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Produção de café arábica no Brasil deve sofrer forte queda em 2025, aponta Rabobank

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A safra de café arábica do Brasil em 2025/26 deve apresentar uma “redução significativa” em relação ao ciclo anterior, conforme aponta um relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Rabobank. Segundo o banco, o clima quente e seco registrado no ano passado comprometeu o pegamento da florada, afetando negativamente o potencial produtivo das lavouras.

Após uma expedição técnica por regiões cafeeiras, a instituição destacou que a safra deve ficar abaixo das expectativas iniciais. Embora as chuvas tenham retornado em outubro, novas adversidades climáticas foram registradas entre fevereiro e parte de março, o que reforça o cenário de queda na produção.

Por outro lado, apesar dos desafios climáticos em Rondônia, a produção brasileira de café canéfora (robusta e conilon) deverá crescer na safra 2025/26, conforme projeção do Rabobank.

Na temporada anterior, o Brasil colheu 67,1 milhões de sacas de 60 kg de café, sendo 44,1 milhões de sacas de arábica e o restante de canéforas, de acordo com cálculos do banco.

Outras culturas também enfrentam desafios climáticos

O relatório também destaca que as condições climáticas adversas estão impactando a próxima safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul, cujo início oficial ocorre em 1º de abril. A estimativa de moagem para 2025/26 é de 595 milhões de toneladas, um volume inferior aos 617,3 milhões de toneladas acumulados na safra atual até meados de março.

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Em relação ao milho, cuja produção total depende do desempenho da segunda safra, o Rabobank projeta uma colheita de 126 milhões de toneladas em 2025/26, representando um aumento de 3 milhões de toneladas na comparação anual.

Já para a soja, cuja colheita está em fase final, o banco estima uma produção recorde de 170 milhões de toneladas, volume 15 milhões de toneladas superior ao da temporada passada, que foi impactada por condições climáticas adversas.

Mercado de fertilizantes caminha para recorde histórico

Outro ponto abordado no relatório é a conjuntura do mercado de fertilizantes. O Rabobank observa que os produtores de grãos estão operando com margens mais apertadas após um período de “bonança” que se estendeu até 2023. No entanto, a demanda por insumos segue em alta, com destaque para o fósforo.

Apesar da elevação dos custos, o banco projeta um aumento de 2% nas entregas de fertilizantes no Brasil em 2025, totalizando 46,6 milhões de toneladas, o que representaria um recorde histórico, conforme dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Em 2024, as entregas encerraram o ano com uma leve retração de 0,5% em relação ao ano anterior, somando 45,6 milhões de toneladas.

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“Apesar da alta nos custos com fertilizantes, devemos observar um aumento nas entregas ao consumidor final”, aponta o relatório, ressaltando que as perspectivas para o mercado de grãos permanecem favoráveis. O documento também prevê um aquecimento nas compras de fertilizantes ao longo do segundo trimestre de 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol amplia queda no Brasil e pressão aumenta sobre preços em São Paulo

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O mercado brasileiro de etanol encerrou mais uma semana em queda, reforçando o movimento de desvalorização observado desde abril. Dados do Cepea/Esalq mostram que os preços do etanol hidratado e anidro recuaram no período entre 4 e 8 de maio, pressionados pelo avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul e pelo aumento gradual da oferta no mercado interno.

O etanol hidratado combustível foi negociado a R$ 2,2704 por litro no indicador semanal, registrando retração de 1,96% em relação à semana anterior. O desempenho confirma o cenário de mercado mais ofertado e consumo ainda moderado, limitando a sustentação dos preços.

Já o etanol anidro também apresentou queda significativa no período. O indicador semanal fechou cotado a R$ 2,6015 por litro, com recuo de 3,49%, acompanhando o ajuste observado no setor de biocombustíveis.

Paulínia mantém movimento de baixa no início de maio

No mercado paulista, referência importante para o setor sucroenergético, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.365,50 por metro cúbico na sexta-feira (8), registrando desvalorização diária de 0,61%.

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Com o novo recuo, o indicador acumula queda de 1,68% neste início de maio, mantendo o viés negativo das negociações.

Segundo agentes do setor, a combinação entre maior disponibilidade de produto e ritmo mais lento da demanda segue pressionando as cotações. Além disso, o avanço da moagem de cana nas usinas do Centro-Sul amplia a expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas.

Mercado segue com baixa liquidez

O mercado de etanol também continua operando com baixa liquidez, cenário que contribui para a manutenção da pressão baixista sobre os preços.

A expectativa do setor agora se concentra no comportamento da demanda doméstica e na evolução da safra 2025/26, fatores que devem seguir determinando o ritmo das negociações ao longo de maio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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