AGRONEGÓCIO

Abate de bovinos atinge recorde histórico no Brasil, com destaque para a raça Nelore

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O abate de bovinos no Brasil alcançou um novo marco em 2024, com uma alta de 15,2%, totalizando 39,7 milhões de cabeças, ou seja, 5,17 milhões a mais em relação ao ano anterior, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este aumento significativo no abate foi, em grande parte, impulsionado pelo crescimento de 19% no abate de fêmeas, que somaram 16,9 milhões de cabeças. A fase de baixa do ciclo pecuário, aliada à seca e à queda nos preços dos bezerros, foram fatores determinantes para essa elevação.

O mercado projeta um equilíbrio para 2025, com uma oferta reduzida de bezerros devido ao forte abate de fêmeas. Essa escassez deve levar à elevação dos preços e à retenção de fêmeas para a produção de novos bovinos.

Neste contexto, a raça Nelore teve papel fundamental no recorde de abates e, consequentemente, na produção de carne. De acordo com o livro ACNB, 70 anos a serviço da raça Nelore, 80% do rebanho de corte brasileiro é de sangue Nelore, incluindo tanto animais de registro, como os Puros de Origem (PO) e de Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP), quanto os comerciais e anelorados, que podem não ter registro formal.

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A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), que completou sete décadas de atuação, tem contribuído para o melhoramento genético da raça, o que tem se refletido tanto na quantidade quanto na qualidade da carne produzida. O Circuito Nelore de Qualidade, realizado anualmente desde 1999, é um exemplo dessa dedicação. Em 2024, o evento avaliou mais de 33 mil animais abatidos em 31 etapas realizadas no Brasil, envolvendo mais de 300 pecuaristas. O peso médio das carcaças de machos foi de 21,5 arrobas, enquanto o das fêmeas foi de 16 arrobas.

Victor Paulo Silva Miranda, presidente da ACNB, ressalta a importância do Nelore para a pecuária brasileira: “O Nelore é a raça mais importante do nosso país, representando a maior parte do rebanho nacional. É gratificante ver a pecuária brasileira alcançando mais um recorde, e estamos felizes em ver que a raça Nelore lidera esse caminho”, afirmou.

O Circuito Nelore de Qualidade, realizado pela ACNB com o apoio de diversos parceiros, tem como objetivo fortalecer e promover a genética Nelore, contribuindo para a evolução da raça e para a produção de carne de alta qualidade. A edição de 2025 ainda não teve início no Brasil, mas já está em andamento no exterior, com 480 animais avaliados na Bolívia em fevereiro deste ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-União Europeia inaugura nova era para o agro brasileiro, avaliam especialistas

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A entrada em vigor do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, em 1º de maio de 2026, marca o início de uma transformação histórica para o agronegócio brasileiro. Essa é a avaliação dos especialistas Hugo Centurion e Patrícia Cesarino, que classificam o tratado como um divisor de águas para a competitividade do agro nacional.

Segundo os autores, mais do que um acordo comercial, o tratado representa uma mudança estrutural na forma como o Brasil se posiciona no mercado internacional.

“O acordo começa forte, mas seu verdadeiro impacto será percebido ao longo dos próximos anos, na consolidação das cadeias exportadoras brasileiras”, destacam.

Especialistas avaliam que acordo cria oportunidade histórica para o agro

Na análise de Centurion e Cesarino, o acordo não cria competitividade para o Brasil, mas remove barreiras que historicamente limitavam o potencial exportador do país.

Os especialistas ressaltam que o cronograma gradual de liberalização tarifária permitirá que o agronegócio brasileiro amplie presença na Europa de forma consistente nos próximos 5 a 10 anos.

Atualmente, mais de 80% das exportações brasileiras destinadas à União Europeia passam a contar com tarifa zero já na entrada em vigor do tratado. No agro, cerca de 39% dos produtos brasileiros terão acesso imediato sem tarifas.

Para os autores, esse cenário abre espaço especialmente para produtos com maior valor agregado.

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Fruticultura brasileira deve ser uma das maiores beneficiadas

Hugo Centurion e Patrícia Cesarino avaliam que o setor de frutas tende a ser o principal beneficiado no curto prazo, devido à combinação entre alta demanda europeia e baixa proteção tarifária para produtos tropicais.

“Frutas como abacate, melão, uva e maçã terão vantagens importantes porque muitas delas não estarão sujeitas a cotas, eliminando uma das principais barreiras históricas ao crescimento das exportações”, analisam.

Segundo os especialistas, o Brasil reúne vantagens competitivas naturais relevantes:

  • Produção em contra-estação em relação à Europa;
  • Diversidade climática;
  • Capacidade de oferta contínua;
  • Custos competitivos de produção.

Para os autores, o acordo apenas libera um potencial exportador que já existia, mas permanecia limitado pelas tarifas europeias.

Café brasileiro ganha espaço para produtos premium

Outro ponto destacado na análise é o impacto direto sobre a cadeia do café.

Os especialistas afirmam que o tratado favorece especialmente cafés industrializados, especiais e produtos de maior valor agregado, já que o setor passa a operar com tarifa zerada desde o início da vigência.

“Em um mercado sofisticado como o europeu, o Brasil poderá ampliar margens, diferenciar produtos e consolidar marcas próprias”, afirmam.

Na avaliação dos autores, a tendência é de fortalecimento da industrialização e da exportação de produtos processados, reduzindo a dependência exclusiva das commodities agrícolas.

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União Europeia exigirá nova postura do produtor brasileiro

Apesar das oportunidades, Centurion e Cesarino alertam que o acordo também eleva significativamente o nível de exigência técnica e ambiental.

Segundo os especialistas, o mercado europeu continuará sendo um dos mais rigorosos do mundo em temas como:

  • Rastreabilidade;
  • Sustentabilidade;
  • Resíduos químicos;
  • Certificações internacionais;
  • Compliance agrícola.

Para os autores, produtores e agroindústrias precisarão acelerar investimentos em tecnologia, gestão e controle produtivo para atender às exigências do novo ambiente comercial.

Especialistas apontam cinco pilares para competitividade

Na avaliação de Hugo Centurion e Patrícia Cesarino, o sucesso do agro brasileiro dentro do acordo dependerá da capacidade do setor em avançar em cinco frentes estratégicas:

Profissionalização e rastreabilidade;

  • Adoção de tecnologias sustentáveis;
  • Redução de resíduos químicos;
  • Ampliação do valor agregado;
  • Integração entre produtores, cooperativas e exportadores.

Os autores afirmam que os próximos anos serão decisivos para definir quais cadeias produtivas conseguirão transformar a abertura comercial em ganhos permanentes de mercado.

“O desafio do produtor brasileiro não será apenas vender mais, mas vender melhor”, concluem os especialistas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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