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Conselho Municipal de Turismo reúne representantes do setor público e privado

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O Conselho Municipal de Turismo de Cuiabá (COMTUR) realizou, na terça-feira (25), uma reunião para discutir as ações estratégicas da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico (SMTur).

O encontro contou com a grande presença de representantes de diversos segmentos, como bares e restaurantes, hotelaria, guias de turismo, agências de viagens e empresas de eventos, que apresentaram sugestões para impulsionar a economia e o turismo local.

Além da apresentação de um relatório com panorama detalhado das ações realizadas, foram debatidas as estratégias de integração e a necessidade urgente de revitalização dos espaços turísticos.

Outro ponto discutido foi a parceria com a iniciativa privada para atrair novos eventos culturais e turísticos para a cidade. O programa “Viva Cuiabá” foi um dos destaques da reunião, com a Feira Cuiab’Art e a ampliação do horário de funcionamento do Aquário Municipal e do Museu do Rio aos finais de semana, das 9h às 18h (terça e quarta) e das 9h às 22h (quinta a domingo).

Também foram abordados os desafios para garantir a manutenção dos pontos turísticos, como o Aquário Municipal e o Mercado do Porto, ambos com obras em andamento. Além disso, discutiu-se a inclusão de orçamento para o aquário e para a recuperação de patrimônios históricos.

A questão financeira também foi pauta, com destaque para a situação de contratos pendentes de pagamento e a falta de transparência na prestação de contas da gestão anterior, o que dificulta a continuidade dos serviços essenciais.

O presidente do COMTUR, Fernando Medeiros, enfatizou a importância do Conselho como um espaço de transparência e cooperação entre os setores público e privado. “Esse diálogo permite que todos os envolvidos no turismo participem ativamente da gestão e das decisões que impactam o desenvolvimento da área”, afirmou.

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Medeiros ressaltou que essa interação contínua favorece ajustes e aprimoramentos nas estratégias adotadas. “A troca de ideias, sugestões e críticas cria um ciclo de melhoria contínua, fortalecendo o setor e beneficiando toda a economia local”, concluiu.

O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), Omar Lins Canavarros Júnior, elogiou a participação ativa dos segmentos na reunião. “Tivemos um encontro prestigiado, com representantes de diversas áreas contribuindo com ideias para o crescimento do turismo na cidade. Essas reuniões são fundamentais para a expansão do turismo em Cuiabá”, afirmou.

Já o presidente da seccional da ABBTUR Mato Grosso, Alex Vieira de Deus, destacou a qualificação da equipe técnica da SMTur e defendeu a valorização dos profissionais da área. “É gratificante ver uma equipe preparada e comprometida. Esperamos que mais prefeituras sigam o exemplo de Cuiabá, inserindo bacharéis em turismo e turismólogos nos primeiros escalões da administração pública”, pontuou.

O representante do setor hoteleiro, Luis Carlos Oliveira Nigro, ex-secretário de Estado de Turismo, expressou sua confiança na equipe da atual gestão, destacando a competência do time liderado pelo secretário Fernando Medeiros. “Entendemos que lidar com o setor público não é tarefa fácil, mas sempre acreditei na capacidade da equipe. Fiquei muito feliz e motivado ao participar de uma reunião tão positiva como essa. Você nos encheu de orgulho e renovou nossa esperança para o novo momento do turismo em Cuiabá”.

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Fernando Quaresma, conselheiro da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) Seccional Mato Grosso e membro suplente do Contur, ressaltou a importância dos esclarecimentos sobre o orçamento e verbas públicas, que trouxeram maior transparência no uso dos recursos. “A proposta de convocar o conselho periodicamente para promover ideias e sugestões foi bem recebida. A reunião, com a presença de representantes do setor público e privado, foi muito produtiva. O secretário Fernando Medeiros foi assertivo em suas colocações, destacando ações já em andamento e outras previstas, o que nos traz grande otimismo para o futuro do turismo”.

As reuniões do COMTUR acontecem bimestralmente e visam fortalecer o turismo em Cuiabá, promovendo ações integradas para consolidar a cidade como um destino estratégico no cenário nacional.

Também participaram a secretária do COMTUR, Silvana Abdalla, a gerente Geral do Hotel Intercity, Liliane Alcântara e os secretários municipais Nivaldo de Almeida Carvalho Junior (Planejamento), Johnny Everson (Cultura) e Sebastião Caetano Belem (Secretário Adjunto de Projetos da Secretaria de Obras de Cuiabá).

#PraCegoVer

A imagem mostra o presidente do COMTUR, Fernando Medeiros, em reunião com representantes de diversos segmentos, como bares e restaurantes, hotelaria, guias de turismo, agências de viagens e empresas de eventos em uma ampla mesa de reuniões no Salão Nobre da Prefeitura de Cuiabá. Abaixo, há uma galeria de fotos que mostra os momentos da reunião.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Compra de sementes de soja desacelera no Brasil diante de custos elevados, crédito restrito e incertezas para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de sementes de soja atravessa um momento de cautela e menor ritmo de comercialização para a safra 2026/27. Em meio ao aumento dos custos de produção, restrições no crédito rural e incertezas geopolíticas, produtores têm adiado as decisões de compra, pressionando a indústria sementeira e ampliando a preocupação do setor.

Responsável por movimentar mais de R$ 30 bilhões por ano no Brasil, o segmento de sementes de soja vive um cenário marcado por prudência nas negociações e dificuldade para projetar o próximo ciclo agrícola.

Durante o Encontro Nacional dos Produtores de Sementes de Soja (Enssoja), realizado nesta semana em Foz do Iguaçu (PR), representantes da cadeia produtiva destacaram que a combinação entre margens mais apertadas e alta dos custos de insumos tem provocado atraso na comercialização.

Guerra no Oriente Médio eleva preocupação com custos

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass), André Schwening, o cenário internacional tem aumentado a insegurança do produtor rural, especialmente diante dos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os fertilizantes e outros insumos agrícolas.

De acordo com o dirigente, o ambiente de incerteza geopolítica acaba reduzindo o ritmo das negociações e levando o agricultor a postergar investimentos para a próxima safra.

Apesar disso, Schwening avalia que ainda é cedo para projetar o desempenho definitivo da temporada 2026/27.

O executivo lembra que a safra passada foi marcada por condições climáticas extremamente favoráveis, tanto para a produção de grãos quanto para sementes, o que resultou em ampla oferta no mercado e pressionou o equilíbrio entre oferta e demanda.

A expectativa agora é de um cenário mais ajustado para o próximo ciclo.

Área de soja deve se manter estável no Brasil

Estimativas apresentadas pela Agroconsult durante o Enssoja indicam que a área cultivada com soja no Brasil deverá permanecer em aproximadamente 49 milhões de hectares na safra 2026/27.

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Embora o avanço territorial da cultura tenha desacelerado nos últimos anos, representantes do setor acreditam que ainda existe potencial de expansão, principalmente em áreas de pastagens.

No entanto, esse crescimento dependerá diretamente de fatores como rentabilidade do produtor, demanda internacional e estabilidade econômica global.

Clima reduz oferta de sementes e pressiona mercado

Além das dificuldades econômicas, o clima também tem impactado a disponibilidade de sementes para a próxima temporada.

Segundo a Abrass, o excesso de chuvas durante o período de colheita, especialmente no Cerrado brasileiro, afetou a qualidade das sementes produzidas e reduziu parte da oferta disponível no mercado.

O problema atinge tanto a indústria de sementes certificadas quanto a produção de sementes salvas, prática legal utilizada por muitos produtores rurais.

A avaliação do setor é de que a infraestrutura mais limitada para produção de sementes próprias torna esse segmento ainda mais vulnerável aos problemas climáticos registrados na última safra.

Crédito restrito desacelera comercialização

A restrição ao crédito rural aparece entre os principais fatores que explicam a lentidão nas negociações.

Na sementeira Ouro Verde, tradicional produtora de sementes em Minas Gerais, o ritmo de vendas está abaixo do observado em anos anteriores para o mesmo período.

Segundo o diretor-executivo da empresa, Guilherme Piva, o aumento expressivo nos preços dos fertilizantes e defensivos agrícolas ampliou a cautela do produtor quanto ao tamanho do investimento na próxima safra.

A empresa, que possui capacidade para processar cerca de 500 mil sacas de sementes de soja por ano, registrou redução de 30% no volume disponível para comercialização em comparação com a safra passada.

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Inadimplência e recuperações judiciais mudam estratégia das empresas

O avanço da inadimplência no agronegócio e o aumento dos pedidos de recuperação judicial também têm levado as empresas do setor a reverem suas estratégias comerciais.

Na Triunfo Sementes, sediada em Formosa (GO) e responsável pela produção de cerca de 800 mil sacas anuais, a prioridade passou a ser preservação de caixa e vendas com menor risco financeiro.

Segundo o sócio-diretor da companhia, Rodrigo Felgar Aprá, a empresa decidiu reduzir sua exposição comercial após os impactos enfrentados na temporada anterior.

O empresário afirmou que os investimentos em expansão, que anteriormente representavam cerca de 5% do faturamento anual, foram totalmente suspensos em 2026.

Por outro lado, a companhia projeta crescimento entre 10% e 15% na adoção do tratamento industrial de sementes, tecnologia que vem ganhando espaço no campo por aumentar a proteção inicial das lavouras.

Apesar do ambiente mais cauteloso, a Triunfo avalia que aproximadamente 60% da produção já foi negociada para a próxima safra, percentual considerado dentro da normalidade para o período.

Mercado segue atento à rentabilidade da safra 2026/27

O setor de sementes de soja continuará monitorando fatores como preços internacionais, custos dos fertilizantes, disponibilidade de crédito e comportamento climático nos próximos meses.

A definição do tamanho dos investimentos dos produtores na safra 2026/27 deverá depender principalmente da evolução das margens de rentabilidade e da estabilidade econômica global, em um cenário ainda marcado por elevada volatilidade no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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