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Mercado de Arroz Encerra Abril com Queda nos Preços e Expectativa de Estabilidade

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Demanda Restrita e Oferta Limitada

O mercado brasileiro de arroz segue enfrentando um cenário de relativa estabilidade, refletindo a falta de dinamismo no setor, com preços sem grandes variações e sem sinais claros de mudança no curto prazo. Essa situação é explicada pela combinação de uma demanda pontual e restrita oferta, além de um ambiente externo pouco favorável, segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira. Embora o mercado tenha se mantido estável ao longo de abril, o acumulado do mês ainda registrou uma queda nos preços.

Desempenho no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor de arroz, a queda nos preços foi gradual durante o mês, seguida de uma leve recuperação nos últimos dias. “Embora tenha ocorrido uma pressão nos preços, é possível perceber que eles encontraram algum suporte, ainda que de forma limitada”, observa Oliveira. Esse movimento demonstra uma tentativa de estabilização após as quedas anteriores.

Exportações e Competição Internacional

O enfraquecimento das exportações é um dos principais fatores que explicam a falta de um impulso mais consistente no mercado de arroz. Segundo Oliveira, abril deve encerrar com um déficit superior a 10 mil toneladas (base casca), reflexo não apenas do menor apetite do mercado externo, mas também da crescente concorrência de outros países produtores. Argentina e Paraguai, por exemplo, têm oferecido preços mais atrativos, desviando a atenção de tradings brasileiras. Além disso, os preços do arroz nos Estados Unidos também seguem em uma trajetória de queda acentuada, o que agrava o cenário.

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Cenário Interno: Demanda Doméstica Limitada

No mercado interno, embora haja indicadores positivos nas saídas de arroz beneficiado do Rio Grande do Sul e preços mais acessíveis ao consumidor final, a esperada reação da demanda doméstica ainda não se concretizou. “A resistência por parte dos compradores, tanto no varejo quanto na indústria, tem dificultado uma recuperação mais significativa dos preços, mantendo o mercado preso a uma faixa de oscilação limitada”, afirma o consultor.

Preços em Equilíbrio com Perspectivas de Estabilidade

Em um cenário de sobreoferta e demanda limitada, o atual equilíbrio de preços no mercado de arroz deve ser interpretado com cautela. A falta de impulsionadores claros, seja em termos logísticos (como gargalos em secagem e armazenagem), climáticos (impactos sobre a produtividade e qualidade) ou comerciais (movimentos de importação e exportação), sugere que o mercado deve continuar com liquidez restrita e os agentes atuando de maneira conservadora.

Fechamento de Abril e Comparativo de Preços

A média de preços da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) fechou o dia 30 de abril em R$ 76,78, apresentando uma queda de 0,45% em relação à semana anterior. Em comparação ao mesmo período do mês anterior, o recuo foi de 2,51%. Já em relação ao ano de 2024, a desvalorização chegou a 28,3%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol gera economia bilionária e reduz impacto da alta da gasolina no Brasil

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O etanol voltou a desempenhar papel estratégico no mercado de combustíveis brasileiro em março de 2026, ajudando a conter os efeitos da alta da gasolina. Em um cenário de volatilidade no mercado internacional de petróleo, o biocombustível se manteve estável nas bombas, gerando uma economia superior a R$ 2,5 bilhões para os consumidores e para o país.

Etanol segura preços enquanto gasolina avança

Durante o mês de março, a gasolina registrou alta significativa, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. O preço médio passou de R$ 6,30 para R$ 6,78 por litro.

Em contraste, o etanol hidratado apresentou variação muito mais moderada, saindo de R$ 4,61 para R$ 4,70 por litro no mesmo período. Esse comportamento garantiu maior competitividade ao biocombustível frente à gasolina.

Na primeira semana de abril, a paridade entre os combustíveis ficou em 69,3%, abaixo do limite técnico de 73%, considerado o ponto de equilíbrio para vantagem econômica do etanol, reforçando sua atratividade para o consumidor.

Fatores estruturais explicam diferença de comportamento

A diferença no desempenho dos preços entre gasolina e etanol está ligada a fatores estruturais do mercado.

Enquanto a gasolina foi pressionada por custos ao longo da cadeia, mesmo sem reajustes nas refinarias, o etanol permaneceu sustentado pela oferta doméstica e pelas expectativas de uma safra recorde em 2026.

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No nível do produtor, o preço do etanol apresentou leve recuo ao longo de março, passando de R$ 2,94 para R$ 2,89 por litro em São Paulo, contribuindo para a estabilidade nas bombas.

Redução das importações reforça impacto econômico

Além de aliviar os preços ao consumidor, o etanol também teve papel relevante na balança energética do país.

Sem a oferta do biocombustível, o Brasil teria necessidade de importar aproximadamente 2,3 bilhões de litros de gasolina apenas em março. Esse volume representaria um custo adicional superior a R$ 2,2 bilhões.

Ao somar a economia direta nas bombas com o custo evitado das importações, o impacto total positivo ultrapassa R$ 2,5 bilhões no mês.

Políticas públicas fortalecem o setor de biocombustíveis

O desempenho do etanol é resultado de uma estratégia de longo prazo no setor energético brasileiro. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), políticas públicas adotadas ao longo das últimas décadas foram fundamentais para garantir a competitividade do biocombustível.

Entre as iniciativas destacadas estão:

  • Ampliação da mistura obrigatória de etanol na gasolina;
  • Programa Combustível do Futuro;
  • Programa MOVER;
  • Fortalecimento do RenovaBio.
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Essas medidas contribuíram para o aumento da capacidade produtiva e para a consolidação de uma cadeia robusta no país.

Setor chega a 2026 com safra recorde e maior resiliência

De acordo com a avaliação da UNICA, o Brasil alcança 2026 com uma estrutura produtiva mais sólida e preparada para enfrentar cenários de instabilidade internacional.

O presidente-executivo da entidade, Evandro Gussi, destaca que a proteção ao consumidor é fruto de decisões estratégicas adotadas ao longo do tempo.

Segundo ele, a estabilidade do etanol frente à alta da gasolina demonstra a importância de políticas consistentes e de uma cadeia produtiva fortalecida, capaz de responder rapidamente a choques externos.

Etanol se consolida como aliado do consumidor e da economia

O desempenho do etanol em março reforça seu papel como um dos principais instrumentos de equilíbrio no mercado de combustíveis brasileiro.

Além de oferecer alternativa mais econômica ao consumidor, o biocombustível contribui para reduzir a dependência de importações e mitigar os impactos da volatilidade do petróleo, consolidando-se como elemento-chave na estratégia energética nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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