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Produtores Brasileiros Participam de Série de Eventos para Combater Doenças na Safra de Soja 2024/25

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Com a expectativa de uma safra recorde de soja para 2024/25, produtores de diversas regiões do Brasil estão se mobilizando para enfrentar desafios no controle de doenças, especialmente a ferrugem asiática e a mancha-alvo. Para apoiar essa missão, a ADAMA, integrante de uma das maiores holdings do agronegócio global, promove a “Arena Fungicidas”, uma série de eventos que percorrerá 30 cidades brasileiras nos próximos dois meses, reunindo cerca de 1.800 agricultores em busca de soluções eficazes para o manejo fitossanitário.

A iniciativa chega em um momento estratégico para a agricultura nacional, já que as projeções indicam uma produção superior a 160 milhões de toneladas de soja na próxima safra. No entanto, o controle eficiente de doenças será essencial para garantir a produtividade e a qualidade dos grãos.

“O atual cenário demanda uma atenção ainda maior dos produtores. Doenças foliares, como a Cercospora e a Septoria, estão se tornando mais relevantes no início do ciclo, mas os maiores desafios permanecem sendo a ferrugem asiática e a mancha-alvo”, explica Eduardo Martinez, engenheiro agrônomo e gerente de produto (fungicidas) da ADAMA. “Com a Arena Fungicidas, proporcionaremos um espaço de diálogo direto entre produtores e especialistas, onde os agricultores poderão compartilhar suas dúvidas e experiências”, destaca.

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Manejo Regionalizado e Soluções Customizadas

Os eventos, que acontecerão de Norte a Sul do país entre setembro e outubro, levarão em consideração as particularidades regionais do manejo de doenças. “No Cerrado, a mancha-alvo continua sendo uma grande preocupação, especialmente no sistema de produção soja/algodão. Já no Sul, o maior desafio é a ferrugem asiática, que pode causar perdas significativas se não for controlada adequadamente”, afirma Martinez.

Cada edição da Arena Fungicidas reunirá aproximadamente 60 participantes, criando um ambiente ideal para discussões detalhadas e personalizadas. “Nosso objetivo é estar ao lado do agricultor no início dessa nova safra, reafirmando nosso compromisso de escutar o campo, entender suas dificuldades e oferecer soluções de alta performance”, reforça o engenheiro agrônomo.

Além de apresentar as mais recentes inovações técnicas para o controle de doenças, a Arena Fungicidas também trará um panorama da última safra de soja, permitindo que os produtores se preparem melhor para os desafios futuros. “Queremos mostrar aos nossos clientes a importância de um manejo eficiente, utilizando ferramentas tecnológicas de ponta e formulações de alta qualidade”, conclui Martinez.

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Com essa abordagem, a ADAMA visa contribuir para o fortalecimento da produtividade e da competitividade dos produtores brasileiros, mesmo diante dos crescentes desafios fitossanitários.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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