AGRONEGÓCIO

Capim-Coloninho: Um Desafio Para os Produtores de Arroz

Publicado em

O controle de plantas daninhas continua a ser um grande desafio para os produtores de arroz, exigindo uma abordagem cuidadosa que envolva a identificação precisa das espécies invasoras, a escolha do momento ideal para o manejo e a seleção de métodos eficazes. Entre as espécies mais problemáticas, destaca-se o capim-coloninho (Echinochloa colona), cuja rápida propagação e resistência a diferentes condições de solo têm gerado preocupação no setor.

Características e Comportamento do Capim-Coloninho

O capim-coloninho é uma planta herbácea de ciclo anual, com crescimento ereto e ausência de pilosidades. Sua principal característica é a alta capacidade de formar touceiras, o que a torna especialmente problemática em lavouras de arroz irrigado ou áreas de sequeiro. Embora seja mais comum em solos úmidos e inundados, a planta também consegue se adaptar a ambientes mais secos. Além disso, o capim-coloninho atua como hospedeira do nematoide Meloidogyne incognita, o “nematoide das galhas”, o que aumenta o risco de danos às lavouras.

Estratégias de Controle: Manejo Integrado e Uso de Herbicidas

Especialistas sugerem que, para controlar a infestação de capim-coloninho, seja adotada uma estratégia de manejo integrado. Entre os métodos mais eficazes, os herbicidas se destacam, sendo os mais recomendados para o combate à planta: cialofope, quizalofop, clomazone, glifosato, imazapic, trifluralina, flourfiroxifen e oxadiazon. Essas opções, segundo o agrônomo Henrique Fabrício Plácido, são essenciais para o controle da espécie e a manutenção da produtividade nas lavouras.

Leia Também:  Prefeitura inicia instalação das lâmpadas de LED pelo programa MT Iluminado

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Published

on

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Leia Também:  Touro Antonione é destaque do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Leia Também:  Prefeitura inicia instalação das lâmpadas de LED pelo programa MT Iluminado

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA