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Prefeitura de Cuiabá capacita servidores para licitações e compras diretas

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A Prefeitura de Cuiabá capacitou 80 servidores da área de licitações municipais e da Diretoria Administrativa Financeira (DAF) sobre o cadastro e a condução da dispensa eletrônica na plataforma BLL Compras, ferramenta essencial para as contratações do município.

Segundo Evandro Marcus Paiva Machado, secretário-adjunto especial de licitações e contratos, a iniciativa oferece mais transparência e segurança aos profissionais envolvidos. A plataforma será utilizada para as compras diretas de baixo valor, atualmente realizadas de forma distinta por cada secretaria. Com o treinamento, a administração municipal espera que a BLL Compras se torne padrão, garantindo maior controle, publicidade e regularidade, além de evitar que o processo se restrinja ao mercado local.

“Esse sistema permitirá maior fiscalização das contas públicas, seja pelo TCE ou pelo Ministério Público, e evitará o fracionamento das compras. Haverá controle unificado, garantindo segurança ao servidor responsável e ao secretário que autoriza, além de respaldo técnico por meio de parecer referencial da PGM”, afirmou Evandro.

A capacitação foi ministrada por Jocelino Soares de Amorim, com formação em Tecnologia da Informação e pós-graduação em gestão pública. A servidora Myrtes de Oliveira Jordão, coordenadora de contratos e projetos da Secretaria da Mulher, classificou a qualificação como uma experiência positiva.

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“A plataforma é prática e o suporte é excelente, sempre há alguém disponível para orientar na inserção de dados, tornando o processo mais simples. Além disso, por ser público, isso traz grande valor para todos. Para o DAF (Diretoria Administrativa Financeira), facilita bastante, pois o processo inclui apenas o termo de referência e os orçamentos. O suporte contínuo facilita as publicações de maneira tranquila. Tive uma experiência excelente”, relatou Myrtes.

O treinamento aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de Educação, com apoio da secretária-adjunta de gestão administrativa, Jessika Nayara Silva Oliveira. Ela destacou a importância do compromisso da gestão com a transparência e a eficiência dos processos.

“Nós, da Educação, estamos felizes em participar desse processo e estamos abertos a novas iniciativas, pois queremos colaborar para o sucesso de toda a administração”, afirmou Jessika.

A Secretaria Adjunta Especial de Licitações e Contratos programou outros treinamentos ao longo do ano, com uma nova capacitação agendada para o início de maio, continuando o trabalho de qualificação dos servidores responsáveis pela elaboração de termos de referência e toda a documentação necessária para contratações dentro da legalidade.

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#PraCegoVer

A imagem mostra os servidores da área de licitações no auditório da Secretaria Municipal de Educação durante o curso.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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