AGRONEGÓCIO

Ibovespa cai com pressão de Petrobras e bancos, enquanto Ásia dispara com rali de tecnologia e IA

Publicado em

Os mercados financeiros globais iniciaram a semana em clima de cautela e volatilidade, refletindo uma combinação de fatores econômicos, geopolíticos e corporativos. Enquanto o Ibovespa opera em queda superior a 1% nesta segunda-feira (11), pressionado principalmente por ações da Petrobras e do setor bancário, as bolsas asiáticas avançaram impulsionadas pelo forte desempenho das empresas de tecnologia e inteligência artificial na China.

No cenário internacional, os investidores seguem atentos à trajetória dos juros nos Estados Unidos, à força do mercado de trabalho americano, ao comportamento do petróleo e aos desdobramentos das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Ibovespa recua com pressão de Petrobras e bancos

A bolsa brasileira iniciou o pregão desta segunda-feira em baixa, refletindo o movimento de realização de lucros e o ambiente externo mais cauteloso.

O Ibovespa recua mais de 1% nas primeiras negociações, com destaque negativo para as ações da Petrobras (PETR4), afetadas pela volatilidade dos preços internacionais do petróleo. O setor financeiro também pesa sobre o índice, especialmente os papéis do Bradesco (BBDC4), após sinalizações mais conservadoras relacionadas ao crédito e ao ambiente macroeconômico.

O mercado doméstico também monitora o fluxo de capital estrangeiro e a temporada de balanços corporativos, fatores que seguem determinando o humor dos investidores.

Analistas avaliam que a bolsa brasileira passa por um movimento de acomodação após recentes tentativas de recuperação, em meio ao cenário internacional ainda instável.

Wall Street fecha em alta após dados fortes dos EUA

Nos Estados Unidos, as bolsas encerraram a última sessão em território positivo, sustentadas por indicadores mais fortes do mercado de trabalho americano.

Leia Também:  Brasil precisa investir R$ 15 bilhões em armazenamento para acabar com estoques a céu aberto

O índice Dow Jones teve leve alta de 0,02%, enquanto o S&P 500 avançou 0,83%. O destaque ficou com o Nasdaq Composite, referência para empresas de tecnologia, que subiu 1,71%, impulsionado principalmente pelas gigantes do setor de tecnologia e inteligência artificial.

Os dados econômicos reforçaram a percepção de resiliência da economia americana, embora também tenham aumentado as apostas de que o Federal Reserve poderá manter os juros elevados por mais tempo.

Europa fecha no vermelho com temor sobre juros e tensões geopolíticas

Na Europa, o movimento foi oposto ao observado em Wall Street. As principais bolsas do continente encerraram o pregão em queda, pressionadas pela perspectiva de juros altos nos Estados Unidos e pelas preocupações envolvendo os conflitos no Oriente Médio.

O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,7%, aos 612 pontos.

Entre os principais mercados da região:

  • Londres caiu 0,43%;
  • Frankfurt recuou 1,32%;
  • Paris perdeu 1,09%.

O ambiente de aversão ao risco afetou especialmente setores mais sensíveis ao cenário macroeconômico e ao custo do crédito.

China lidera ganhos globais com forte rali de IA e semicondutores

Na Ásia, os mercados registraram forte desempenho positivo, liderados pelas bolsas chinesas, que atingiram máximas históricas impulsionadas pelo setor de tecnologia.

O índice de Xangai avançou 1,08%, alcançando o maior nível desde junho de 2015. Já o CSI300, que reúne as maiores empresas negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 1,64%, atingindo a máxima em mais de quatro anos.

O movimento foi sustentado principalmente pelo forte rali das empresas ligadas à inteligência artificial e semicondutores.

Leia Também:  Bolsas globais sobem com inflação abaixo do esperado e expectativa de cortes de juros

O índice de semicondutores do CSI disparou 6,3%, renovando recordes históricos. Já o índice de inteligência artificial do CSI avançou 3,2%, enquanto o setor de tecnologia da informação teve alta de 4,4%.

Além do entusiasmo com IA, os investidores também reagiram positivamente à recuperação das exportações chinesas em abril. A demanda por componentes tecnológicos aumentou diante da corrida global por infraestrutura de inteligência artificial e da antecipação de compras em meio às tensões envolvendo o Irã.

Bolsas asiáticas fecham majoritariamente em alta

Confira o fechamento dos principais mercados da Ásia nesta segunda-feira:

  • Tóquio (Nikkei): -0,47%, aos 62.417 pontos;
  • Hong Kong (Hang Seng): +0,05%, aos 26.406 pontos;
  • Xangai (SSEC): +1,08%, aos 4.225 pontos;
  • CSI300: +1,64%, aos 4.951 pontos;
  • Seul (Kospi): +4,32%, aos 7.822 pontos;
  • Taiwan (Taiex): +0,45%, aos 41.790 pontos;
  • Singapura (Straits Times): +0,42%, aos 4.942 pontos;
  • Sydney (S&P/ASX 200): -0,49%, aos 8.701 pontos.
Mercado segue atento ao petróleo, juros e fluxo estrangeiro

O comportamento das commodities, especialmente do petróleo, segue no radar dos investidores globais e influencia diretamente mercados emergentes como o Brasil.

Além disso, o mercado acompanha de perto:

  • a política monetária do Federal Reserve;
  • o desempenho da economia chinesa;
  • o avanço da inteligência artificial no setor corporativo;
  • os conflitos geopolíticos no Oriente Médio;
  • e o fluxo de investidores estrangeiros nas bolsas globais.

A expectativa é de manutenção da volatilidade ao longo da semana, principalmente diante da agenda econômica internacional e da divulgação de novos resultados corporativos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Feijão sobe no Brasil com oferta limitada e atraso na colheita no Paraná

Published

on

Os preços do feijão seguem firmes no mercado brasileiro neste início de maio, impulsionados pela menor oferta do grão e pelo atraso na colheita da segunda safra no Paraná, principal estado produtor do país. Segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, as cotações do feijão carioca e do feijão preto avançaram nas principais regiões acompanhadas pelo centro de pesquisas.

De acordo com os pesquisadores, o desenvolvimento mais tardio das lavouras paranaenses e as chuvas irregulares registradas nas últimas semanas reduziram o ritmo das colheitas, mantendo limitada a disponibilidade de produto no mercado. Esse cenário tem reforçado a sustentação dos preços, especialmente diante da demanda ativa por lotes de melhor qualidade.

Além da oferta enxuta, novas revisões para baixo nas projeções da safra 2025/26 do Paraná aumentaram a atenção dos agentes do setor. O mercado também monitora as condições climáticas na região Sul, principalmente com a aproximação de uma frente fria, fator que pode impactar ainda mais o andamento das atividades no campo.

Leia Também:  Queda nos Contratos Futuros de Açúcar Reflete Desvalorização do Real

No caso do feijão carioca, os preços permanecem em trajetória de alta, embora o volume de negociações siga moderado. Segundo o Cepea, compradores e vendedores adotaram postura cautelosa diante das cotações mais elevadas e da incerteza sobre a entrada mais consistente da nova oferta.

Já o feijão preto ganhou maior destaque no mercado interno, com aumento do interesse comprador e maior procura por grãos da segunda safra. A demanda aquecida e a oferta restrita contribuíram para a valorização do produto nas últimas semanas.

O cenário reforça a expectativa de manutenção da firmeza dos preços no curto prazo, especialmente enquanto a colheita no Paraná continuar avançando lentamente e a disponibilidade permanecer limitada nas regiões produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA