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Exportações de Grãos da Ucrânia atingem 13 Milhões de Toneladas na Temporada 2024/25

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Até 21 de outubro, as exportações de grãos da Ucrânia na temporada que se estende de julho a junho de 2024/25 totalizaram 13 milhões de toneladas métricas, conforme divulgado pelo Ministério da Agricultura nesta segunda-feira. Esse número representa um aumento significativo em relação aos aproximadamente 8,3 milhões de toneladas exportadas no mesmo período do ano anterior, em 23 de outubro de 2023.

Dentro deste volume, destacam-se 7,2 milhões de toneladas de trigo, 3,8 milhões de toneladas de milho e 1,7 milhão de toneladas de cevada. Para garantir o suprimento interno, o governo ucraniano, em colaboração com associações agrícolas, estabeleceu um limite para as exportações de trigo na atual temporada, fixando-o em 16,2 milhões de toneladas.

Até o momento, os comerciantes utilizaram quase 44,5% da cota de exportação de trigo acordada, enquanto não há restrições em relação à exportação de outras commodities. O ministério reportou que aproximadamente 2,6 milhões de toneladas de grãos foram exportadas até agora em outubro, em comparação com 1,6 milhão de toneladas no mesmo período do ano passado, entre 1 e 23 de outubro.

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A expectativa é que a safra combinada de grãos e oleaginosas de 2024 diminua para 77 milhões de toneladas, sendo cerca de 54 milhões de toneladas apenas de grãos. Na temporada de comercialização de 2023/24, as exportações de grãos da Ucrânia alcançaram cerca de 51 milhões de toneladas, um aumento em relação às 49,2 milhões de toneladas do ano anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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