AGRONEGÓCIO

STOXX 600 oscila em torno da estabilidade, com ações de defesa perdendo força e pressão dos rendimentos de títulos

Publicado em

O principal índice de ações da Europa, o STOXX 600, operava próximo à estabilidade nesta terça-feira, com a perda de força das ações de defesa e a pressão crescente sobre o mercado devido ao aumento dos rendimentos dos títulos. A Capgemini, por sua vez, liderava a queda no setor de tecnologia da informação, enquanto o recente desempenho positivo das ações de defesa começava a desacelerar.

O índice STOXX 600 registrava uma leve queda de 0,02%, atingindo 555,3 pontos.

O setor aeroespacial e de defesa avançava 1,3%, impulsionado pela italiana Leonardo, que subia 2,3%, e pela sueca Saab AB, com alta de 2,5%. A britânica BAE Systems também apresentou valorização de 0,6%. Este crescimento ocorre após uma valorização de 4,6% no dia anterior, o maior aumento diário desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022. O avanço foi alimentado pela declaração da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que afirmou que proporia a isenção dos gastos com defesa dos limites fiscais da União Europeia.

Leia Também:  Cuiabá lança Centro de Referência Paralímpico e realiza o 1º Festival Paradesportivo

Enquanto isso, autoridades dos Estados Unidos e da Rússia se encontravam em Riad para as mais altas negociações entre os dois países sobre o fim da guerra na Ucrânia.

Daniela Hathorn, analista sênior de mercado da Capital.com, comentou que, após um impulso significativo, é natural que ocorra uma estabilização. “Pode haver uma realização de lucros”, afirmou.

Por outro lado, a Capgemini registrou uma queda de 9% após relatar uma redução de 2% nas vendas anuais, embora tenha superado as previsões do mercado. Esse desempenho pressionou o setor de tecnologia, que perdeu 1,1%.

Além disso, os rendimentos elevados dos títulos continuavam a pesar sobre o mercado, com os investidores prevendo um aumento na emissão de títulos europeus para financiar os gastos com defesa. Os rendimentos mais altos beneficiaram o setor bancário, que subia 0,7%.

Em Londres, o índice Financial Times subia 0,03%, alcançando 8.770 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caía 0,18%, registrando 22.757 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuava 0,09%, somando 8.181 pontos. O índice Ftse/Mib de Milão valorizava-se 0,42%, a 38.488 pontos, enquanto o Ibex-35 de Madri avançava 0,39%, alcançando 1.067 pontos. Já em Lisboa, o índice PSI20 apresentava uma leve alta de 0,08%, aos 6.628 pontos.

Leia Também:  Saúde de Cuiabá realiza ações da campanha de amamentação do "Agosto Dourado"

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

Published

on

A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

Leia Também:  Saúde de Cuiabá realiza ações da campanha de amamentação do "Agosto Dourado"

A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

Leia Também:  Oferta de Milho Aumenta com Primeira Safra, Mas Atenção Fica para a Safrinha

Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA