AGRONEGÓCIO

Nova Solução Nanotecnológica Combate Mosca-branca em Tomateiros com 90% Menos Pesticida

Publicado em

A produção brasileira de tomate, que tem se destacado no mercado internacional com um expressivo aumento nas exportações e no valor de produção desde 2018, enfrenta um desafio crescente no controle de pragas. O cultivo de tomateiro, conhecido pela sua alta sensibilidade, sofre constantemente com a infestação de pragas como a Mosca-branca (Bemisia tabaci), um inseto transmissor de viroses que compromete seriamente a saúde das plantas. Com isso, o combate à praga representa uma das maiores despesas para os produtores, chegando a consumir até 30% do custo de produção, o que impacta diretamente a lucratividade e os preços dos produtos para os consumidores.

Buscando soluções que aliam inovação e sustentabilidade para os produtores, pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro), em parceria com cientistas dos Estados Unidos, desenvolveram uma tecnologia avançada para o controle da Mosca-branca. A solução consiste no uso de nanotecnologia, combinando a proteína biodegradável zeína com o ingrediente ativo ciantraniliprol (CNAP), resultando em uma formulação que possibilita a redução do uso de pesticidas em até 90%, sem perder eficácia.

Leia Também:  Nematoides Avançam e Exigem Gestão Estratégica nas Principais Lavouras Brasileiras

Essa tecnologia, baseada em um nanocarreador de zeína, tem a capacidade de potencializar a ação do ciantraniliprol, mantendo a mortalidade dos insetos mesmo com doses reduzidas — apenas 1/10 da quantidade tradicionalmente utilizada. Os resultados das pesquisas demonstraram que a aplicação do nanocarregador zeína nos tomateiros promove o controle da Mosca-branca de forma eficiente, enquanto reduz significativamente a quantidade de produtos químicos necessários.

De acordo com Leonardo Fracetto, coordenador do INCT NanoAgro, a escolha do ciantraniliprol como ingrediente ativo se deu pela sua comprovada eficácia no controle de Bemisia tabaci, enquanto a zeína foi selecionada por seu potencial comprovado em formulações nanotecnológicas para controle de insetos. “O nanoinseticida desenvolvido com a plataforma zeína e CNAP tem um grande potencial para controlar a Mosca-branca em doses reduzidas e é seguro para as plantas de tomate”, afirma Fracetto. Ele também destaca que essa pesquisa contribui para a redução da carga ambiental associada ao uso de agroquímicos, sem comprometer a eficácia dos métodos convencionais.

Este avanço representa um importante passo para a agricultura sustentável, com a promessa de melhorar a produtividade dos tomates e reduzir os custos de produção, ao mesmo tempo em que minimiza o impacto ambiental do uso de pesticidas.

Leia Também:  Exportações de soja impulsionam alta nos fretes e pressionam logística no Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Cuiabá reúne lideranças para debater plano de redução de riscos em comunidades vulneráveis

Published

on

Com foco na prevenção de desastres e no planejamento urbano, a Prefeitura de Cuiabá realizou, nesta terça-feira (28), um encontro com lideranças comunitárias para discutir a construção do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). A reunião ocorreu no auditório da Secretaria Municipal de Educação (SME) e integra a etapa inicial de validação das áreas prioritárias a serem trabalhadas pelo projeto.

A iniciativa faz parte de uma política pública articulada entre o município, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades. O objetivo é identificar, mapear e propor medidas para reduzir riscos em áreas vulneráveis a desastres, como deslizamentos, inundações e queimadas.

O professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFMT e coordenador geral do PMRR, Hugo Kamiya Tsutsui, destacou o papel da universidade na execução técnica do projeto e a necessidade de validação junto à população.

“Estamos consolidando a primeira etapa, que é a validação das áreas definidas pela equipe técnica e pelo comitê gestor. A participação das lideranças é essencial para identificar pontos que podem não ter sido mapeados inicialmente”, afirmou.

Leia Também:  Agronegócio mineiro exportou 13,2 milhões de toneladas até outubro

Segundo o coordenador, a próxima fase envolve o diagnóstico detalhado das áreas, com uso de tecnologia para levantamento de dados.

“Vamos realizar sobrevoos com drones para mapear essas regiões e, a partir disso, classificar os níveis de risco. Isso permitirá definir quais intervenções são necessárias”, explicou.

O prazo para conclusão do plano é dezembro deste ano, quando o documento deverá ser apresentado e validado em audiência pública. A partir dessa etapa, caberá à gestão municipal a implementação das ações propostas.

O diretor técnico da Defesa Civil de Cuiabá, o capitão Marcelo Cerqueira, ressaltou o papel do órgão no acompanhamento das atividades de campo e na articulação com as comunidades.

“A Defesa Civil atua junto à equipe técnica nas visitas aos bairros e mantém diálogo com lideranças locais para facilitar o acesso às áreas. Esse trabalho conjunto é fundamental para identificar riscos e orientar medidas preventivas”, disse.

Já a representante da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, a engenheira ambiental Bruna Gonçalves Aquino enfatizou o impacto do plano na organização territorial da cidade.

Leia Também:  Capim-Coloninho: Um Desafio Para os Produtores de Arroz

“O plano é um estudo técnico aprofundado que abrange todo o território urbano. Ele vai contribuir para organizar o crescimento da cidade e promover melhorias nas condições de moradia, com mais segurança e qualidade de vida”, comentou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA