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Aprosoja MT Intensifica Ações para Regularização de Imóveis Rurais na Faixa de Fronteira

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem intensificado suas iniciativas para orientar os produtores rurais sobre a ratificação do registro de imóveis situados na faixa de fronteira, que abrange uma área de até 150 km da divisa do Brasil com a Bolívia. Com o prazo para a ratificação dos títulos se encerrando em outubro de 2025, a entidade lançou uma cartilha explicativa, promoveu uma live com especialista no assunto e segue disseminando informações por meio de suas redes sociais, núcleos regionais e canal de atendimento direto ao produtor.

Segundo Diego Bertuol, diretor administrativo da Aprosoja MT e coordenador da Comissão de Política Agrícola, a mobilização visa assegurar que os produtores não sejam surpreendidos pela perda da titularidade de suas propriedades. “A Aprosoja Mato Grosso utiliza os meios de comunicação da entidade para garantir que a informação chegue aos produtores, permitindo que aqueles com essa pendência busquem as orientações necessárias sem precisar sair de suas propriedades”, explicou.

Durante a live, a Dra. Rosângela Poloni, registradora do Primeiro Ofício de Porto Esperidião e especialista em direito notarial e registral, detalhou o passo a passo do processo de ratificação. Ela alertou sobre os riscos de não cumprir os prazos e requisitos legais e ressaltou a importância da regularização para o desenvolvimento das regiões de fronteira. “É fundamental que os produtores compreendam a necessidade da ratificação para manter a regularidade documental. Eles devem buscar os cartórios de registro de imóveis para obter informações sobre os documentos necessários e garantir a averbação da ratificação”, afirmou Dra. Rosângela.

Diego Bertuol reforçou que a Aprosoja MT está à disposição para oferecer apoio aos associados que tenham dúvidas. “Temos uma equipe capacitada na Comissão de Política Agrícola, além do Canal do Produtor, que atende por telefone. Nosso objetivo é orientar os produtores e fornecer as ferramentas necessárias para que não corram o risco de perder suas terras por falta de regularização”, afirmou.

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A Comissão de Política Agrícola é uma das frentes mais importantes da Aprosoja MT, desempenhando papel fundamental na elaboração de políticas públicas e na interlocução entre o governo e as entidades do setor. “Com nossos 32 núcleos regionais, conseguimos captar as demandas da base e levá-las ao debate técnico e político”, completou Bertuol.

Apesar das ações da entidade, produtores têm relatado dificuldades para iniciar e concluir o processo de ratificação. Em Comodoro, município localizado na faixa de fronteira, o produtor Marco Sebben destacou que a falta de informações sobre o processo é um dos principais obstáculos. “A dificuldade é a falta de conhecimento, tanto por parte dos produtores quanto dos profissionais de cartório. A forma como o processo deve ser realizado ainda não é clara, mas alguns escritórios jurídicos já estão conseguindo avançar e obter bons resultados”, explicou.

Marco, que também atua como delegado coordenador do Núcleo do Vale do Guaporé da Aprosoja MT, reforçou a importância de divulgar o tema entre os produtores. “É essencial que os produtores busquem informações com suas assessorias jurídicas e administrativas para evitar surpresas. A Aprosoja MT tem desempenhado um papel importante na divulgação, mas cada produtor deve se informar adequadamente para não arriscar perder suas terras e enfrentar maiores problemas”, alertou.

Outro produtor da região, Paulo Adriano, contou que conseguiu ratificar as matrículas de algumas de suas propriedades, mas reconheceu que o processo é complexo. “Foi necessário contratar assessoria jurídica e técnica para realizar o procedimento, que envolve a interação com os cartórios e a elaboração de atas notariais. Embora o processo não seja impossível, ele demanda tempo e custos”, explicou. Paulo também alertou para os riscos de não regularizar as propriedades antes do fim do prazo. “Recomendamos que todos os produtores iniciem o processo imediatamente, com ou sem prorrogação do prazo, para evitar colocar em risco o patrimônio de gerações de famílias na posse dessas terras”, sugeriu.

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A Aprosoja MT reforça que a ratificação dos títulos é obrigatória para propriedades que tiveram origem em alienações ou concessões feitas pelos estados, com exceção das que já foram ratificadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Para imóveis com até 15 módulos fiscais, o processo é mais simples, mas para aqueles acima desse limite, é necessário georreferenciamento e diversos documentos técnicos e jurídicos. Imóveis com mais de 2.500 hectares exigem a aprovação do Congresso Nacional, mas até o momento não há definição sobre a ratificação desses imóveis.

