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Café Mineiro Conquista o Oriente Médio na Feira “World of Coffee” em Dubai

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Em fevereiro, um grupo de dez empresários brasileiros do setor cafeeiro, inscritos no programa Agro.BR – iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Apex-Brasil e o Sistema Faemg Senar – marcou presença na renomada feira “World of Coffee”, em Dubai. Considerado um dos maiores eventos do segmento no Oriente Médio, o encontro representa uma importante vitrine para os produtores que desejam ingressar ou consolidar sua presença no mercado internacional.

Entre os participantes, destacaram-se quatro representantes de Minas Gerais: Daniele Alkmin, da Agrorigem, de Santa Rita do Sapucaí; Fabricio Teixeira Andrade, da Sancoffee, de Santo Antônio do Amparo; Maria Soraia Guimarães, da Fazenda Salitre, de Serra do Salitre; e Flaviano Lima e Estela Lima, do Café da Fazenda, da região das Matas de Minas.

Durante os três dias de evento, os empresários brasileiros tiveram a oportunidade de conhecer as inovações do setor cafeeiro, estabelecer parcerias estratégicas e participar de rodadas de negócios com potenciais compradores internacionais. A missão da CNA visou promover o café brasileiro no mercado global, ampliando sua visibilidade e gerando novas oportunidades para os produtores nacionais.

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Daniele Alkmin, CEO da Agrorigem, participou do evento acompanhada de Rebeca Bernardes, Gerente Operacional e Logística da empresa. Especializada na produção de cafés especiais, a Agrorigem levou 60 amostras para apresentar aos compradores internacionais e obteve sucesso em direcionar todas elas. Ao longo da feira, Daniele realizou 48 contatos promissores e já está em processo de negociação com possíveis clientes. Proveniente de uma família com cinco gerações de tradição no cultivo de café, ela ressaltou a importância do evento para a expansão da marca e o fortalecimento no exterior.

“A participação no estande da CNA foi fundamental para mostrarmos a qualidade do café brasileiro aos compradores internacionais. A cada reunião, oferecíamos aos compradores a experiência de degustar nosso café na hora, tanto no espresso quanto no coado. Isso fez toda a diferença, pois conseguimos destacar a excelência do nosso produto”, afirmou Daniele.

A produtora também destacou as oportunidades de negócios geradas: “Tivemos uma excelente receptividade de compradores de Dubai, Egito, Rússia, China, Arábia Saudita e diversos outros países. O mercado de Dubai é altamente qualificado e interessado em cafés especiais. As conexões feitas durante a feira certamente abrirão novas possibilidades para a Agrorigem”, completou.

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A programação da comitiva brasileira foi intensa, com visitas técnicas e eventos em cafeterias, torrefadores, importadores e representantes árabes, como o Grandmother Coffee Roastery, o Experience Lab by Nuova Simonelli e Victoria Arduino, além do DMCC Coffee Centre. Os empresários também participaram de uma sessão de cupping na Roasteria, promovendo ainda mais o intercâmbio de conhecimentos e experiências no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Granizo ameaça cafezais em Minas Gerais: especialistas orientam produtores sobre recuperação e prevenção de perdas

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As recentes chuvas acompanhadas de granizo em diversas regiões de Minas Gerais acenderam um sinal de alerta para os produtores de café. O fenômeno climático provocou danos significativos em áreas produtoras, causando desfolhamento, quebra de ramos, lesões nos frutos e comprometimento do potencial produtivo das lavouras.

Os impactos ocorrem em um momento estratégico para a cafeicultura, justamente durante a fase de recuperação das plantas após a colheita, etapa fundamental para a formação da próxima safra.

Sul de Minas e Zona da Mata concentram maior risco de granizo

De acordo com informações meteorológicas, as regiões do Sul de Minas e da Zona da Mata apresentam maior incidência desse tipo de ocorrência devido às características do relevo, que favorecem a formação de tempestades severas.

Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Lizando Gemiacki, o comportamento climático registrado neste período foge do padrão esperado para a estação seca.

“Estamos vivendo uma condição atípica para esta época do ano. Ainda existe possibilidade de chuvas acompanhadas de rajadas de vento e eventual queda de granizo em municípios do Sul de Minas e da Zona da Mata nos próximos dias”, explica.

Recuperação dos cafezais exige diagnóstico técnico antes de qualquer intervenção

Diante dos prejuízos causados pelo granizo, especialistas recomendam que os produtores evitem ações imediatas sem uma avaliação técnica detalhada dos danos.

Orientações do Conselho Nacional do Café (CNC) indicam que o primeiro passo é realizar um diagnóstico completo da lavoura para definir as estratégias de recuperação mais adequadas.

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Nas áreas com danos leves, caracterizados por perda parcial de folhas e pequenos ferimentos nos ramos, a recomendação é manter os tratos culturais normalmente, reforçando a adubação, a nutrição das plantas e o monitoramento fitossanitário.

Já nos cafezais que sofreram danos severos, com quebra significativa de ramos produtivos e comprometimento estrutural das plantas, pode ser necessária a realização de podas seletivas para estimular a brotação e recuperar o potencial produtivo.

Ferimentos aumentam risco de doenças nas lavouras

Outro fator que exige atenção dos cafeicultores é o aumento da vulnerabilidade das plantas a doenças.

Os ferimentos provocados pelo impacto das pedras de gelo facilitam a entrada de fungos e bactérias, elevando o risco de infecções que podem comprometer ainda mais a produtividade da lavoura.

Por isso, técnicos recomendam monitoramento constante e adoção rápida de medidas fitossanitárias sempre que houver identificação de focos de doenças.

El Niño pode aumentar desafios para a cafeicultura brasileira

Além dos prejuízos imediatos provocados pelo granizo, o setor cafeeiro acompanha com atenção a evolução das condições climáticas para o segundo semestre de 2026.

A intensificação do fenômeno El Niño poderá alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras do país, trazendo riscos adicionais para a produção agrícola.

No caso da cafeicultura mineira, períodos prolongados de calor e déficit hídrico podem afetar etapas decisivas do ciclo produtivo, como a floração, o desenvolvimento dos frutos e o enchimento dos grãos, com reflexos diretos sobre produtividade e qualidade da bebida.

Planejamento e conservação da água ganham importância nas propriedades rurais

Diante do cenário de maior instabilidade climática, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) orienta os produtores a intensificarem o planejamento da próxima safra.

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Entre as principais recomendações estão:

  • Uso de cobertura vegetal para conservação da umidade do solo;
  • Adoção de práticas de plantio conservacionistas;
  • Escolha de cultivares mais tolerantes ao estresse hídrico;
  • Planejamento eficiente da irrigação;
  • Investimentos em gestão sustentável dos recursos hídricos.

Segundo o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Feliciano Nogueira, a assistência técnica será fundamental para reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos sobre a produção rural.

“Diante das perspectivas relacionadas ao El Niño, nosso trabalho é orientar agricultores e pecuaristas sobre estratégias capazes de minimizar os efeitos do fenômeno climático e preservar a sustentabilidade das atividades agropecuárias”, afirma.

Cafeicultura precisa investir em resiliência climática

Especialistas destacam que a frequência crescente de eventos extremos exige uma mudança de postura no campo, com foco não apenas na recuperação dos danos, mas também na prevenção.

Programas de irrigação sustentável, revitalização de bacias hidrográficas, certificações de boas práticas agrícolas e ferramentas de planejamento territorial estão entre as iniciativas que podem fortalecer a resiliência das propriedades rurais.

Para a cafeicultura mineira, líder nacional na produção de café, a combinação entre assistência técnica, manejo adequado e planejamento climático será cada vez mais decisiva para garantir produtividade, qualidade e competitividade diante dos desafios impostos pelas mudanças no clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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