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Dólar cai com atenção voltada a dados do varejo, petróleo e discurso de Powell, do Fed

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O dólar opera em queda nesta quinta-feira, cotado a R$ 5,61, com o mercado atento à divulgação dos dados de vendas no varejo brasileiro em março e à queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Além disso, investidores aguardam o discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), que deve indicar possíveis rumos da política monetária dos Estados Unidos.

Desempenho do dólar e da bolsa na quarta-feira (14)

Na quarta-feira, a moeda norte-americana encerrou em alta de 0,42%, cotada a R$ 5,6324, após ajustes de mercado depois de atingir o menor patamar desde outubro do ano passado. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira (B3), recuou 0,39%, fechando aos 138.423 pontos, após ter registrado recorde histórico na terça-feira (138 mil pontos pela primeira vez).

Impacto da trégua tarifária entre China e EUA

Um dos principais impulsionadores dos mercados globais nesta semana foi a trégua tarifária entre China e Estados Unidos. As duas potências concordaram em reduzir significativamente as taxas sobre produtos importados durante 90 dias, o que aliviou tensões comerciais e influenciou positivamente os ativos financeiros.

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Dados e cotações atuais
  • Às 9h26 desta quinta-feira, o dólar caía 0,23%, cotado a R$ 5,6196.
  • Na semana, a moeda acumula queda de 0,39%, recuo de 0,79% no mês e perda de 8,86% no ano.
  • O Ibovespa inicia as operações às 10h e, na véspera, acumulou alta de 1,40% na semana, avanço de 2,48% no mês e ganho de 15,08% no ano.
Indicadores econômicos que influenciam o mercado

No Brasil, o IBGE divulgou que o volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,8% em março na comparação com fevereiro, considerando ajuste sazonal. Em relação a março de 2024 (sem ajuste), houve queda de 1%. O acumulado do ano registrou crescimento de 1,2%, e nos últimos 12 meses, alta de 3,1%.

No cenário internacional, o mercado também reage à possível aproximação de um acordo nuclear entre EUA e Irã, que pode aliviar sanções e aumentar a oferta global de petróleo, pressionando os preços para baixo.

Nos Estados Unidos, o foco está nos dados do índice de preços ao produtor de abril e nos pedidos semanais de auxílio-desemprego. Além disso, o mercado aguarda com atenção o discurso de Jerome Powell, que poderá fornecer novas diretrizes sobre a política monetária americana.

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Contexto das tensões comerciais e expectativas

Na terça-feira, o dólar sofreu grande queda após o anúncio da trégua comercial entre China e EUA, que reduziu o risco de aumento das tarifas sobre produtos importados. Essas tarifas, se mantidas, poderiam pressionar a inflação e desacelerar a economia global.

Quando o então presidente Donald Trump anunciou as primeiras tarifas recíprocas em abril, os mercados americanos enfrentaram as maiores quedas desde 2020, ano marcado pela pandemia de Covid-19.

No entanto, analistas alertam para cautela. Embora a trégua reduza as tensões, muitas tarifas ainda permanecem em vigor. Mark Williams, economista-chefe para a Ásia da Capital Economics, destaca que “esta é uma redução substancial da tensão, mas não há garantia de que a trégua de 90 dias resulte em um cessar-fogo duradouro”.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de trigo no Rio Grande do Sul deve cair em 2026 com impacto do El Niño e custos elevados

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A safra de trigo no Rio Grande do Sul deve registrar nova retração em 2026, em meio a um cenário de custos elevados, menor atratividade econômica e aumento da percepção de risco climático associado ao fenômeno El Niño. A semeadura já teve início no Estado, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para as principais cultivares.

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o cenário inicial indica redução significativa da área cultivada em relação ao ciclo anterior, com impacto direto sobre o planejamento das lavouras.

