alegria ver que os recursos estão sendo bem aplicados, promovendo uma transformação real na vida dessas mulheres e fortalecendo a economia local”.

Veja a programação

  • 19/05 – 8h30
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Palestra: Empreendedorismo

Duração: 2h

  • 26/05 – 8h30

Palestra: Redes Sociais – Teoria e Prática
Duração: 3h – 1h30 de teoria + 1h30 de prática

  • 02/06 – 8h30

Palestra: Redes Sociais – Teoria e Prática
Duração: 3h – 1h30 de teoria + 1h30 de prática

  • 09/06 – 8h30

Palestra: Embelezamento dos Produtos
Duração: 3h

  • 10 a 14/06

Acompanhamento nas bancas
Com Luciana e Leticia – Agendamento prévio necessário

  • 16 a 24/06 (Lembrando 19/06 feriado)

Acompanhamento nas bancas
Com Luciana e Leticia – Agendamento prévio necessário.

#PraCegoVer

A imagem mostra a equipe de trabalho da Prefeitura de Cuiabá e Instituto Inca envolvidos na capacitação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio prioriza eficiência e retorno rápido em meio a juros altos e desaceleração do setor

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Agro adota postura mais conservadora diante de cenário de juros elevados e crédito restrito

O agronegócio brasileiro vive um momento de maior cautela na tomada de decisões de investimento. Em um ambiente marcado por juros elevados, restrição de crédito e maior incerteza econômica, empresas do setor têm priorizado projetos com retorno financeiro mais rápido e previsibilidade de resultados.

A mudança ocorre após um ciclo de forte desempenho em 2025, quando o agro teve papel relevante na expansão da economia. Para 2026, no entanto, a expectativa é de desaceleração, com impacto direto sobre margens e ritmo de investimentos.

Esse novo cenário reforça uma tendência de maior disciplina na alocação de capital, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade financeira no longo prazo.

Plano Safra revela retração em linhas de investimento e mudança no perfil do crédito rural

Dados do Plano Safra 2025/2026, divulgados pelo Ministério da Agricultura com base em informações do Banco Central, mostram que o crédito rural mantém crescimento no volume total, mas com forte retração nas linhas de investimento.

Entre os principais recuos estão:

  • Moderfrota: queda de 49%
  • Proirriga: redução de 48%
  • Inovagro: retração de 33%
  • Pronamp: queda de 34%

O movimento indica uma mudança de comportamento no campo: produtores estão priorizando o custeio da operação imediata e adiando decisões relacionadas à modernização e expansão das atividades.

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Na prática, o setor passa por uma reorganização de prioridades, com maior foco na manutenção da liquidez e menor apetite por projetos de longo prazo.

Juros altos e incerteza reduzem apetite por investimentos de longo prazo no agro

Para o economista Alexandre Schwartsman, o ambiente atual combina custo elevado de capital e menor previsibilidade, fatores que influenciam diretamente a estratégia de investimento das empresas.

“Com crédito mais caro e maior incerteza, as empresas passam a priorizar caixa e previsibilidade, reduzindo o apetite por projetos com retorno mais longo”, avalia.

Esse movimento tem levado companhias do agronegócio a revisar portfólios de projetos, elevar critérios de aprovação e reforçar análises de retorno financeiro, especialmente em iniciativas ligadas à expansão e modernização.

Eficiência operacional e tecnologia ganham protagonismo nas decisões do setor

Com maior pressão sobre resultados, cresce a prioridade por projetos voltados à eficiência operacional, redução de custos e ganho de produtividade. A lógica é clara: em um cenário de margens mais apertadas, apenas iniciativas com impacto direto no resultado ganham espaço.

Empresas que atuam na modernização de sistemas e processos, como a MIGNOW, observam aumento na participação de áreas financeiras — especialmente CFOs — na avaliação de investimentos, com foco em previsibilidade e retorno mais rápido.

Segundo o CEO da companhia, Paulo Secco, há uma mudança clara no perfil de aprovação de projetos no setor.

“O que vemos na prática é uma mudança clara de comportamento. Empresas que antes aprovavam projetos com mais flexibilidade hoje exigem retorno muito mais rápido e previsível”, afirma.

De acordo com ele, iniciativas são cada vez mais reavaliadas não pela falta de necessidade, mas pela exigência de maior visibilidade sobre impacto financeiro.

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Automação e controle de riscos se tornam estratégicos no agronegócio moderno

Além da revisão de prioridades, cresce a demanda por maior controle de prazos, custos e execução em projetos de transformação digital e operacional.

A adoção de abordagens mais estruturadas e automatizadas tem sido apontada como fator de redução de riscos e aumento de eficiência. Em projetos de atualização e conversão de sistemas, por exemplo, há casos de automação que chegam a até 97%, contribuindo para menor incidência de falhas e maior previsibilidade de resultados.

Nesse contexto, o agronegócio passa a incorporar práticas mais rigorosas de governança e gestão de projetos, alinhadas ao ambiente de maior pressão financeira.

Eficiência se torna fator central de competitividade no agro

O atual cenário reforça uma mudança estrutural no comportamento do agronegócio brasileiro. Com crédito mais caro e menor espaço para erro, a eficiência operacional, a disciplina financeira e a priorização de investimentos com retorno claro passam a ser determinantes para a competitividade do setor nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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