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Minas Gerais amplia cultivo de algodão em 34%, mas seca ameaça produtividade das lavouras

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O estado registrou um expressivo aumento de 34% na área plantada com algodão, impulsionado pela expectativa de crescimento nacional da produção. No entanto, a estiagem que atinge diversas regiões mineiras coloca em risco o rendimento das lavouras de sequeiro e acende o alerta entre os produtores.

Crescimento da área plantada no estado acompanha tendência nacional

De acordo com o Relatório de Safra da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), publicado em março, o algodão ocupará nesta temporada 2,14 milhões de hectares em todo o país, com produção estimada em 3,95 milhões de toneladas — um aumento de 6,8% em relação à safra anterior. Essa alta está diretamente relacionada à expansão da área plantada em estados como Minas Gerais, onde o crescimento foi de 34%.

Estiagem preocupa e pode reduzir a produtividade

Apesar da maior área cultivada, o clima seco registrado em várias regiões mineiras deve impactar negativamente a produtividade. Segundo Licio Pena de Sairre, diretor-executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), a produção regional ainda pode crescer em torno de 25%, mas o rendimento por hectare tende a ser inferior ao registrado no ano passado.

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“Há uma expansão no plantio e, consequentemente, uma produção muito maior, mas em termos de produtividade, a tendência é ficar menor do que no ano passado, quando Minas se destacou entre as maiores do Brasil. Este ano, devido ao fenômeno climático, teremos redução”, explicou o dirigente.

Ampliação da área plantada como estratégia contra perdas

A Abrapa já havia antecipado a possibilidade de perdas por seca, o que permitiu que os produtores adotassem estratégias para mitigar os impactos climáticos. Uma das principais medidas foi justamente o aumento da área plantada, buscando compensar a redução esperada na produtividade com um volume maior de lavouras em produção.

Tecnologia e boas práticas são aliadas do produtor

Diante das incertezas climáticas, os produtores mineiros têm reforçado o investimento em tecnologia agrícola e manejo eficiente como principais ferramentas para manter a competitividade da cotonicultura.

“Quando o produtor opta por incluir o algodão no seu sistema produtivo, o nível tecnológico sobe. Ele deve estar atento às tecnologias disponíveis no mercado, como as sementes transgênicas tolerantes e resistentes a nematoides, e variedades que demonstram maior resiliência à seca — algo que precisa estar no centro das discussões daqui para frente”, defende Licio Pena.

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Minas Gerais aposta em inovação para manter competitividade

Mesmo diante das adversidades, a cotonicultura em Minas Gerais continua firme na busca por inovação e adoção das melhores práticas agronômicas, com o objetivo de garantir o abastecimento das indústrias têxteis no Brasil e no exterior. A resiliência dos produtores e o uso de tecnologias de ponta são, cada vez mais, diferenciais fundamentais para o futuro sustentável da cadeia do algodão no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudo aponta variação de até 77% nos preços dos biodefensivos e alerta para perdas por subdosagem no campo

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A crescente adoção de biodefensivos na agricultura brasileira tem ampliado as alternativas de manejo para os produtores, mas também traz novos desafios relacionados à tomada de decisão e à rentabilidade das operações. Um estudo inédito realizado pelo Aegro Insights revelou diferenças de até 77% nos preços de biodefensivos comercializados no país, além de identificar elevados índices de subdosagem nas aplicações, fator que pode comprometer a eficiência do controle de pragas e doenças.

O levantamento analisou os 20 biodefensivos mais utilizados nas fazendas brasileiras durante a safra 2025/26 e constatou que produtos formulados com o mesmo agente biológico podem apresentar diferenças significativas de preço, dependendo da marca, do canal de comercialização e da estratégia de posicionamento adotada pelos fabricantes.

Canal de compra influencia diretamente o custo dos biodefensivos

De acordo com a pesquisa, a escolha do local de compra exerce forte impacto sobre o custo final dos insumos biológicos. A comparação entre aquisições realizadas diretamente com fabricantes, cooperativas e revendas mostrou variações que chegaram a 77% para um mesmo produto.

Em negociações de maior volume, a compra direta junto ao fabricante pode reduzir o valor por litro em até 60%, representando uma oportunidade importante para otimização dos custos de produção.

O estudo também identificou diferenças relevantes em produtos formulados com o agente biológico Bacillus velezensis. Nesse grupo, os custos variaram entre R$ 31 e R$ 50 por hectare, evidenciando a necessidade de avaliação criteriosa das características técnicas de cada solução antes da aquisição.

Segundo os especialistas da Aegro, é fundamental que o produtor compreenda as particularidades das cepas utilizadas, a concentração dos microrganismos e os resultados agronômicos comprovados para determinar se o investimento adicional realmente gera retorno econômico.

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Subdosagem compromete eficiência e aumenta riscos no manejo

Outro ponto de atenção identificado pelo levantamento foi a elevada incidência de aplicações abaixo da dose recomendada pelos fabricantes.

Entre os casos analisados, 90% das aplicações do produto Trichodermil Super SC ocorreram em níveis inferiores à dose mínima indicada em bula. Enquanto a recomendação técnica varia entre 0,8 e 1,0 litro por hectare, a dose mediana observada nas propriedades avaliadas foi de apenas 0,10 litro por hectare.

De acordo com Mauricio Schneider, CEO da Aegro, a prática pode reduzir significativamente o desempenho esperado dos biodefensivos.

“A aplicação abaixo da dose recomendada compromete o nível de controle que o produto foi desenvolvido para oferecer, reduzindo sua eficiência e prejudicando os resultados esperados no campo”, destaca o executivo.

Mercado de biológicos vive fase de amadurecimento

O estudo aponta que o mercado brasileiro de produtos biológicos passa por um processo acelerado de expansão e profissionalização.

Nos últimos anos, o setor registrou aumento da capacidade produtiva, ampliação do portfólio disponível, ganhos de escala industrial e maior competitividade entre fabricantes. Esse movimento tem contribuído para a redução dos custos por hectare e para o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas ao manejo sustentável.

Por outro lado, a ampliação da oferta também torna o processo de escolha mais complexo para os produtores, exigindo análises mais detalhadas sobre desempenho, custo-benefício e adequação operacional.

Segundo Schneider, a utilização de dados técnicos confiáveis é essencial para garantir que os investimentos em biológicos gerem valor efetivo dentro da propriedade.

Cepas públicas e proprietárias exigem análise técnica

Os biodefensivos são desenvolvidos a partir de agentes biológicos específicos, conhecidos como cepas.

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As chamadas cepas públicas podem ser utilizadas por diferentes fabricantes e possuem ampla base científica, geralmente oferecendo custos mais competitivos. Já as cepas proprietárias são exclusivas de determinadas empresas e podem apresentar diferenciais tecnológicos que justifiquem preços mais elevados.

No entanto, especialistas alertam que essas vantagens devem estar respaldadas por evidências agronômicas consistentes, obtidas por meio de pesquisas independentes ou publicações técnicas reconhecidas.

Antes da compra, os produtores devem avaliar fatores como identificação do agente biológico, concentração do produto, dose recomendada, compatibilidade com misturas, facilidade operacional e janela de aplicação.

Também é importante comparar os custos por hectare dos biológicos com alternativas químicas disponíveis, considerando não apenas o investimento direto, mas também benefícios relacionados à sustentabilidade, redução de resíduos e manejo da resistência de pragas e doenças.

Dados reais ajudam a orientar decisões no campo

O levantamento foi desenvolvido a partir da análise estatística de notas fiscais reais de produtores rurais, com informações anonimizadas e consolidadas pela plataforma Aegro.

Segundo a empresa, novos estudos deverão ser divulgados nos próximos meses, ampliando o uso de inteligência de dados para apoiar a gestão das propriedades rurais.

A iniciativa integra as atividades do Aegro Insights, divisão de inteligência de mercado criada para transformar informações operacionais de milhares de hectares em conhecimento estratégico voltado à tomada de decisão.

Com base em dados concretos do campo, a ferramenta busca oferecer aos produtores maior previsibilidade na compra de insumos, planejamento das operações e gestão financeira das atividades agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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