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Conclusão do Plantio da Soja 2024/2025 em Mato Grosso do Sul e Expectativas para a Colheita

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O plantio da soja da safra 2024/2025 foi finalizado em Mato Grosso do Sul, com a estimativa de que aproximadamente 4,5 milhões de hectares foram semeados no estado. De acordo com o projeto SIGA-MS, coordenado pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), o estado se destaca por apresentar 90% de suas lavouras em boas condições. Comparado ao mesmo período da safra anterior (2023/2024), houve uma leve melhora, já que na safra passada 89,3% das lavouras estavam em boas condições.

Distribuição das Condições das Lavouras nas Regiões de MS

As regiões oeste, sudoeste, norte, nordeste e sudeste de Mato Grosso do Sul apresentam as melhores condições para o desenvolvimento da soja, com percentuais que variam de 90,3% a 98,2% das lavouras em boas condições. Nestas áreas, as lavouras em condições regulares variam de 0,9% a 5,6%, e as em condições ruins são de até 4,0%. Em contraste, as regiões centro, sul e sul-fronteira apresentam condições abaixo do esperado, com lavouras que apresentam até 6,7% em condições ruins. Nessas áreas, as lavouras em boas condições variam entre 77,2% e 88,9%, e as regulares entre 6,0% e 18,5%.

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Período Reprodutivo e Expectativas Climáticas

A safra iniciou seu período reprodutivo em 8 de novembro e, de acordo com a escala fenológica dos dados de plantio, a soja entrou em uma fase crucial no início de dezembro: o enchimento de grãos. Este estágio, que ocorre entre 13 de dezembro e 28 de março, é essencial para o desempenho da cultura. Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS, destaca a importância de chuvas leves a moderadas para o sucesso do enchimento de grãos, além do rigor no controle de pragas e doenças por parte dos produtores.

A previsão climática para dezembro, janeiro e fevereiro, com base em dados históricos, aponta chuvas entre 500 e 800 mm, com uma boa probabilidade de que as precipitações sigam a média histórica. Essa expectativa sugere um bom período chuvoso, o que pode favorecer o desenvolvimento da soja e, consequentemente, a produtividade do estado.

Previsão de Colheita

A colheita da soja 2024/2025 em Mato Grosso do Sul está programada para começar na penúltima semana de janeiro, com a maior parte da produção sendo colhida entre 14 de fevereiro e 21 de março, quando se espera que 86% da safra seja recolhida. O processo de colheita deverá se estender até 18 de abril, com boas expectativas de produtividade devido às condições favoráveis do plantio e ao clima esperado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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