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Touro Antonione é destaque do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro

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O touro Antonione FIV Cabo Verde, da bateria da ABS, assumiu a liderança do 32º grupo do teste de progênie do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro (PNMGL), um feito significativo para a raça. O resultado, divulgado durante a Expozebu, foi celebrado pela Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL) e pela Embrapa, mostrando o potencial do reprodutor, que alcançou mais de 150 mil doses de sêmen comercializadas. Antonione se consolidou como um dos touros mais importantes para a raça, com um PTA Leite de 936 kg.

Marcello Mamedes, Gerente de Mercado e Contas-Chave Leite da ABS, ressalta a relevância dessa conquista. “Nos últimos 10 meses, Antonione vendeu, em média, 2 mil doses de sêmen por mês. Pouquíssimos touros do Gir Leiteiro atingem esse nível de produção e comercialização. Antonione comprovou seu valor na era genômica, com filhas que apresentam alta produção de leite, excelente capacidade corporal e úberes impressionantes”, destaca Mamedes.

Antonione é fruto da seleção da Fazenda São José do Can Can, em Minas Gerais, conhecida por sua linhagem de excelência. Rodrigo Coelho, representante da fazenda, comenta sobre a trajetória do touro: “Meu avô adquiriu a consagrada doadora Fábrica FIV de Brasília, que deu origem ao Antonione. Ele já tem um filho em teste de progênie, o Gil FIV Cabo Verde, que também apresenta ótimos resultados. Temos filhas do Antonione paridas, com excelente produção de leite e qualidade de úbere”.

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A comprovada genética de Antonione também foi elogiada por Tatiane Drummond Tetzner, da São José do Can Can, que destaca a reputação do reprodutor. “Antonione é líder absoluto do primeiro grupo de touros genômicos e agora está comprovado no teste de progênie. Sua família é de alta qualidade, com membros como sua irmã Mora FIV Cabo Verde, que possui altas lactações aferidas”, afirma Tetzner.

A parceria da Fazenda São José do Can Can com a Ganaderia La Cruz e o Rancho San Gabriel, ambos na Colômbia, reforça a importância de Antonione. Durante a Expozebu, onde uma maquete do touro foi inaugurada, os parceiros comemoraram o sucesso. “Estamos muito felizes com mais esse resultado, confirmando a importância desse touro. Foi uma parceria importante e um triunfo para a produção de leite na Colômbia”, declarou Liderman Cardenas, da Ganaderia La Cruz.

Para Gabriela Pacheco Diaz, do Rancho San Gabriel, o desempenho de Antonione é uma “grata realidade”. Ela afirma que o touro é uma referência e que o sucesso do programa de melhoramento tem sido um ponto de orgulho para todos envolvidos.

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Para mais informações sobre Antonione, incluindo doses de sêmen convencional e genética sexada Sexcel, os interessados podem visitar o site da ABS no link http://touros.abspecplan.com.br/antonione.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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