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Tecnologia em descompactadores amplia eficiência no preparo do solo em diferentes condições

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A Piccin Equipamentos participa da Tecnoshow Comigo, que acontece entre os dias 7 e 11 de abril, em Rio Verde (GO), com um portfólio de tecnologias voltadas ao preparo de solo, etapa fundamental para o sucesso das lavouras. A empresa leva à feira soluções avançadas que visam elevar a produtividade agrícola e reduzir desperdícios, atendendo às diferentes realidades do campo.

Goiás, que registrou um recorde histórico na safra 2024/25, com 33,7 milhões de toneladas de grãos — um crescimento de 11,4% em relação à temporada anterior — tem se destacado como o quarto maior produtor nacional. A soja lidera a produção, com 18,7 milhões de toneladas, seguida pelo milho, que atingiu 12,7 milhões de toneladas, um aumento de 12,7% frente ao ciclo anterior. Esses números refletem, em grande parte, os investimentos em tecnologia por parte dos agricultores do estado, especialmente no preparo do solo.

Descompactadores para diferentes necessidades

Entre os destaques que a Piccin apresentará na Tecnoshow está o Advanced Flex, modelo da linha de descompactadores desenvolvido para romper camadas compactadas do solo, favorecendo maior infiltração de água e o desenvolvimento radicular das plantas. “É uma solução fundamental para melhorar a estrutura do solo e o desempenho das culturas”, afirma Marco Gobesso, engenheiro agrônomo e head de marketing da empresa.

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A Piccin também levará ao evento o Descompactador Advanced Mod BT, projetado para atender às mais diversas condições de solo, oferecendo robustez e modularidade para uma operação eficiente e adaptável às demandas do campo.

Distribuição de fertilizantes com alta precisão

Outro equipamento que será exposto é o Master Truck 25000, desenvolvido para ser acoplado ao chassi de caminhões. O modelo se destaca pela alta capacidade de carga, potência e distribuição homogênea de fertilizantes, permitindo maior precisão no manejo e eliminando paradas operacionais indesejadas.

O estande da empresa também apresentará os modernos distribuidores da linha Master, como o Master DH BI S e DH BI S INOX, reconhecidos pela versatilidade na aplicação uniforme de fertilizantes e corretivos. “Eles garantem precisão e eficiência, mesmo em condições variadas de campo”, complementa Gobesso.

Para grandes áreas, a Piccin recomenda o Master 17000, que alia alta capacidade com redução de custos logísticos, otimizando o tempo de operação. Já o Master DH S e o DH S INOX reforçam o compromisso da empresa com durabilidade e resistência à corrosão, sendo ideais para a aplicação de diferentes tipos de fertilizantes.

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“Nosso objetivo é entregar soluções que aumentem a produtividade no campo, sempre com a inovação e a qualidade que marcam os mais de 60 anos da Piccin no setor”, finaliza Gobesso.

A força da Tecnoshow Comigo

Organizada pela cooperativa Comigo, a Tecnoshow é uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil. O evento reúne expositores, produtores e especialistas para apresentar inovações tecnológicas voltadas ao agronegócio. Na edição anterior, a feira movimentou R$ 9,34 bilhões em negócios e recebeu mais de 135 mil visitantes, consolidando-se como um ponto de encontro essencial para o desenvolvimento do setor. Com foco em tecnologia, sustentabilidade e intercâmbio de conhecimento, a Tecnoshow segue impulsionando a modernização do campo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produto Interno Bruto da agropecuária cresceu 0,7% no primeiro trimestre de 2026

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O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária iniciou o ano de 2026 em crescimento, registrando uma leve alta de 0,7% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação aos três últimos meses de 2025, o avanço do setor foi de 2,0%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29.05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que o PIB total do País cresceu 1,8% na comparação anual e 1,1% frente ao trimestre anterior.

