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Parceria entre PCDF e CBMDF salvou duas vidas no incêndio da OAB Nacional

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Parceria entre PCDF e CBMDF salvou duas vidas no incêndio da OAB Nacional
Caio Barbieri

Parceria entre PCDF e CBMDF salvou duas vidas no incêndio da OAB Nacional

Após um incêndio de grandes proporções atingiu o prédio do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil ( OAB ), no Setor de Autarquias Sul, em Brasília, as equipes de emergência, compostas pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e pela Polícia Civil ( PCDF ), realizaram uma operação que reforçou a eficácia da colaboração entre as duas forças de segurança em situações de emergência.

A ação conjunta foi necessária, já que a aeronave dos Bombeiros estava em manutenção e, por isso, a equipe aérea da PCDF foi acionada para o resgate de dois civis que fugiram das chamas na cobertura do prédio assinado por Oscar Niemeyer. Dois policiais e dois bombeiros participaram da ação de salvamento.

De acordo com uma nota divulgada pelo Corpo de Bombeiros, duas vítimas foram resgatadas do terraço do edifício com a ajuda da aeronave da Polícia Civil, que foi acionada após ser contatado que o helicóptero dos bombeiros estava “baixada”, que é o mesmo que “em manutenção”.

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De acordo com o resgate, as vítimas apresentavam apenas sinais de inalação de fumaça e foram encaminhadas para unidades de atendimento para uma avaliação mais detalhada. Um terceiro indivíduo foi transportado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com ferimentos nos pés, resultado do pânico e da fuga apressada durante o incêndio. Felizmente, ninguém sofreu ferimentos graves.

Segundo informações da assessoria do Conselho Federal da OAB, o prédio abrigava cinco pessoas no momento do incêndio, todas foram evacuadas com segurança.

O presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti lamentou o incidente em uma nota oficial. “Lamentavelmente, um incêndio teve início devido a um acidente nas obras de melhorias no prédio. As equipes de bombeiros já estão no local e trabalhando para extinguir os focos de incêndio. O mais importante é que todos os colaboradores estão seguros e não há risco de ferimentos graves”, escreveu.

A OAB/DF também expressou seu apoio e solidariedade aos envolvidos e destacou a importância da resposta rápida das equipes de emergência.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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