A Aprosoja MT também protocolou, no dia 31 de março, um documento junto à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso Nacional, solicitando a prorrogação do prazo para a ratificação e a definição dos procedimentos para imóveis acima de 2.500 hectares.

A entidade alerta que imóveis não ratificados poderão ser incorporados ao patrimônio da União, o que acarretaria a perda do título e da segurança jurídica. Para evitar esses riscos, a Aprosoja MT recomenda que os produtores procurem o cartório de sua região e iniciem imediatamente o processo de regularização. As dúvidas podem ser esclarecidas pelo Canal do Produtor: (65) 3027-8100.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Farelo e óleo de soja: demanda global sustenta mercado, mas excesso de oferta pressiona preços no segundo semestre

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O mercado de farelo e óleo de soja atravessa um momento de contrastes em 2026. Enquanto o óleo segue sustentado pela crescente demanda do setor energético e dos programas globais de biocombustíveis, o farelo enfrenta um ambiente mais desafiador, marcado pelo aumento da produção mundial e pela ampliação da concorrência internacional.

A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal de junho, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que analisa as perspectivas para o complexo soja diante do avanço do esmagamento global e do crescimento da oferta dos principais países produtores.

Óleo de soja lidera valorização impulsionado por biocombustíveis

O óleo de soja foi o principal destaque do complexo soja ao longo de maio. As cotações internacionais avançaram fortemente em Chicago, impulsionadas pela valorização do petróleo e pela expectativa de ampliação dos mandatos de biodiesel em importantes mercados consumidores.

Entre os fatores que sustentaram o movimento estão a adoção da mistura B50 na Indonésia e as discussões sobre a implementação do B15 na Malásia, iniciativas que reforçam a demanda estrutural pelo derivado.

Mesmo com a correção observada no fim do mês, após a queda do petróleo diante das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, o óleo encerrou maio com valorização média de 8,3%, consolidando-se como o produto de melhor desempenho dentro do complexo soja.

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Farelo encontra resistência diante da ampla oferta global

Em sentido oposto, o farelo de soja apresentou desempenho mais moderado. Apesar de registrar leve valorização no mercado internacional, o produto continua enfrentando pressão decorrente do aumento da oferta mundial.

A expansão do esmagamento na América do Sul, especialmente no Brasil e na Argentina, ampliou significativamente a disponibilidade do insumo para alimentação animal, limitando ganhos mais expressivos nos preços.

No mercado brasileiro, a situação foi ainda mais evidente. Em Mato Grosso, principal polo de processamento do país, os preços recuaram diante da combinação entre oferta abundante e valorização do real frente ao dólar.

Exportações seguem em ritmo acelerado

Apesar da pressão sobre os preços, o comércio exterior continua sendo um importante suporte para o setor.

As exportações brasileiras de farelo de soja cresceram 4,6% no acumulado de 2026 até maio, enquanto os embarques de óleo registraram expansão expressiva de 40,9% no mesmo período.

O desempenho reflete a combinação entre maior processamento doméstico, disponibilidade de produto e demanda internacional consistente, especialmente de compradores da Ásia e da Europa.

Segundo o Itaú BBA, o mercado internacional continua absorvendo volumes relevantes, contribuindo para o escoamento da produção brasileira.

Segundo semestre deve ter mais oferta e preços menores

As projeções para a safra 2026/27 indicam continuidade da expansão da produção global de derivados de soja.

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O aumento do esmagamento nos Estados Unidos, Brasil e Argentina deverá elevar ainda mais a oferta de farelo, criando um ambiente de maior competição entre exportadores e pressionando os preços internacionais.

A expectativa é que a Argentina, tradicional líder mundial nas exportações de farelo, amplie gradualmente seus embarques nos próximos meses, aumentando a concorrência direta com o produto brasileiro e reduzindo os prêmios de exportação.

Já para o óleo de soja, o cenário permanece relativamente mais favorável. O crescimento da demanda por biocombustíveis continua oferecendo suporte estrutural ao mercado, embora a volatilidade dos preços do petróleo siga sendo um fator relevante para as cotações.

Mercado acompanha equilíbrio entre energia e alimentos

O relatório destaca que o comportamento do complexo soja nos próximos meses dependerá do equilíbrio entre a crescente demanda energética e o aumento da oferta agrícola global.

Enquanto o óleo tende a permanecer sustentado pelos programas de transição energética e expansão do biodiesel, o farelo deverá enfrentar um ambiente mais competitivo, exigindo atenção dos produtores e indústrias quanto às estratégias de comercialização.

Com produção recorde prevista para os principais países exportadores e estoques globais confortáveis, a tendência para o segundo semestre é de um mercado abastecido, com preços mais pressionados, especialmente para o farelo de soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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