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Futuros de Wall Street Sobem com Expectativas de Dados Econômicos e Políticas do Novo Governo

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Os futuros dos principais índices de ações dos Estados Unidos apresentavam alta nesta sexta-feira, refletindo as expectativas dos investidores por novos dados sobre a economia americana e possíveis mudanças de política sob a administração de Donald Trump.

Às 7h40 (horário de Brasília), o Dow E-minis subia 85 pontos (0,20%), o S&P 500 E-minis avançava 16,25 pontos (0,27%) e o Nasdaq 100 E-minis registrava alta de 85,25 pontos (0,40%).

Começo de Ano Volátil em Wall Street

Apesar da recuperação nos futuros, o início de 2025 foi desafiador para Wall Street. Na quinta-feira, os três principais índices apagaram ganhos iniciais e fecharam em baixa pela quarta sessão consecutiva, contrariando a tendência histórica de valorização nas últimas sessões de dezembro e nas primeiras de janeiro.

O S&P 500 e o Dow Jones acumulam quedas semanais superiores a 1% cada, enquanto o índice Nasdaq, que concentra ações de tecnologia, registra uma retração de cerca de 2%. O setor tecnológico, que foi protagonista na recuperação dos últimos dois anos, sofre agora os maiores impactos.

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Incertezas Sobre Políticas de Trump

As incertezas em torno das políticas que serão adotadas pela administração Trump seguem influenciando os mercados. O Congresso recém-eleito inicia suas atividades nesta sexta-feira, e Trump assumirá a presidência em 20 de janeiro.

Entre as propostas mais observadas estão a redução de impostos corporativos, flexibilização regulatória, imposição de tarifas comerciais e medidas contra a imigração ilegal. Analistas avaliam que essas iniciativas podem estimular a economia e a lucratividade corporativa, mas também representam riscos, como pressões inflacionárias que podem limitar o espaço para a flexibilização monetária.

Taxas de Juros e Indicadores Econômicos

O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos permanece próximo ao patamar psicológico de 4,5%. Segundo a ferramenta FedWatch do CME Group, o mercado espera que o Federal Reserve reduza as taxas de juros em cerca de 50 pontos-base ao longo do ano, à medida que os dados continuam apontando para a resiliência da economia.

Nesta sexta-feira, investidores estarão atentos ao relatório do ISM sobre a atividade manufatureira de dezembro. Na próxima semana, será divulgado um indicador crucial sobre o nível de emprego nos Estados Unidos, que pode trazer mais clareza sobre as condições econômicas.

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Primeiros Comentários de Autoridades do Fed em 2025

Thomas Barkin, presidente do Federal Reserve de Richmond, será o primeiro representante da instituição a comentar as perspectivas econômicas para este ano. Suas declarações, previstas para hoje, podem oferecer novas diretrizes sobre o futuro da política monetária americana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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