Apesar do ritmo moderado na comparação interanual, o resultado é classificado como positivo por entidades do setor, dado que ocorre sobre uma base comparativa recorde do ano anterior. De acordo com o Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a safra passada foi excelente, o que torna o avanço de 0,7% um desempenho expressivo que ajuda a sustentar o resultado econômico nacional.

Integrando a leitura do cenário macroeconômico, o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto) destaca que o acompanhamento de longo prazo reflete melhor a realidade do campo. “A análise da variação anual é a mais pertinente, em função das sazonalidades existentes na produção agropecuária”, afirma.

Segundo Rezende, “embora o conflito no Oriente Médio tenha afetado o setor e gerado um resultado inicialmente mais fraco em termos de expectativas, o saldo final foi muito mais positivo do que negativo para o agronegócio brasileiro, já que o setor ainda impulsionou os resultados neste trimestre”.

“O agro vive muito de ciclos. Lá atrás, você tinha um ciclo muito favorável, e acho que isso explica boa parte do resultado do ano passado. Agora, o que a gente observa no agro tem a ver com ciclos e cenários externos. Mas também há um ponto interessante: às vezes temos impactos negativos do clima e, em outras, positivos. No caso deste ano, o impacto foi mais positivo”, explica o presidente.

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Safrinha

De acordo com a análise de especialistas, o PIB do setor ainda deve contar com impactos positivos vindos da soja no segundo trimestre, mas o milho segunda safra desponta como um limitador para os próximos resultados. A avaliação da consultoria indica que será difícil registrar crescimentos fortes no PIB da agropecuária ao longo do ano, com o milho safrinha pressionando o desempenho principalmente na segunda metade de 2026.

A colheita da segunda safra de milho já começou sob a expectativa de redução na oferta. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que a produção do cereal deve alcançar 108,4 milhões de toneladas na segunda safra, volume 4,2% menor do que o registrado no ciclo 2024/25. A falta de chuvas afetou severamente a produtividade no Estado de Goiás, e problemas pontuais em menor proporção são observados em Minas Gerais e São Paulo.

Além do milho, analistas do setor privado citam o algodão e a cana-de-açúcar como pontos de atenção para os próximos meses. No primeiro trimestre, o crescimento anual foi sustentado pela soja — que registrou novo recorde de 4,8% na estimativa anual de produção — e pelo segmento de carnes, além de contribuições do café arábica, beneficiado pela bienalidade positiva, e do cacau. Na outra ponta, as principais retrações foram registradas na batata inglesa, no arroz (-10,6%) e no milho (-2,5%).

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Juros

O início de ano positivo ocorre em um momento em que a agropecuária começa a sentir com maior intensidade o peso da taxa Selic elevada. Economistas da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV) avaliam que o custo do crédito tende a desacelerar o ritmo de produção nos próximos meses, período em que o clima se tornará uma variável crítica.

A CNA projeta que os resultados do segundo e do terceiro trimestres fiquem próximos da margem, podendo oscilar levemente para cima ou para baixo devido à base comparativa elevada de 2025. Contudo, o grande ponto de interrogação reside no fechamento do ano. A coordenação técnica da entidade alerta que há dúvidas sobre como o fenômeno climático El Niño vai se refletir na safra de inverno, tornando o clima a principal incógnita do setor.

Petróleo e gás

Diferentemente do observado em períodos anteriores, a agropecuária não deve figurar como o principal motor do PIB brasileiro neste ano. Estimativas do Núcleo Econômico da CNA indicam que o protagonismo do crescimento em 2026 deve ser assumido pelos setores de petróleo e gás, do ponto de vista da produção.

O prolongamento dos conflitos no Oriente Médio elevou os preços internacionais do barril de petróleo, levando a indústria extrativa nacional a intensificar o ritmo de atividade. Como o Brasil exporta petróleo bruto e importa subprodutos como diesel e gasolina, a valorização da commodity no mercado internacional deve fazer com que a Petrobras mantenha a produção em patamares elevados, gerando reflexos estatísticos positivos sobre o PIB ao longo de todo o ano.

Fonte: Pensar Agro

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