Avanço inicial do plantio ocorre com limitações de umidade

As condições de tempo seco têm favorecido operações de manejo da resteva, dessecação e preparo de solo, permitindo o avanço inicial da implantação das lavouras. No entanto, a baixa umidade do solo em diversas regiões tem dificultado a germinação e emergência das primeiras áreas semeadas, levando produtores a aguardarem chuvas mais regulares.

Na safra anterior, o Estado cultivou 1,16 milhão de hectares de trigo, com produção de 3,45 milhões de toneladas e produtividade média de 2.968 kg/ha, segundo dados do IBGE.

Fatores econômicos e climáticos pressionam decisão dos produtores

Segundo a Emater/RS-Ascar, a expectativa de redução da área está ligada a três fatores principais: custos elevados de produção, baixa rentabilidade do cereal e maior percepção de risco climático durante o inverno e a primavera.

Mesmo com esse cenário, parte dos produtores tem optado por antecipar a semeadura em áreas sem financiamento ou seguro rural, buscando posicionar fases críticas da cultura, como florescimento e enchimento de grãos, fora dos períodos de maior intensidade de chuvas da primavera.

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Regiões gaúchas apresentam comportamento desigual na safra

Na Fronteira Oeste, municípios como Manoel Viana e São Borja registram avanço lento da semeadura. Em Manoel Viana, produtores já possuem insumos e áreas preparadas, mas aguardam precipitações para melhorar a umidade do solo. Em São Borja, cresce o número de desistências do cultivo, impulsionado pela combinação entre incertezas climáticas, custos elevados e exigências de qualidade.

Na região da Campanha, produtores seguem aproveitando o tempo seco para preparo do solo, com expectativa de início mais intenso do plantio no fim de junho.

Na Serra Gaúcha, a semeadura ainda não começou. Em Caxias do Sul, o plantio deve ocorrer entre a segunda quinzena de junho e início de julho, enquanto nos Campos de Cima da Serra a concentração das atividades ocorre ao longo de julho. A estimativa regional aponta retração de aproximadamente 30% da área cultivada.

Já na regional de Frederico Westphalen, a projeção inicial indica redução próxima de 20% na área plantada.

Avanço da semeadura ainda é pontual em algumas regiões

Em Ijuí, cerca de 7% da área projetada já foi semeada. As sementes encontram-se em fase de embebição, sem emergência observada até o momento. O avanço foi favorecido pelo início do período recomendado pelo zoneamento e por melhores condições operacionais do solo, além da continuidade dos trabalhos de dessecação para controle de plantas espontâneas.

Na regional de Santa Rosa, a semeadura atinge cerca de 6% da área prevista, concentrada principalmente em lavouras sem financiamento ou cobertura de seguro rural. A expectativa de menor incidência de geadas também tem estimulado a antecipação do plantio.

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Em Soledade, a projeção é de redução superior a 30% da área cultivada, com cerca de 7% já semeada até o momento.

Mudanças estruturais e migração de culturas

O boletim da Emater destaca ainda mudanças no perfil produtivo regional. Empresas do setor energético vêm incentivando o cultivo de grãos voltados à produção de etanol, o que tem estimulado a substituição parcial do trigo destinado à indústria alimentícia.

Além disso, a baixa disponibilidade de crédito e menor acesso a sementes fiscalizadas têm levado ao aumento do uso de sementes salvas e recursos próprios, reforçando a tendência de redução da área cultivada.

Em algumas regiões, produtores também têm migrado para culturas alternativas como canola, carinata, linhaça e painço, diante da maior previsibilidade econômica dessas atividades.

Tendência de retração marca safra 2026

A combinação entre fatores climáticos, econômicos e estruturais reforça a expectativa de retração da safra de trigo no Rio Grande do Sul em 2026. Mesmo com o início do plantio dentro do período recomendado pelo ZARC, o cenário aponta para uma reconfiguração da cultura no Estado, com menor área e maior seletividade produtiva.

A evolução das chuvas nas próximas semanas e o comportamento do mercado serão determinantes para o ritmo final da semeadura e para o tamanho efetivo da safra gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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